AVILA QUE O TEMPO NÃO APAGOU

Egnaldo Paixão

 

 

 

 

 

Era uma vez uma
Villa que o tempo não apagou,
vamos vê-la?
vale uma passagem
para o sonho,
viagem de trem serra acima,
vamos?
Estação de passageiros
trem da leste
Estação de Calçadas Salvador Bahia,
vamos?
manhãs nascentes vistas das serras
vamos?
Umbu cajá castanha igreja
urubu feira livre jumentos antigos
do velho Santana
vamos?
Bênção Meu Tio
pedra esquisita morada
de morcegos e de Lauro pintor
no sopé da serra beijando o vale,
vamos?
Tanque da Nação espelho da praça
á gua nativa minando no bojo
para nada servindo,
vamos?
João Piolho, Bejá, Maninho Trompete
Paôco, Calanguinho, Melé, Cantú, Zé Quirino,
Zezinho do Licuri Torto, Padre Severo
habitantes da Tapera, luar e faca,
vamos?
Carnavais antigos
madrugadas de pierrôs e colombinas
festa no Clube Social 2 de Julho, pensão
de Dona Preta, Antônio Valadares, Benedito Pinto,
Cazé, Judite Barbosa, Antônio Mota, Helena Carvalhal,
João Mutti, Joviniano Carvalho,
Coronel Belarmino, Augusto Moura, João de Castro,
Anfilófio Pinto, Cícero Marques, Coronéis
João Antônio, Ramiro e Aristides,
vamos?
Aos seus reinos encantados,
perdidos entre castelos
coroas de ouro e baús antigos,
vamos?

Há pouco estavam todos aqui
construtores de ontem,
que tudo fizeram por um sonho de amor:
verem a Villa de Itiúba crescer e virar cidade.

 

 

 

 

 


 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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