I

A TRAÍRA

Hugo Pinto de Carvalho

 

 

 

 

 

Abundante nos Açudes do Coité e do Jenipapo até a década de 1960, a Traíra foi muito consumida em Itiúba, principalmente pela excelência de sua tenra e saborosa carne.

Curiosamente, é uma espécie de peixe que pratica o canibalismo alimentando-se de pequenos filhotes e alevinos de outras espécies, e tem predileção por águas profundas e escuras vivendo praticamente na lama dos fundos dos açudes e cacimbas, talvez porque, também é desprovida de nadadeiras. Possuidora de grandes e afiadíssimos dentes, sua mordida além de dolorosa provoca sangramentos perigosos se não tratados imediatamente.

Outra curiosidade, é que seu nome ainda é associado a traição, principalmente no nordeste, onde se costuma chamar pessoas adúlteras, de “traíra”.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho


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