A ITIÚBA QUE NÓS CONHECEMOS

Valmir Simões

 

 

 

 

 

Reporto-me às lembranças do século passado, onde a nossa querida cidade vivia em plena harmonia. A cadeia pública da cidade, ali na Praça Nova, era um símbolo de austeridade, no entanto a paz reinava por lá. Nas suas celas, nem todas ocupadas, teias de aranha tinham morada certa. Ladrão de galinhas dormia uma noite lá, no outro dia tomava um esporro do Delegado Tibério, tremia nas calças e ali mesmo o profissional, se assim posso dizer, abandonava o gosto pelas penosas.
Um crime de morte era difícil de se ver. Geralmente, um cabo e dois soldados davam conta do recado. Cabo Jajá, pessoa muito agradável, amigo de todos, Dedé Soldado, filho da terra, se dava com todo mundo. Zé de Souza, sério, respeitoso, educado, adotou Itiúba como sua terra natal e, se não me engano, todos os seus filhos eram Itiubenses. Naquele tempo, as pessoas tinham respeito uns pelos outros, tinhamos a liberdade de sentar a noite em frente as casas e bater papo com a vizinhança até altas horas. O respeito dos filhos para com os pais era visível, a benção meu pai e minha mãe era uma rotina e nos dias atuais dizem que é "Mico". Estamos em outro século, mas sinto saudades do século passado, daquele tempo em que se amarrava cachorro com linguiça.

 

 


 

IR PARA O ÍNDICE DE CRÔNICAS DESTE AUTOR
IR PARA O ÍNDICE POR ASSUNTO
IR PARA O ÍNDICE POR AUTOR
IR PARA O ÍNDICE GERAL

 

Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


fpcarvalho@globo.com