UMA CIDADE CERCADA DE SERRAS

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

 

No meu tempo de criança em Itiúba, sempre tentei descobrir os nomes das grandes serras da cidade, porém, devido a dificuldade de informações, pois, nem na escola a geografia do município era objeto de estudos, não foi possível saber todos os seus nomes. Isto, porém, não me impediu de decorar algumas, que até hoje ainda me lembro delas, pelo menos as principais, que são as seguintes:

Serra da Itiúba, (que deu origem ao nome da cidade), Serra do Mairi, Serra do Encantado- nome inspirado em uma lenda indigena -, Serra do Cruzeiro - ponto de romaria durante a semana santa -, Serra do Saquinho, Serra do Filó, Serra da Laje Preta - local mal-assombrado -, Serra do Grotão - onde as águas nascem embaixo das pedras -, Serra da Garapa - onde tinha um poço com a água mais doce da cidade -, Serra Fechada, Serra do Velho, Serra do Sobrado - que foi morada de indios -, Serra do Urubu, Serra do Poço do Cachorro, Serra do Umbuzeiro, Serra do Rompe Gibão - temida pelos vaqueiros -, Serra da Varginha, Serra do Carrapato - onde carro não vai -, Serra da Várzea Formosa - com seu alto teor de sódio -, Serra da Tapera - local do Palácio do Padre Severo - e Serra do Itapicuru - lugar de nascimento do maior politico da cidade, coronel Belarmino Pinto.

E assim, quem aderiu ao inusitado bloco logo descobriu a intenção de seus criadores, que era provocar propositalmente, a semelhança entre o conteúdo do estranho adereço carnavalesco com o do verdadeiro que se destina aos penicos, daí a grande adesão da maioria absoluta dos foliões itiubenses.

 

 

 

 

 

 

 


 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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