VALMIR SIMÕES DE CARVALHO

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

Como foi noticiado neste Site, é muito triste receber a noticia do falecimento de um amigo de infância e conterrâneo que, mesmo afastado de sua terra natal por motivos alheios a sua vontade, nunca a esqueceu. Muito pelo contrário. Aqui no Site, por exemplo, ele teve a preocupação de publicar 360 crônicas – um recorde entre os demais colaboradores – com o intuito de enaltecer as belezas de Itiúba, lembrar a irmandade entre os amigos, a sabedoria dos moradores mais velhos, os tempos de rios e riachos cheios quando a gurizada fazia a sua praia, as brincadeiras de adolescente nas noites de luar da cidade como ele mesmo contou na crônica “O homem da capa preta”, o tempo belo e inocente da velha Escola Góes Calmon onde aprendeu suas primeiras letras, as passagens dos bonitos trens de passageiros bem em frente à sua casa, as peladas de futebol com bola de meia, recheada de molambos, a variedade e o vai e vem da feira livre, o comércio local onde ganhou suas primeiras moedas, os saudosos carnavais, os costumes sertanejos e os tipos populares que ele não os esquecia. Sem dúvida alguma, era um admirador fervoroso de sua terra. Para ele, toda a cidade era uma só rua, pois chamava todo mundo de vizinho.

Itiúba perde seu filho que a amava, este SITE perde seu maior colaborador e perdemos nós o grande amigo e conterrâneo.

"Os amigos nunca morrem, apenas partem antes de nós. (Amado Nervo – Poeta mexicano)"

 

 

 


 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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