ÍNDICE COM RESUMOS

 

VÍDEOS DE ITIÚBA - Assista vídeos sobre Itiúba, produzidos por itiubenses

RÔMULO PINTO DE AZEREDO (Egnaldo Paixão) -

Römulo Pinto de Azeredo,
é dono de uma das mais brilhantes
inteligências que já conheci.

A PRAÇA DA MATRIZ SILENCIOU (Egnaldo Paixão) -

Depois de quase noventa e quatro (94) anos
de vida útil e bonita, o velho Guilherme,
foi embora desta vida para a outra,
sem se despedir de nós.

100 ANOS E MAIS...(Egnaldo Paixão) -

Tem dias que estou com 100 anos e mais...
aí mergulho nos meus dias idos.

FEZ UM ANO O FALECIMENTO DO VADINHO (Egnaldo Paixão) -

Ontem fez um ano que faleceu WALDEMAR ARAÚJO, mais conhecido por VADINHO CARCEREIRO.

OS 87 ANOS DO MAESTRO EVILÁSIO (Egnaldo Paixão) -

Foi com muita alegria que a F4J fez uma apresentação
ontem, 20.09.2016, em frente à casa do Maestro Evilásio Mendes, que nos ouviu com grande satisfação.

SOBRE CIRCOS, RUMBEIRAS E PALHAÇOS (Max Brandão Cirne) - Vejo com os olhos   que a terra fria há de comê-los conforme hiperbolicamente e pleonasticamente a língua me permite, dos sentidos aflorados nas recordações, a grande lona de circo sendo montada por mãos calejadas e frontes suadas.

O VELHO AMERICANO (Max Brandão Cirne) - Conheci-o na minha adolescência. Era um negro retinto e sem sobrancelhas, costumava apontá-las dizendo que era um africano, não brasileiro, muito educado e cortês, parecia ser letrado e informado, pronunciava umas poucas palavras que na época pensávamos fosse inglês.

O HOMEM DA PEDERNEIRA (Max Brandão Cirne) - Não me recordo exatamente o ano. Acho que foi lá pelo ano de 1960. Sei que já se esfumou no tempo e no espaço. Era eu um garoto tomando conta da “venda”, assim era chamado o armazém de secos e molhados dos meus pais, lá nos sertões da Bahia, numa cidade chamada Itiúba.

O CEMITÉRIO DOS CRENTE (Max Brandão Cirne) - Ficou aquela criança estarrecida ao descobrir, em Itiúba, na década final de 1950 a início da de 1960, uma construção um tanto ou quanto destiorada e desterrada, a quem o povo denominava de “Cemitério dos Crentes”.

O BURACO DA VOVÓ (Max Brandão Cirne) - Belos tempos aqueles em que “o buraco da vovó” era apenas uma reentrancia encravada na rocha sólida, formando um paredão que se desenhava contra os céus, nos sertões de Itiúba.

ITIÚBA TERRA DO JÁ TEVE (Max Brandão Cirne) -Essa vida de velho ocioso e aposentado, embora não pareça para quem não conhece nem ainda alcançou essa coisa que alguns teimam em apelidá-la de “melhor idade”, tem lá suas vantagens. Não sei se virtude; que é a de obrigar o sujeito a ficar marrento a rememorar coisas do passado.

CURRAL DO CONCELHO (Max Brandão Cirne) - Nos anos idos em toda cidadezinha do interior e, até mesmo na Capital existiam os tais “Currais do Concelho”, formas e maneiras dos alcaides arrecadarem sempre mais e mais tributos.

A RUA DO CALUMBI (Max Brandão Cirne) - Nos sertões existe uma planta silvestre chamada de calumbi. Pelo menos duas espécies, as mais conhecidas, o calumbi branco e o unha-de-gato.

A FEIRA (Max Brandão Cirne) - Era como num passo de mágica. Feérica, vistosa, mágica. Não será exagero de dizer que todos se vestiam para ir até a Feira. Era quase que magia. Não era aquela coisa de compras e vendas, de trocas e escambos, mas de experiências, de afetividades, de experiências novas e de aprender mais.

A CAPIVARA DE CHOCALHO (Max BrandãoCirne) - O ano  não tenho  recordação. Era somente um garoto imberbe de pouco mais de cinco anos. Soube-o depois por notícia de meu pai.

SAUDADES DO VALMIR SIMÕES (Max Brandão Cirne) - Hoje amanheci com aquela saudade danada do meu amigo de infância Valmir Simões. Amanheci o dia, lavei e escovei as travagens, joguei umas gotas d!água na cara cheia de dobras e vincadas das cobertas, preparei um cafezinho, sentei na cozinha e me pus a matutar sobre nossas vidas na” Itiubinha dos amores”.

FOLIA DE REIS EM ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - O tempo, este nosso companheiro implacável, possui a celeridade do átimo existencial. Porém, não se possibilita para enfraquecer as lembranças, sejam elas boas, sejam elas más.

GUERRA DE ESPADAS (Max Brandão Cirne) - O ano não mais  recordo-me. Acho que por volta de 1960 a 1962, em Itiúba tinha um médico chamado carinhosamente “Drº Manoel”, um sujeito todo bondade que, formado na capital escolheu a cidade de Itiúba para clinicar.

ITIÚBA (EgnaldoPaixão) - Gosto muito de ti, mas não quando desprezam teus antepassados e jogam lixo na tua história.

SERENATAS ITIUBENSES (Egnaldo Paixão) - Ontem ao luara gente fingia que a lua era dos namorados.

'BOLACHINHA" ( Max Cirne Brandão) - Quem nasceu numa cidadezinha perdida lá nas curvas do vento onde o tempo parece ter parado, sabe, com certeza, do que estamos falando.

O SOBRADO DO CORONEL (Egnaldo Paixã o) -
Era um sobrado alto,
mais do que é do lado,
era um sobrado alto,
todo bem arquitetado

JOSÉ PINTO DE FREITAS, UM HERÓI DE VERDADE (Egnaldo Paixão) -
Era um sobrado alto,
mais do que é do lado,
era um sobrado alto,
todo bem arquitetado...

A PONTE ITIÚBA/ALTO (Egnaldo Paixão) -
Era um sobrado alto,
mais do que é do lado,
era um sobrado alto,
todo bem arquitetado.

A BOLACHINHA E O CARNAVAL DE ITIÚBA (Egnaldo Paixão) -
Era um sobrado alto,
mais do que é do lado,
era um sobrado alto,
todo bem arquitetado.

O MENINO QUE ESCREVIA CARTAS (Max Brandão Cirne) - Isto foi a muito tempo atrás. Começou lá nos sertões de Itiúba, uma cidadezinha nascida e crescida encravada entre altas montanhas. Poderia até dier que as montanhas formam muito mais um imenso buraco aberto por provável queda de algum desses meteoros gigantes sobre a terra.

35 MIL OLHARES E VOZES (Egnaldo Paixão) - Minha terra tem trinta e cinco mil olhares,
não tem palmeiras e os sabiás fugiram...

ÚLTIMO ADEUS DE VALDEMAR ARAÚJO - VADINHO (Eguinaldo Paixão) - Morre aos 86 anos incompletos o segundo mais velho músico de filarmônica, VALDEMAR ARAÚJO, conhecido por VADINHO.

JUSTA HOMENAGEM AO MAESTRO EVILÁSIO MENDES (Carlos Dias Lima) - “Deus honra, quem tem honra”. O nosso querido Evilásio escolheu a melhor parte da vida para escrever a sua história, quando resolveu investir e gastar o seu tempo buscando edificar a vida dos “BOLACHINHAS” da sua amada Terra, Itiúba!

OS 86 ANOS DO MAESTRO EVILÁSIO MENDES (Eguinaldo Paixão) - O músico filarmônico mais velho de Itiúba, Maestro EVILÁSIO MENDES, hoje está completando 86 anos de idade.

UM MENINO DOS SERTÕES (Max Brandão Cirne) - Nesta manhã cinzenta e chuvosa de segunda feira, o peito bate cheio de saudades de uma infância que cada dia mais se afasta, e,  não mais volta.

JUSTA EXPOSIÇÃO DA ONG SERRA DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Pelas mãos do seu fundador ou um dos seus fundadores, d a ONG SERRA DA ITIÚBA acaba de enviar-me, via E: mail, convite dando-me conta de fulgurante evento.

A CIDADE SEM MEMÓRIA II (Hugo Pinto de Carvalho) - Agora, descobrimos que estão invandindo a popular "Laje Grande" um dos pontos turísticos mais bonitos e originais de Itiíuba, para construirem casas, e certamente vão demolir também a belíssima "Pedra dos Namorados".

A CIDADE SEM MEMÓRIA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como disse o famoso escritor francês, Victor Hugo em de uma suas célebres frases, “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens: faz uma coisa esmagando outra”.

PARABÉNS ITIÚBA! (Carlos Dias Lima) - Carlinhos do Dr. Nogueira, um privilegiado filho adotivo, dessa querida Cidade, parabeniza, o município de Itiúba pela passagem do seu aniversário de 80 anos de emancipação político-administrativa.

DR. EGNALDO DE SOUZA PAIXÃO (Aroldo Pinto de Azeredo) - Desperta minha atenção, a inteligência de um cidadão de Itiúba, o advogado, poeta, delegado, político, músico, maestro Egnaldo de Souza Paixão, talvez um dos melhores advogados da Bahia.

ANTÔNIO MACAMBIRA (Max Brandão Cirne) - Quem nasceu lá pras bandas de Itiúba sabe de quem estamos falando. Trata-se de um cidadão nascido e criado na cidade, funcionário público do Estado, com assento de trabalho no Fórum Local, Palácio da Justiça, sendo ele  conhecido dos quatro cantos da cidade.

AS DERRUBADAS E A BOLACHINHA (Egnaldo Paixão) - Começo estas palavras, dizendo que está na hora de se criar, em Itiúba, o CONSELHO DE CULTURA.

IVAN LEMOS, O QUE PARTIU (Max Brandão Cirne) - Tenho me afastado das pesquisas e leituras do SITE ITIÚBA DO MEU TEMPO. Obviamente motivado pelo câncer que está a me consumir dia a dia. Hoje, depois de algum tempo, retornei a ele e para dissabor meu,  lá estava escrito que o Ivan partira dessa terra.

SILENCIA A SONORIDADE ESPLÊNDIDA DO ROBERTO (Egnaldo Paixão)
Poucos o conheciam pelo nome de batismo e de registro: Wilson!
Bem mais jovem do que eu, quando o conheci já era ROBERTO,
moço humilde, batalhador, fadado ao crescimento!

MARIA CESAR - A PARTEIRA (Max Brandão Cirne) - Antigamente se dizia assim: Maria Cesar a maior parteira de Itiúba.

VAVÁ BRANDÃO (Max Brandão Cirne) - Quem conhece Itiúba não pode desconhecer um homem simples e simpático de apelido  e  nome, Vavá Brandão.

VALEU JOÃO! (Egnaldo Paixão) -

Nos deixou, hoje, 
o Oficial da Força Pública de São Paulo,
JOÃO RABELO, o nosso conhecido
JOÃOZINHO DO BÉU.

TANQUE DA NAÇÃO (Humberto Pinto de Carvalho) - Desconheço a razão da escolha do nome, desde início do Século passado, para uma pequena lagoa situada num Povoado encravado no sertão baiano.

COPA DO MUNDO (Hugo Pinto de Carvalho) - Em clima de copa do mundo no Brasil, isso me faz lembrar das dificuldades que a gente tinha na velha e querida Itiúba para acompanhar os jogos da seleção brasileira em antigas copas do mundo.

IVAN LEMOS DE CARVALHO II (Hugo Pinto de Carvalho) - Nosso amigo e conterrâneo Ivan de Carvalho, foi o mais brilhante aluno da velha e querida Escola Goes Calmon de Itiúba.

IVAN LEMOS DE CARVALHO (Fernando Pinto de Carvalho) - Nesta semana o inteligente itiubense Ivan Lemos de Carvalho partiu para a outra dimensão.

ITIÚBA - AÇUDE DO JENIPAPO (Fernando Pinto de Carvalho) - O Açude do Jenipapo é uma pequena represa construída com pedras e cimento, em 1921, no norte da cidade de Itiúba - Bahia, com a finalidade de amenizar a falta de água, devido as grandes estiagens da época.

LAMPIÃO EM ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - Ao chegar à Fazenda Desterro, na margem do rio Jacurici, Lampião e seu bando encontrou o vaqueiro chamado de Zezinho do Licuri Torto. Ao saber que ele trabalhava para o Coronel Aristides, pessoa importante na cidade de Itiúba, imediatamente redigiu um bilhete.

VIOLINO DO VELHO MOTA (Egnaldo Paixão) - Quando um violino de minha pequena Itiúba ainda tocava a Jardineira no carnaval de rua...

DOR DE FACÃO, DOR DE BURRO E DOR DE VIADO (Fernando Pinto de Carvalho) - Dor de facão, dor de burro e dor de viado. Francamente, nunca entendi porque deram  esses nomes tão estranhos àquela dorzinha de pontadas que se sente logo abaixo das costelas, depois de algum esforço, como correr ou nadar.

PINGA NÃO CHOVE (Humberto Pinto de Carvalho) - O tempo anda gerando confusão e com cara de ansioso. Sempre indeciso nos últimos invernos, primaveras e verões.

10 ANOS DA ONG ITIÚBA (Humberto Pinto de Carvalho) - Uma década que vale dois séculos de história é pouco. Vamos precisar de mais para que no futuro os filhos e amigos itiubenses saibam que nosso passado registrou o tempo e que vamos continuar com a nossa missão.

ITIÚBA, NOSSO CHÃO (Humberto Pinto de Carvalho) - Itiúba, beirando 80 anos de idade, como cidade, continua abençoada pelo Criador com sua topografia encantadora.

BARRAGEM RÔMULO CAMPOS (Humberto Pinto de Carvalho) - Nascido em 1930 participei de muitas histórias sobre nossa cidade.

MELANCIAS E OUTRAS FRUTAS (Humberto Pinto de Carvalho) - Relendo as narrativas do Portal itiuba.info - tão bem cuidado pelo Fernando, não encontrei uma só referência sobre as frutas da minha infância, em especial as melancias com formato comprido na cor “rajada” - uma mistura de verde claro e branco.

PEDRO CAJÁ (Humberto Pinto de Carvalho) - Como amigo e compadre, trago aqui uma pequena história de um cidadão que está beirando os 100 anos de idade vividos com dignidade e muito trabalho.

NO TRONCO DO UMBUZEIRO (Humberto Pinto de Carvalho) - Entalhar suas iniciais nos troncos das -arvores com uma faca, canivete ou caco de vidro, era uma maneira amável da demonstração de carinho. Os extremamente apaixonados esculpiam os nomes dos pombinhos após juras de amor eterno.

TROVÕES, ECOS QUE ASSUSTAM (Humberto Pinto de Carvalho) - O tempo anda gerando confusão e com cara de ansioso. Sempre indeciso nos últimos invernos, primaveras e verões.

ITIÚBA 79 ANOS DEPOIS (Egnaldo Paixão) - Tantos podiam contar tua história, 
mas poucos sabem-na.

O JEGUE (Fernando Pinto de Carvalho) - Volto a falar sobre o paciente e laborioso jegue.

1957 O ANO EM QUE O CIRCO DO PEDRO CORUJA SACUDIU ITIÚBA (Egnaldo Paixao)
Não lembro lonas e arquibancadas.
Não lembro palco e o que nele rolava

LACERDINHAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 50, todas as árvores de ornamentação das ruas da cidade eram exemplares de  “FICUS”, que, além de bonitas, também proporcionavam grandes sombras e dependiam de pouco trabalho para sua manutenção.

BRIGA DE GALOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Apesar de proibida por Decreto do Presidente Jânio Quadros, a prática da briga de galos em Itiúba teve muitos adeptos até a década de 1960.

O CARNEIRO DO CARLINHOS III (Hugo Pinto de Carvalho) - Com o título acima e quando este Site foi criado,  eu contei  a história de um garoto que inovou em Itiúba percorrendo as ruas da cidade montando um carneiro branco no final da década de 1950.

NOMES E COGNOMES (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba, até a década de 1950, era muito comum aplicar-se aos nomes de pessoas conhecidas, uma referência qualquer para diferenciá-lo de um homonimo.

SOBRE O PAOCO (Max Brandão Cirne) - Como sou um irremediável palpiteiro e gosto, sim de dar palpites em algumas coisas, depois de muito matutar, cheguei a uma provável explicação certa sobre o apelido do nosso personagem que viveu em Itiúba chamado e conhecido por paôco.

UM FILÓSOFO CHAMADO BANDUCA (Max Brandão Cirne) - O sujeito nasceu, cresceu e se casou em Itiúba. Conheço-o desde muito jovem.

ASSALTO AO CORREIO DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Se a memória não está enganando o escriba, foi por volta do início dos anos 1960 que um fato inusitado ocorreu em Itiúba gerando dores de cabeça para pessoas inocentes, inclusive.

PADRE SEVERO CUIM ATUÁ (Humberto Pinto de Carvalho) - No rastro do Padre a partir do seu regresso da Europa é encontrado como uma pessoa de temperamento explosivo, em especial quando alternou sua passagem pela politica de oposição ao Reino e sem obediência a Igreja.

EUCALIPTO, OITI E TAMARINEIRO (Humberto Pinto de Carvalho) - Por sua resistência e beleza, quase todas as sedes dos municípios do Piauí a Bahia foram plantados eucalipto, oiti e tamarineiro nas ruas e praças.

O PAPAI GARBOSO (Carlos Dias Lima) - Na nossa querida Itiúba houve um caso, conhecido dos antigos, ou seja: os antigos que hoje somos nós mesmos, os que têm a nossa idade, pois, o fato aconteceu nos idos da década de 50.

BRINCADEIRAS E BRINQUEDOS DO MEU TEMPO (Max Brandão Cirne) - Fico invocado, como se dizia antigamente, quando vejo crianças batendo pés nos shoppings espalhados pelas cidades, exigindo esse ou aquele brinquedo.

VAVÁ BOM-NO-PÓ (Max Brandão Cirne) - Era um homem completamente esquelético. Os braços desafiavam a lógica por não possuírem músculos. Tentava ser simpático com as crianças.

A PROSTITUTA E O BANHO DE FEZES (Max Brandão Cirne) - Essa história é dividida em dois atos, sendo de todos os idosos de Itiúba conhecida, pelo menos, os mais antigos.

OS PEDERASTAS DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Naqueles tempos não existiam tantos pederastas em Itiúba.

BERTINHO UM CAATINGUEIRO ARRETADO (Max Brandão Cirne) - Lá pras bandas do Distrito de Covas pertencente ao município de Itiúba, vive refestelado em sua poltrona forrada com o mais puro couro de bode curtido, m tabaréu arretado e merecedor de reconhecimento público.

O CARNEIRO DO CARLINHOS II (Carlos Dias Lima) - Tudo começou a partir do fato de haver um cliente do meu “Tio/pai”, o Dr. Nogueira, não me recordo do nome desse paciente, afinal, eu só tinha 10 anos. Só lembro que era morador no “Saquinho”, e que agradecido, pelo fato de ter sido curado, segundo ele, por Dr. Nogueira, resolveu presenteá-lo com um filhote de ovino.

PONTA-CABEÇA (Hugo Pinto de Carvalho) - Eram muitas as brincadeiras praticadas pela criançada alegre e saudável da cidade, porém uma chamava mais atenção até porque era a mais difícil de praticar. Era a chamada caminhada de ponta-cabeça, onde as mãos e não os pés é que eram utilizadas para se locomover.

ESCOLA GOES CALMON (Hugo Pinto de Carvalho) - Já se falou muito aqui sobre a velha e querida Escola Góes Calmon (a única da cidade até 1950), mas como esquecê-la se ela fez parte integrante de nossa feliz infância e alegre adolescência na não menos querida Itiúba?

O MANEQUIM DO MESTRE QUITU (Hugo Pinto de Carvalho) - A alfaiataria do mestre Quitu em Itiúba, era a única da cidade que mantinha um velho manequim que servia para moldar os paletós antes  de serem costurados.

O "COURO" DAS SERRAS DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Resolvi não poupar o Huguinho Carvalho das crônicas ferinas, fazendo pagar aqui, com a mesma moeda, o que escreve sobre personagens de Itiúba.

PEDRA BENÇA-MEU-TIO (Max Brandão Cirne) - Assim era conhecida a famosa pedra por onde corriam mocós e preás no silencio daquela parte da caatinga de Itiúba.

O CINEMA DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Dia de domingo costumava ir até o Adro do São Gonçalo do Amarante em visita a alguns amigos. Visitava todas às vezes, o enorme templo na pracinha, paredes rudes, grossas e seculares, testemunhas vivas de um passado de mando e desmando da religião, da imposição e da intolerância.

ESTAÇÃO DA CALÇADA (Max Brandão Cirne) - Toda tarde de sábado a Estação da Calçada, em Salvador, ficava cheia de pessoas que lá comparecia para embarcar no trem.

A SERRA VELHA E O BANHO DE XIXI II (Max Brandão Cirne) - Devo dizer que o título não é meu para que eu não seja amaldiçoado como plagiador. O título pertence ao saudoso Valmir Simões, o qual acabo de ler no rico site de Itiúba uma das suas crônicas assim titulada.

NOS TEMPOS DAS SETE CASAS (Fernando Pinto de Carvalho) - Hoje aquelas casinhas unidas e com apenas uma porta e uma janela na frente  de cada uma, estão tristes e bem comportadas. Alguns anos atrás, porém, tudo era diferente.

BEJÁ OU SIMPLESMENTE BEIJÁ (Max Brandão Cirne) - A grafia correta certamente não deve ser aqui discutida, se “Bejá” ou se “Beijá”. O certo é que certamente e provavelmente se trata de uma corruptela da pronunciação enviesada dos sertanejos e do povo de Itiúba, quiçá até mesmo a ausência de um domínio linguístico.

A RÁDIO CULTURAL E A HORA DO ÂNGELUS (Fernando Pinto de Carvalho) - A hora do Ângelus ou  hora da Ave-Maria,  às  18h, na tradição católica, relembra,  por  preces e orações, o momento da Anunciação.

FERNANDO E A NOSSA BIBLIOTECA (Max Brandão Cirne) - Como sempre costumo fazer quase que diariamente, deparei-me no portal de “Itiúba do meu tempo” com uma crônica de reminiscências do Fernando sobre o seu tempo na Escola Goes Calmon e os livros que leu.

O TEIA DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Existem sujeitos que nascem com verdadeiro carisma. O “Teia” é um desses.

PAÔCO DO BOI-BUMBÁ (Max Brandão Cirne) - Eis que passado algum tempo, recordo-me de que o dito foi o preferido do senhor Joaquim Brandão para carregar as costas o pesado boi feito de madeira e chita. Era o paôco.

O BAR E O BEIJÁ (Egnaldo Paixão) -
Os homens bem postos da cidade,
para ele convergiam...

OS OLHOS DA FINADA CASTOLINA (Max Brandão Cirne) - Quem contava esta era o Antonio Macambira, juntamente o Zezito do cinema, hoje falecido, e alguns rapazes de Itiúba.

OS DOIS JOÕES DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Um deles tinha por sobrenome Leite. Era chamado de João do Leite. Seu pai era um negro retinto como a cor da mais profunda noite, de família muito boa e educada.

O RASGA-MORTALHA (Max Brandão Cirne) - Quem nasceu, cresceu e se formou na vida lá pelos lados dos sertões, pode muito bem confirmar a história do rasga-mortalha que costumava voar todas as noites entre pios e grasnados apavorantes.

SAXOFONISTA NILSON BACALHAU (Egnaldo Paixão) -
Quando você morreu há dez, talvez quinze anos,
tive vontade de chorar, mas lembrei-me
que você não iria gostar...

ITIÚBA, RAPADURAS E O PADRINHO (Fernando Pinto de Carvalho) - A rapadura é originária dos Açores e/ou das Ilhas Canárias. Surgiu no século XVI  para solucionar  o transporte de açúcar em quantidades individuais, pois o açúcar granulado umedecia e melava facilmente.

A BIBLIOTECA DA ESCOLA DE ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - Recentemente eu consegui todos os livros infantis de Monteiro Lobato e já reli alguns. É um volta aos velhos tempos da Escola Goes Calmon em Itiúba.

MANU O ARRANCADENTES (Max Brandão Cirne) - Quando criança lá nos sertões de Itiúba existia um sujeito apelidado de Manu e de todos, conhecido, vindo da Região da Cajazeira que se estabeleceu com uma sortida casa comercial.

O BAR DO ZÉ DANTAS II (Max Brandão Cirne) - Era um ponto aonde costumávamos ficar e permanecer a olhar as partidas de sinuca. Também podíamos jogar naquelas sinucas enormes do “seo” Zé Dantas que não existia perigo de sermos presos nem a polícia nos flagrar.

"SEO" EUTÍMIO E O ZECA COTÓ (Max Brandão Cirne) - Era uma vez em Itiúba. Os personagens chamavam-se Eutímio – homenzarrão pele banca, de pouca ou nenhuma letra, empregado o Açougue Municipal de Itiúba.

ESPELHOS DE MINHA SAUDADE (Egnaldo Paixão) -
Há quanto tempo.
Eu era menino e a Escola
era pública e tinha o nome
de um político: Góes Calmon.

CURIOSIDADE (Hugo Pinto de Carvalho) - A bandeira é definida classicamente como sendo o símbolo representativo de um estado soberano, ou país, estado, município...

LOBISOMEM EM ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em seu recente conto para o Site, o colaborador nosso amigo e conterrâneo Max Brandão, falou do lobisomem do Bairro do Alto que, em luta corporal com o Malaquias, teve sua identidade descoberta.

CAPITÃO "FERREIRA" E A CAAPORA (Max Brandão Cirne) - Na verdade seria preferível dar o nome como a entidade é conhecida pelos sertanejos – Caipora. Aliás, o que sempre impliquei, embora não seja um filólogo.

ITIÚBA MULAS DE PADRES E LOBISOMENS (Max Brandão Cirne) - A década, se a memória não nega, era a de “70”. Lobisomens, mulinhas, assombrações diversas povoam o mundo de Itiúba.

MALAQUIAS E O LOBISOMEM DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Ele era um homem de baixa estatura, analfabeto, muito valente e, sobretudo um notívago.

ITIÚBA E A CULTURA QUE NÃO VINGOU (Max Brandão Cirne) - Pouca gente, em aqui falando, se ler, certamente não dará credibilidade ao escrito, muito menos ao escrevinhador o que revelará. Quando se fala em cultura devemos estabelecer a dicotomia que dela se faz, dividindo-a em cultura no sentido das práticas de cidades e comunidades e cultura no sentido acadêmico, portanto, nas suas diversas acepções.

A COPA DO MUNDO DE 1958 E O BAR DO CARLOS PIRES (max Brandão Cirne) - Ontem, dia 03 de julho, em algum lugar de Santo Antonio de Jesus, me encontrei, casualmente, com o jogador Júnior, Penta Campeão de Futebol do Brasil na Alemanha.

PAÔCO DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Acredito que se tratava de uma corruptela de “Pau Oco”, costume das pessoas nascidas no sertão baiano. Assim era conhecido de todos o famoso PAÔCO homem simplório, que era conhecido e solicitado como carregador e descarregador de caminhões

FOLHINHAS DO DIA A DIA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba até a década de 1960, todas as casas, escritórios e repartições públicas, mantinham uma Folhinha  (calendário), afixada em um cômodo da residência para marcar e verificar os dias da semana.

BELEZAS NATURAIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Na velha e querida cidade de Itiúba, além das montanhas que a rodeiam formando um caldeirão, como dizia o cangaceiro Lampião, existem várias outras belezas naturais que, talvez, pelo simples fato de convivência diária, muitos moradores nem se dão conta delas.

OS PROFISSIONAIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Os antigos profissionais de Itiúba, além de competentes, também mostraram que eram inteligentes. Todos eles exerciam mais de uma atividade para sobreviverem em uma cidade onde era pequeno o mercado, mas a concorrência de mão de obra era grande e acirrada.

O PRIMEIRO PREFEITO DE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - O itiubense Belarmino Pinto de Azerêdo  (1893-1959), foi o primeiro prefeito eleito de Itiúba, em 1936, e considerado o maior politico local em seus quatro mandatos à frente dos destinos do município.

JOÃO DO BODE (Max Brandão Cirne) - Era um negro alto esguio e forte, de quase dois metros de altura. Morava na Rua do Corte, que nada mais era do que um amontoado de infames barracos.

"SEO" QUITU (Max Brandão Cirne) - "Seo" Quitu era um homem grande e forte. Alfaiate de profissão criou, entre cortes de tecidos, ternos e calças avulsas, uma prole grande.

APELIDOS (Hugo Pinto de Carvalho) - O senhor João de Castro, antigo comerciante da cidade, gostava de por apelidos nas pessoas mais próximas e foi assim que ele rotulou todos os filhos do velho e conhecido Antônio Carteiro.

UM BAIRRO QUE SURGE (Hugo Pinto de Carvalho) - A “Fazenda Saquinho”, que foi uma das propriedades do coronel Aristides Simões de Freitas, localizada no sopé da Serra do Cruzeiro e próxima ao bairro do Alto do Vintém, e que servia de pastagem para o rebanho de gado do velho coronel.

A FUNDADORA DE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - D. Isabel Simões da Silva Freitas (1841-1939), carinhosamente chamada de D. Iaiá Bebé, mãe do Coronel Aristides Simões de Freitas e sobrinha do lendário Padre Severo Cuim Atuá,  é considerada a fundadora de Itiúba.

A LAMBRETA DO BULULICA (Hugo Pinto de Carvalho) - Lá pelas décadas de 1960, o nosso saudoso amigo Manoel Carlos (Bululica), talvez influenciado pela “onda” da jovem guarda, invocou de comprar uma velha  e barulhenta Lambreta.

ITIÚBA DOS MEUS SONHOS (Max Brandão Cirne) - O site de Itiúba trouxe um artigo postado pelo meu colega, o poeta e advogado Egnaldo Paixão, sob o título “Morre lentamente Itiúba dos meus sonhos antigos”, com seu grito surdo e abafado sobre Itiúba que está desaparecendo, inaugurando o seu artigo perguntando sobre o circo do Pedro Coruja.

"SEO" JOVEM DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Quando eu o conheci, ainda era eu um garoto imberbe, lá pelas bandas de Itiúba. Refiro-me ao “seo” Jovem, homem de cabelos grisalhos, olhos se não me engano claros, mais ou menos biótipo americanizado.

ACABOU-SE O QUE ERA DOCE (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950, o município de Itiúba era um grande produtor de mel de abelhas, principalmente das espécies “Munduri” e “Mandassaia”.

PERIGO À VISTA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba o riacho que corre do Açude do Coité até o Açude do Jenipapo, pelo centro da cidade, está seco desde a década de 1970 devido a escassez de chuvas mais fortes na região.

O GOVERNO CARREGADOR (Hugo Pinto de Carvalho) - Em décadas passadas, Itiúba teve seus vários carregadores como os inesquecíveis  Melé, Beijá, Tonho de Iaiá, Adelino, o Ló e também um cujo apelido era “Governo”.

AS BICICLETAS DO JOÃO FRANÇA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, foi grande o número de bicicletas em Itiúba servindo de transporte e lazer de seus proprietários que podiam rodar tranquilos pelas ruas da cidade, sem carros e motos.

LANÇA-PERFUME (Max Brandão Cirne) - Antigamente no meu tempo de juventude lá pelas bandas de Itiúba, as coisas eram outras e os significados, também.

O F.N.M. DO RAIMUNDÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Quando o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), iniciou os trabalhos de construção do açude Camandaroba em 1950, seu primeiro veículo de auxilio á grande obra foi um caminhão da marca FNM.

CARNAVAIS DE RUA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950, eram bastante animados os carnavais de Itiúba com seus blocos de mascarados percorrendo as principais ruas da cidade acompanhados pela mesma orquestra que tocava à noite nos bailes.

MASTRUZ COM LEITE (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950, eram bastante animados os carnavais de Itiúba com seus blocos de mascarados percorrendo as principais ruas da cidade acompanhados pela mesma orquestra que tocava à noite nos bailes.

ESTRANHOS NO NINHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Assim como eu, muitos itiubenses que por força das circunstâncias tiveram que deixar a cidade em épocas passadas, hoje, quando a visitam, devem  sentir-se totalmente estranhos em meio àquelas mesmas ruas, praças e jardins.

SANDÁLIA PRIMITIVA (Hugo Pinto de Carvalho) - Pelo que eu sei, na velha e querida Itiúba nas décadas de 40,50 e 60 já se usava uma primitiva sandália de couro presa aos pés por tiras entre os dedos, idênticas ás modernas “Havaianas”, de espuma, de hoje, e eram apelidadas de “salga-bundas”, porque quando o usuário caminhava ela espalhava terra para trás.

O PIONEIRO DO SISAL (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba, o dinâmico empreendedor conhecido por  Dedeu Vilas Boas, foi inegavelmente o pioneiro no cultivo e exploração e benefeciamento do sisal quando ainda no município só se plantava feijão, milho e mandioca.

O TREM DE FERRO (Hugo Pinto de Carvalho) - Muito já se falou aqui sobre o velho "trem de ferro" (eu inclusive), porém, como o assunto é vasto considerando que era o único meio de transporte da cidade em épocas passadas, vale lembrar que nos bons tempos da estrada de ferro, eram vários os tipos de comboios que passavam por Itiúba.

A BENEMÉRITA (Hugo Pinto de Carvalho) - Seu nome era Judith Barbosa de Souza Mota, e se destacou por sua inteligência, generosidade, trabalho e amor a sua terra natal.

CIGANOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Os nômades ciganos, a exemplo de todo o mundo, sempre passavam pela velha cidade de Itiúba  com suas tropas de animais e, invariavelmente, acampavam no campo de futebol onde hoje é o Colégio Belarmino Pinto, no bairro dos Cambecas.

ESTRANHA PINTURA PARA CABELOS (Hugo Pinto de Carvalho) - São vários os casos engraçados e até absurdos contados aqui pelos colaboradores, que aconteceram na velha cidade, como o do sapateiro Otacílio que morava nos fundos de uma casa da Praça da Matriz.

TREM A LENHA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1940, todos os trens da Rede Ferroviária Federal que passavam por Itiúba eram com as antiquadas e fumacentas locomotivas de caldeira á lenha.

A RISADA DO PEROCI (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, era razoável o número de jovens itiubenses que estudavam em Salvador, e quando retornavam durante as férias de fim de ano a cidade ficava mais movimentada e mais alegre, e era motivo para promover festinhas na Rádio Cultural, no Grêmio e no tradicional Clube Dois de Julho e participar da seleção de futebol da localidade.

DOENÇAS EPIDÊMICAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Nos velhos tempos da cidade, como o sistema de proteção á saúde era precário e nem médico havia no município;

OS POVOADOS MAIS ANTIGOS (Hugo Pinto de Carvalho) - O primeiro povoado que surgiu na região do municipio foi o de São Gonçalo do Amarante, no alto da denominada e fértil Serra da Itiúba nos anos de 1600;

FOGÃO JACARÉ (Hugo Pinto de Carvalho) - Quando o minúsculo, prático e portátil FOGÃO JACARÉ, a querosene, criado pela Companhia ESSO de Petróleo chegou a Itiúba na década de 1950, fez tanto sucesso que quase substituiu quase todos os velhos fogões a lenha da cidade na época.

O PEDREIRO E O PASSARINHO (Hugo Pinto de Carvalho) - O pedreiro Nelson Mangabil, um velho amigo de infância, tinha por hábito acordar muito cedo beirando a madrugada e, logo após os primeiros goles de café, pegava suas ferramentas e seu inseparável boné de brim, e seguia para o trabalho não se importando se o dono do serviço já havia acordado ou não e, pacientemente, ficava aguardando alguém que lhe abrisse as portas.

A VOZ DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Itiúba do nosso tempo era cheia de coisas boas e inesquecíveis a exemplo do Serviço de Alto-Fal antes A Voz de Itiúba

OS SAPATOS DO "SEU" BARANDÃO (Max Brandão Cirne) - Era assim conhecido o sapateiro mais famoso da minha infância.

UTENSÍLIOS DE BARRO E MADEIRA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960 era comum no município o uso de vários utensílios de barro cozido como potes, pratos moringas e panelas, e também de madeira como gamelas, pilões, colheres de pau  e almofariz para pisar temperos.

MILAGRE OU COINCIDÊNCIA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a estrada que liga Itiúba a Camandaroba é contornada por altas serras e grandes pedras, após uma chuva intensa de trovoada em 1959 ocorreu um perigoso deslizamento de terra interditando a velha estrada por mais de quinze dias.

QUEDA DE BRAÇO (Hugo Pinto de Carvalho) - Também chamada de “Cana de braço” (não sei por que!), esta brincadeira que na verdade era uma competição entre garotos, adolescentes e adultos, foi muito praticada na cidade, e, claro, só os fortões ganhavam.

QUEBRA POTE (Hugo Pinto de Carvalho) - Brincadeira também conhecida como “Cabra cega”, foi bastante praticada até a década de 1960 por crianças e adolescentes da cidade, sempre nas bonitas noites de luar do sertão.

O TANQUE DA NAÇÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - De uma simples fonte d’água que servia de bebedouro aos animais da Fazenda Salgada de D. Isabel Simões de Freitas, O Tanque da Nação ganhou este nome depois que a fazenda tornou-se cidade.

ITIÚBA E A "SERRA A VELHA" OU "CERRA A VELHA" (Max Brandão Cirne) - Escrevi e pesquisei bastante sobre o tema, em especial quando jovem, porém, sem ter logrado uma explicação satisfatória. Refiro-me a uma cerimônia que ocorria em Itiúba, minha cidade natal, durante a chamada Semana Santa.

ZÉ DO QUEBRA-QUEIXO (Hugo Pinto de Carvalho) - Ele foi o primeiro vendedor ambulante dos populares doces de D. Djanira Pitanga na cidade, quando ainda adolescente, porém, depois de adulto e  constituir família dedicou-se a fazer e vender seu próprio doce conhecido como quebra-queixo.

FOGUEIRAS DE SÃO JOÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Em todo o interior do estado da Bahia sempre se comemorou os festejos de  São José, São João e São Pedro com muitos fogos e a tradicional fogueira, em volta da qual os namorados faziam seus pedidos.

OS PROFISSIONAIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Itiúba teve o privilégio de ter muitos de seus filhos como profissionais nas mais diversas modalidades o que, de certo, muito contribuiu para seu desenvolvimento.

O COMÉRCIO DA CIDADE (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960 os principais estabelecimentos comerciais da cidade foram o Bazar Popular do Valdo Pitanga, os armazéns do Nino Pires, Banduca,  Zé Homem, e  do Elisio Ferreira.

CRUZEIROS HISTÓRICOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Os dois cruzeiros (o de cima e o debaixo como são conhecidos) e erguidos no topo da Serra do Cruzeiro, são tão antigos que não se encontram neles qualquer inscrição que indique  quando ali foram  fincados, por quem e o motivo.

FEITO A FACÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba era comum dizer que quando uma coisa não era bem elaborada, era porque teria sido “feita a facão”.

FAZENDO GELO COM FOGO (Hugo Pinto de Carvalho) - As primeiras geladeiras domésticas utilizadas em Itiúba foram a base de querosene que alimentava uma chama para aquecer seu mecanismo fazendo  circular o gás de refrigeração.

LAMPARINAS E CANDEEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como já foi dito aqui por mim próprio e outros colaboradores que o sistema de energia elétrica da cidade até a década de 1980 era deficiente e precário, por esse motivo seus moradores se utilizavam de muitos tipos de luzes

O ANDARILHO ESPANHOL (Hugo Pinto de Carvalho) - Em 1965 quando na ocasião eu era chefe da Agência dos Correios em Itiúba, passou pela cidade um jovem andarilho espanhol com aparência de Hippie dizendo que estava percorrendo o continente americano;

A BESTA E O PÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Muita gente se admirou quando os carros utilitários de modelos Vans importados da Coréia do Sul começaram a chegar ao Brasil em 1990 com o nome de “BESTA”.

O CAMINHONEIRO VELOZ (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950 ficou muito conhecido em Itiúba um caminhoneiro com o apelido de “Gaião” que passava pela cidade toda semana com seu caminhão equipado com 24 buzinas intercaladas que eram tocadas em um improvisado e rústico teclado de botões, executando pequenos trechos das músicas do Rei do Baião Luiz Gonzaga, principalmente a popular “Asa Branca”.

PAPAI NOEL 50 ANOS DEPOIS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Sou nordestino autêntico, nasci entres as serras no município de Itiúba Bahia, sou oriundo de uma família extremamente católica, fui criado ouvindo dos meus pais que no dia 25 de dezembro, comemora-se o nascimento do menino Jesus.

CRÔNICA 1000 (Fernando Pinto de Carvalho) - O Site de Itiúba e seus colaboradores estão de parabéns.

CHURRASQUINHO DE GATO (Hugo Pinto de Carvalho) - Alguns seresteiros itiubenses nas décadas de 50/60 tinham como costume assar galinhas  a meia-noite nos velhos fornos a lenha das padarias locais para servir de merenda durante as cantorias ao luar, porém, quando não tinham dinheiro para comprar as “penosas” apelavam para o “churrasquinho de gato”.

PESCA PREDATÓRIA (Hugo Pinto de Carvalho) -Todo fim de ano quando as águas do riacho do Coité baixavam e as cacimbas perdiam seu volume, os pescadores de Itiúba realizavam a estranha pesca chamada “Mexida do Poço”.

MATA-MOSQUITO (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba até a década de 1960 os Agentes de Saúde que combatiam os mosquitos causadores de epidemias como da febre-amarela e da dengue, por exemplo, eram conhecidos como “Mata-mosquitos.

LADRÃO DE GALINHA (Hugo Pinto de Carvalho) - Ladrão, sempre existiu em todo lugar. Porém, ladrão de galinha só mesmo em pequenas cidades do interior como em Itiúba até a década de 1960.

FEIRA LIVRE (Egnaldo Paixão) - Do beco do Jipe e descendo mais
encontram-se CD`s DVD`s sapatos e roupas
pilhas e rádios gravadores baratos e falsificados.

OS PIONEIROS NO COMÉRCIO DE PANIFICAÇÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Os irmãos Antônio e João de Castro descentes diretos de portugueses, foram os pioneiros no comércio de panificação em Itiúba e dominaram por muitos anos o referido mercado na época em que só existia o forno a lenha.

CARNE DE JIBÓIA (Hugo Pinto de Carvalho) - Comprovadamente a jiboia é a maior cobra não venenosa que habita as matas de Itiúba.

OS CASSACOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Assim como os operários que ajudaram a construir Brasília eram chamados de “Candangos”, os operários que trabalharam na construção do grande Açude de Camandaroba ,em Itiúba, eram denominados de “Cassacos”.

ERA UMA VEZ EM ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Com a idade e a aposentadoria a ociosidade se torna um fato e uma realidade. Então, rememoramos os acontecimentos vividos e experimentados, desde a infância até os dias atuais. É muito bom recordar.

DE CUIA NA MÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - A cuia foi um utensilio muito usado no nordeste brasileiro, e em Itiúba não foi diferente.

O TAMBORIM DE COURO DE TEIÚ (Hugo Pinto de Carvalho) - O tamborim é um pequeno tambor de percussão que se usa segurando com uma mão e batendo com a outra com uma fina vareta de pau, produzindo o chamado som repicado.

CÁGADOS E JABUTIS (Hugo Pinto de Carvalho) - O cágado e o jabuti pertencem á ordem dos répteis quelônios e surgiram a 195 milhões de anos no período Triássico, e quase nada evoluíram em suas características principais.

BRINCADEIRAS, BRIGAS E PROVOCAÇÕES DE MENINOS (Fernando Pinto de Carvalho) - Na Itiúba do meu tempo as crianças eram livres e durante o dia, passavam mais tempo nas ruas do que em casa

DITOS POPULARES (Hugo Pinto de Carvalho) - Como em outras cidades do interior, a população de Itiúba também fazia muito uso de vários ditos populares existentes no país.

BOI-BUMBÁ E O JARAGUÁ (Hugo Pinto de Carvalho) - Folguedo do folclore popular do norte e nordeste do Brasil, o Bumba-meu-boi também conhecido como Boi-Bumbá, foi muito encenado em Itiúba pela comunidade do povoado da Tapera ao qual foi dado o nome de “Boi da Tapera”. Inicialmente participava dos festejos em comemorações ao Dia de Reis, e depois nos carnavais de rua da cidade.

TERRAS SALGADAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Com sua origem na “Fazenda Salgada” de D. Iaiá Bebé, a cidade de Itiúba não podia ser diferente. Suas terras, cacimbas, açudes, rios e riachos são salgados, e seu centro urbano, justamente onde outrora foi a grande fazenda, o teor do sal ainda é mais acentuado, prejudicando inclusive até suas construções.

A CHARRETE DO CHEFE (Hugo Pinto de Carvalho) - Desde sua criação na década de 1940 até sua desativação na década de 1980, a “Fazenda do Estado” manteve uma bonita e colorida charrete puxada pelo mais belo cavalo de sua coleção para uso exclusivo do Engenheiro Agrônomo encarregado de sua administração, para percorrer suas vastas terras e andanças pela cidade.

O QUEBRADOR DE SODA CÁUSTICA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como antigamente a soda cáustica era muito usada na fabricação do chamado sabão de massa, em Itiúba o perigoso produto era vendido abertamente e até sem os cuidados devidos, em todos os armazéns da cidade.

CARVALHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Originário de uma grande árvore abundante na região de Coimbra, em Portugal, o sobrenome “CARVALHO” sempre fez parte de muitas famílias de Itiúba.

A TRAÍRA (Hugo Pinto de Carvalho) - Abundante nos Açudes do Coité e do Jenipapo até a década de 1960, a Traíra foi muito consumida em Itiúba, principalmente pela excelência de sua tenra e saborosa carne.

O PRIMEIRO CAMINHÃO DA CIDADE (Hugo Pinto de Carvalho) - O primeiro caminhão da cidade, de procedência americana, foi apelidado de  “JAU” e adquirido em Recife em 1925 pelo coronel Belarmino Pinto, e a chegou a Itiúba de trem.

O PÁSSARO CHAMADO SOFRÊ (Hugo Pinto de Carvalho) - Ricamente colorido em vermelho, preto, amarelo e branco, o mais bonito pássaro da fauna itiubense é sem dúvida alguma o que tem o estranho nome de “Sofrê”,  também conhecido como “Corrupião”.

AÇUDE PÚBLICO JACURICY (Hugo Pinto de Carvalho) - Oficialmente a denominação do açude de Camandaroba é “Açude Público Jacurici”, porque represa as águas do rio que tem este nome.

REPARTIÇÕES PÚBLICAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como em todas as cidades do interior, Itiúba até a década de 1960 teve  também as repartições como as Coletorias Estadual e Federal, a Agência dos Correios e Telégrafos e a Agência de Estatística do IBGE.

OS PIONEIROS DA CIDADE (Hugo Pinto de Carvalho)- A cidade de Itiúba só tem que se orgulhar de seus pioneiros, como o Coronel Mansos Sampaio que foi um intransigente político que mantinha a ordem e o respeito entre seus conterrâneos e que contribuiu muito com o progresso de sua terra.

FAZENDA DO ESTADO (Hugo Pinto de Carvalho) - A fazenda do estado localizada no sopé da Serra de Itiúba, as margens da estrada de ferro e do açude do Coité, foi criada como Fazenda Modelo na década de 1950.

REMÉDIOS POPULARES (Hugo Pinto de Carvalho) - Como não existia médico na cidade, quase todas as crianças em Itiúba nas décadas de 50/60 tomavam remédios populares administrados por suas mães para os mais variados males, e que praticamente não tinham nenhuma contra indicação.

ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como é notório, o nome da cidade originou-se da designação da grande e velha Serra da Itiúba, cuja importância chamou a atenção até do escritor Euclides da Cunha que a citou em seu famoso livro “Os Sertões”.

A ESCADINHA (Hugo Pinto de Carvalho) - Antes da construção do viaduto Lauro de Freitas sobre a estrada de ferro ligando a Avenida Belarmino Pinto à Praça da Matriz, o que havia no local eram duas escadas de cimento armado.

GUARDA-CHAVES DA ESTRADA DE FERRO (Hugo Pinto de Carvalho) - O Sr. João Martins pai do ‘Boca’ e do Eduardo, foi um itiubense caprichoso de seus deveres como guarda-chaves da velha Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB) por muitos e muitos anos.

SOLDADO JOSÉ DE SOUSA (Hugo Pinto de Carvalho) - Por muitos anos a Delegacia de Policia de Itiúba funcionou apenas com um delegado que era nomeado pelo governo do estado por indicação dos Prefeitos, e o soldado José de Sousa.

LIXÃO DE MONTURO (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1970 a Prefeitura não fazia coleta domiciliar de lixo, por isso todas as casas de Itiúba mantinham o seu “monturo particular” para acumular seus resíduos domésticos que, eventualmente, eram incinerados no próprio local gerando mais poluição.

BARRIGA D`ÁGUA (Hugo Pinto de Carvalho) - omo no Açude do Coité era elevada a proliferação de caramujos hospedeiros das lavas do Schistosoma, por isso era grande o número de crianças e até adolescentes acometidos da esquistossomose em Itiúba.

BEIJÁ (Hugo Pinto de Carvalho) - Benjamin Cerqueira; este era o seu verdadeiro nome, e seu pai era o Sr. João Bitelo, da Fazenda Matinha.

ZÉ DA MAÇU (Hugo Pinto de Carvalho) - Criado pelo velho pintor Ludugério e D. Maria Maçu, o nosso amigo Zé, foi uma pessoa muito conhecida na cidade.

ALMANAQUE DO BIOTÔNICO FONTOURA (Hugo Pinto de Carvalho) - Distribuído gratuitamente em todo Brasil até a década de 1960, o Almanaque de divulgação do fortificante Biotônico Fontoura era aguardado ansiosamente por todos os seus adeptos em Itiúba.

BAZAR POPULAR (Hugo Pinto de Carvalho) - O Bazar Popular do Sr. Rogério Bento Pitanga foi um marco no comércio itiubense e um autêntico Bazar-Persa, porquanto seu estoque tinha de tudo que se procurasse.

ELVIS PRESLEY ITIUBENSE (Hugo Pinto de Carvalho) - Nas décadas de 50/60 quando surgiu o fenômeno do Rock and Roll, Elvis Presley, todo jovem queria imitá-lo.

DARTAGNAN E OS TRÊS MOSQUETEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - O carnaval de 1955 da Sociedade 2 de Julho foi o mais animado e o bonito de todos os tempos, e teve motivos para isto.

FARMÁCIA COMBATE (Hugo Pinto de Carvalho) - A Farmácia Combate de D. Ziru foi a pioneira da cidade e uma das melhores em toda a região, graças a eficiente administração de sua proprietária e o apoio logístico do Dr. Mindu, seu irmão, e médico da vizinha cidade de Senhor do Bonfim.

O BALEIRO DO CINEMA (Hugo Pinto de Carvalho) - Já foram narradas aqui no Site por seus colaboradores - eu inclusive -, algumas histórias sobre o velho Cine Itiúba, e vale lembrar que, como todos os cinemas do mundo, ele também teve o seu baleiro.

CABEÇAS DE PROMESSA (Hugo Pinto de Carvalho) - Quando ainda existia um velho e alto cruzeiro na Avenida Belarmino Pinto, que na época chamava-se ainda Rua Dois de Julho, era costume de algumas pessoas depositarem formas rústicas de madeira representando cabeças humanas.

CAVALO DE SELA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba, era costume utilizar-se do cavalo somente para montaria.

PANELA VELHA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até o inicio da década de 1950, todas as cozinhas da cidade ainda utilizavam o velho e fumacento fogão à lenha com sua chaminé sobressaindo do telhado.

O TATU-BOLA NA COPA DO MUNDO (Hugo Pinto de Carvalho) - Conforme noticiários da televisão, jornais e internet, a FIFA e a Comissão Organizadora da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil, escolheram como mascote do grande evento futebolístico, um brasileiro nato, o tatu-bola.

JOGOS DE TABULEIRO (Hugo Pinto de Carvalho) - O milenar jogo-de–damas foi bastante praticado em Itiúba, principalmente pelas pessoas da terceira idade.

COBRA DE DUAS-CABEÇAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Também conhecida como cobra-cega, a cobra-de-duas-cabeças que, na verdade, só tem uma cabeça mesmo e nem cobra é.

AGUADEIROS TRADICIONAIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a velha e querida cidade de Itiúba sempre foi muito carente de água potável, como já se comentou aqui, o serviço dos carregadores do precioso líquido foi, talvez, um dos mais rendosos da época.

SECOS E MOLHADOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Comum em todo o Brasil em décadas passadas, a designação “Secos e Molhados” que indicava os armazéns que vendiam gêneros alimentícios e bebidas alcoólicas no mesmo estabelecimento, era tão conhecida que deu até deu nome ao grupo musical de sucesso criado pelo cantor Ney Matogrosso.

O PEDREIRO E AS BICICLETAS (Hugo Pinto de Carvalho) - O pedreiro e pintor Arnaldo Carneiro, morador da Rua dos Cambecas e filho de D. Teodora, a primeira parteira da cidade, a exemplo de muitos profissionais itiubenses, sempre viajava para São Paulo onde passava temporadas trabalhando.

RIQUEZA MUTILADORA (Hugo Pinto de Carvalho) - Foi nas décadas de 50/60, que a exploração do sisal atingiu sua maior produção em Itiúba gerando riqueza e emprego para uma população carente.

O NINHO DO QUERREQUECHÉ (Hugo Pinto de Carvalho) - Com o estranho nome de Querrequeché, ou Querrequechel como era mais conhecido em Itiúba, o pássaro chamava a atenção não só por seu nome, mas também pelo fato de construir o maior e mais complicado ninho.

O MINGAU DO QUEIXINHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Em 1950, logo após a Copa do Mundo, os torcedores itiubenses, talvez querendo esquecer “A Tragédia do Maracanã”, quando o Brasil perdeu para o Uruguai, resolveram organizar um torneio de futebol entre as ruas da cidade.

REIS DO ESTILINGUE (Hugo Pinto de Carvalho) - O estilingue ou badogue, como era mais conhecido no nordeste, foi um tipo rudimentar de atiradeira muito utilizada pela garotada itiubense como diversão, e principalmente na caçada aos passarinhos.

METEORITO DO BENDEGÓ (Hugo Pinto de Carvalho) - mbora a queda do maior meteorito do Brasil – 5.360 quilos - tenha ocorrido num lugarejo às margens do Riacho Bendegó, no município de Monte Santo em 1784, só ficou mundialmente conhecido depois que foi removido, em 1888.

PROFESSOR GOLFINHO (Hugo Pinto de Carvalho) - O grande estúdio cinematográfico de Hollywood criou o desenho animado de sucesso, “Professor Pardal” e a velha Itiúba conviveu com seu “Professor Golfinho”.

UMA CIDADE CERCADA DE SERRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - No meu tempo de criança em Itiúba, sempre tentei descobrir os nomes das grandes serras da cidade.

O PENICO DO CARNAVAL (Hugo Pinto de Carvalho) - No carnaval de rua de 1955, surgiu em Itiúba um bloco que, se não foi o mais animado, foi o mais curioso e o que mais chamou a atenção na cidade.

O HOMEM DO SPUTINIK (Hugo Pinto de Carvalho) - Foi na década de 1960 que realmente aumentou o surgimento de Discos Voadores pelo mundo.

OS JEGUES DO SANTANA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como até a década de 1950 ainda não existia na cidade nenhum depósito de material de construção e, muito menos, carros de transportes, o velho SANTANA, um dos primeiros moradores do Alto do Calumbi, teve a grande ideia em formar uma frota com alguns jumentos.

CRIAÇÃO À ANTIGA (Max Brandão Cirne) - A idade nos leva a fazer reflexões. Lembro-me sempre da minha infância na querida Itiúba, lugar do meu nascimento.

IMAGINEM... (Egnaldo Paixão) - Machado de Assis, num dos seus belos escritos tem uma frase assim: "mudou o Natal, ou mudei eu?", parafraseando-o, eu me pergunto: "mudou Itiúba, ou mudei eu?".

RUA DAS SETE CASAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Construída na década de 1930 pelo comerciante e empreendedor itiubense Sr. José Cruz, que foi também o proprietário da antiga Loja São José.

HÉLIO SIMÕES DE FREITAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Neto do coronel Aristides Simões de Freitas, ele perdeu a visão ainda quando adolescente, na década de 1930, em um acidente com uma patinete.

RIVALIDADE NO FUTEBOL (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, inexplicavelmente, existiu uma grande rivalidade entre as seleções de futebol de Itiúba e Queimadas que contagiava quase toda a população.

O TESTE DO NÚMERO QUATRO (Hugo Pinto de Carvalho) - Entre os bêbados das farras itiubenses existia um teste, criado por eles próprios, para saber quem estava mais sóbrio (ou mais bêbado?).

NO TEMPO DO TREM DA LESTE (Egaldo Paixão) -
Se o tempo tivesse esteira
se o tempo tivesse mãos
se tivesse além de tudo,
outras cotas de emoções

MESTRE BUGUÉ (Max Brandão Cirne) - Quem viveu em Itiúba, sabe de quem estamos falando. Quem é “menino” como este aposentado imerecidamente vivendo, ainda, conheceu ou ouviu falar no maestro Bugué.

A VILA QUE O TEMPO NÃO APAGOU - (Egnaldo Paixão) -
Era uma vez uma
Villa que o tempo não apagou,
vamos vê-la?

ESCOLA GÓES CALMON (Hugo Pinto de Carvalho) - A velha e inesquecível escola foi criada em 1926, quando Itiúba ainda era uma Vila.

MERCADO MUNICIPAL JOVINIANO CARVALHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Construído durante a última gestão do prefeito Virgílio Rodrigues de Sousa (1983/1988), esta importante obra pública dotou finalmente a cidade de um moderno espaço para a comercialização dos produtos alimentícios produzidos no município.

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA (Hugo Pinto de Carvalho) - Construída em 1887, a centenária estação da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB), contribuiu decisivamente para o progresso da cidade.

CARTÕES POSTAIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Toda cidade que se preza tem os seus cartões postais e na velha e querida Itiúba não podia ser diferente.

VALMIR SIMÕES DE CARVALHO IV (Valmir Simões de Carvalho Júnior) - Como filho pude acompanhar o amor de meu pai pela sua terra natal, Itiúba/BA. Ele orgulhava-se dessa terra e dos seus amigos de época.

VALMIR SIMÕES DE CARVALHO III (Egnaldo Paixão) - Amigo, até amanhã... Na manhã de 24 de julho, fui surpreendido com a notícia do falecimento de Valmir Simões de Carvalho.

VALMIR SIMÕES DE CARVALHO II (Diversos) - Que o Grande Arquiteto do Universo já tenha um local especial que ele tanto merece.

VALMIR SIMÕES DE CARVALHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Como foi noticiado neste Site, é muito triste receber a noticia do falecimento de um amigo de infância e conterrâneo que, mesmo afastado de sua terra natal por motivos alheios a sua vontade, nunca a esqueceu.

RÁDIO CULTURAL DE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - O Serviço de alto falantes da cidade, que ostentava o garboso nome de Rádio Cultural de Itiúba, foi fundada em 1948.

PREFEITURA MUNICIPAL (Hugo Pinto de Carvalho) - O bonito e imponente edifício da Prefeitura Municipal de Itiúba foi construído em 1948 pelo primeiro prefeito eleito do município, Coronel Belarmino Pinto de Azeredo.

OS CASARÕES (Hugo Pinto de Carvalho) - Semelhantes aos das cidades históricas, vários são os casarões, ainda do século passado, existentes em Itiúba.

SEXTA-FEIRA SANTA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba, até a década de 1960, a Sexta-feira Santa - ou Sexta-feira da Paixão - em que os cristãos lembram a condenação e a crucificação de Cristo, era tão respeitada pela população local que, nesse dia, praticamente nada funcionava na cidade.

VIADUTO ESTREITO (Hugo Pinto de Carvalho) - O viaduto Lauro de Freitas, sobre a estrada de ferro ligando a Avenida Belarmino Pinto à Praça da Matriz, construído pela Viação Férrea Federal Leste Brasileiro ( V.F.F.L.B), na década de 1950, inegavelmente, além de embelezar a cidade, trouxe alguns benefícios para a população.

ALTO DO VINTEM (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a água potável em Itiúba sempre foi escassa, quando foi descoberta a Cacimba do Vintém, no sopé da serra do cruzeiro, logo surgiram ao seu redor as primeiras casas ainda de taipas e com coberturas de palhas de ouricurizeiro

BOLA DE BEXIGA (Hugo Pinto de Carvalho) - O amigo Valmir falou em seu conto 334, que jogou futebol em Itiúba ainda com a pequena bola de meia, recheada de molambos, mas existia também na mesma época a bola de bexiga de boi que, cheia de ar, era enrolada com barbantes, e com a vantagem de ser do mesmo tamanho da bola de couro.

O CANGACEIRO (Hugo Pinto de Carvalho) - O antigo Cine-Itiúba quase não passava filmes nacionais. Primeiro, porque eram poucas as opções e segundo, porque o sistema de som do cinema não ajudava muito.

A PEDRA MONTADA (Hugo Pinto de Carvalho) - Corria na velha Itiúba uma história contada pelos moradores mais velhos que, na época da construção do trecho da estrada de ferro (1887), que passa pelo centro da cidade, os engenheiros encarregados da construção cogitaram demolir a lendária Pedra Montada, alegando que a mesma corria risco de deslizamento oferecendo perigo para a ferrovia e seus passageiros.

O SONO DO DENDÊ (Valmir Simões) - Corria na velha Itiúba uma história contada pelos moradores mais velhos que, na época da construção do trecho da estrada de ferro (1887), que passa pelo centro da cidade, os engenheiros encarregados da construção cogitaram demolir a lendária Pedra Montada, alegando que a mesma corria risco de deslizamento oferecendo perigo para a ferrovia e seus passageiros.

O PRAZER DA QUIETUDE (Valmir Simões) - Os anos dourados da juventude itiubense, até out/1964. Fui testemunha de um período em que a nossa juventude vivia de bem com a vida, as pessoas se amavam mais

A ITIÚBA QUE NÓS CONHECEMOS (Valmir Simões) - Reporto-me às lembranças do século passado, onde a nossa querida cidade vivia em plena harmonia.

CIRCO DO PEDRO CORUJA (Hugo Pinto de Carvalho) - No meu tempo de adolescente em Itiúba, era comum a passagem de muitos circos pela cidade quando ainda eram armados na Praça Nova.

O CÃO E O RATO (Hugo Pinto de Carvalho) - Parecendo ter saído das fábulas do grego Esopo, um cachorrinho de raça peluda e olhos arregalados, de propriedade de um antigo coletor estadual da cidade, gostava a exemplo dos gatos, de caçar ratos também.

ZÉ ALEIJADO (Hugo Pinto de Carvalho) - Ele tinha este apelido porque nascera com deficiências nas duas pernas que, além de finas, eram pequenas.

MICROFONE DE CRISTAL (Hugo Pinto de Carvalho) - No velho e saudoso Serviço de Alto Falantes da Rádio Cultural de Itiúba, nas décadas de 40/60, apesar de já existir na época o microfone dinâmico, de som impecável, usava-se o microfone de cristal porque era muito mais barato.

CINE TEATRO IDEAL E CINE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Itiúba ganhou seu primeiro cinema na década de 1930 que funcionou até 1950, numa ousada iniciativa do grande empreendedor itiubense Manoel Pinto.

COMETA DE HALLEY (Hugo Pinto de Carvalho) - De acordo com sua história, o Cometa de Halley foi visto pela primeira vez em 240 (a.C) e nunca mais parou sua trajetória pelo espaço, e ganhou este nome em 1705 numa justa homenagem ao matemático e astrônomo britânico Edmond Halley (1656/1742), descobridor do período de sua órbita que é de 76 em 76 anos.

PAI NOSSO (Hugo Pinto de Carvalho) - Recentemente foi divulgado pela imprensa que em Apucarana (Pr), foi aprovada uma lei determinando que seja rezado diariamente o “Pai Nosso” antes do início das aulas, em todas as escolas do município.

MÁQUINA PESADA (Hugo Pinto de Carvalho) - O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), quando terminou a construção do Açude de Camandaroba, deparou-se com o inusitado problema de como recolher uma pesadíssima Retroescavadeira de 10 toneladas para sua sede em Salvador, quando seus caminhões na época, tinham capacidade de apenas 6 toneladas.

VISITE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - O Sr. Antônio Simões Valadares foi o prefeito que mais incentivou o turismo na cidade promovendo grandes e animados carnavais em décadas passadas, até com desfiles públicos de Rainhas e Princesas da folia de Momo em carros alegóricos improvisados em automóveis e caminhões de sua propriedade.

QUEIXINHO - O BOM MALANDRO (Max Brandão Cirne) - Quem viveu em Itiúba sabe muito bem quem foi o “Queixinho”.

"CHUNCHA" , O MALUCO BELEZA DE ITIÚBA (Max Brandão Cirne) - Itiúba encravada no sertão da Bahia teve seus personagens hilários que proporcionaram muita gozação e riso. Um deles, muito famoso foi o velho “Chuncha”. Que figura engraçada!

A PRAÇA É NOSSA (Hugo Pinto de Carvalho) - A primeira praça planejada que surgiu em Itiúba chamava-se Praça Nova, e o local além de bonito, foi por muitos anos o preferido dos Circos, Parques de Diversões, Comícios Políticos e para a prática de esportes.

CAMPOS DE FUTEBOL (Hugo Pinto de Carvalho) - Itiúba sempre foi amante do futebol. Aliás, era o único esporte praticado em décadas passadas na cidade, e por isto surgiram alguns campos de chão batido.

XERIDAN (Hugo Pinto de Carvalho) - Na velha cidade de Itiúba era mesmo uma mania colocar apelido nas pessoas, principalmente nos mais jovens.

O FIM DO MUNDO (Hugo Pinto de Carvalho) - Nas décadas de 1950/60 falava-se muito na cidade daquela velha história que o mundo ia acabar no ano de 2000 de acordo com as profecias de Nostradamus.

NASCIDOS EM CASA (Max Brandão Cirne) - Semana passada certo canal de televisão apresentou o tema das crianças nascidas em casa.

ENSOPADO DE BURREGO (Valmir Simões) - Às vezes fico imaginando como era a nossa alimentação naquele tempo, fazendo uma comparação com os dias atuais. Como já citei em contos anteriores, o armazém do meu pai ficava a poucos passos do velho Açougue Municipal.

PAPAGAIO FALADOR (Hugo Pinto de Carvalho) - Houve uma época, em Itiúba, que em quase todas as casas da cidade se criava papagaios.

O CRIADOR DE PORCOS BRANCOS (Hugo Pinto de Carvalho) - O itiubense sempre foi um grande consumidor de carne bovina, haja vista que nem a grande campanha patrocinada por um rico criador de porcos conseguiu mudar essa preferência.

RINCÃO BAIANO (Hugo Pinto de Carvalho) - Você se acostumaria viver hoje em uma pequenina cidade do interior onde não existisse energia elétrica, internet, telefone, geladeira,fogão a gás, sinal de televisão, agencia bancária e água encanada?

AMIGOS PARA SEMPRE (Hugo Pinto de Carvalho) - Na bonita música "Amigos para Sempre", o grande sucesso de Andrew Loloyd Webber que foi criada para a abertura das olimpíadas de 1982 em Barcelona (Espanha), e interpretada pelos mais famosos artistas do mundo.

LETREIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, os bares, armazens e lojas da cidade ostentavam garbosamente o nome do estabelecimento no alto de sua fachada em letras garrafais bem grandes e coloridas, caprichosamente desenhadas pelo pintor "TUÊ".

VOCÊ CONHECE ITIÚBA? (Egnaldo Paixão) - Você conhece Itiúba? é um vale rodeado de serras,
e destaca-se a que recebe seu nome: Serra de Itiúba

O VALE E A SERRA (Egnaldo Paixão) - Os olhos se perdem no vale
e o vale se perde entre serras.

ITIÚBA E LAMPIÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Todo mundo sabe que o município de itiúba foi caminho useiro e vezeiro de Lampião, porém seu bando nunca invadiu a cidade, embora fossem por ele conhecidas as riquezas dos coroneis Aristides Simões de Freitas e Belarmino Pinto de Azeredo. Por que?

BOJO (Egnaldo Silva) - Antes de ser o que hoje é tinha-se aqui
Estação da Leste Igreja Matriz
Clube 2 de julho sede da Prefeitura
e num canto Câmara de Vereadores,
Escola Góis Calmon e nenhuma outra.

FALAS ESQUECIDAS (Herbert Pinto de Carvalho) - Uma frase humorística pode ficar gravada na lembrança e tomar o rumo das coisas que ficam como conceitos culturais. O tempo não mudou nem solapou o pouco que resta do riso instantâneo.

NÃO ESQUECIDO (Herbert Pinto de Carvalho) - Meu avô paterno, que era inteligente e alfabetizado, contava que seu pai abria as portas da sua casa às 5 horas da manhã e fechava às 9 da noite para que todos ali abrigados fossem dormir e ter disposição para trabalhar e aprender as lições que a vida ensina no dia seguinte.

NO TEMPO DA MOCHILA (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa velha e querida Itiúba, era muito comum o uso da mochila de pano nas feiras livre.

LEMBRANÇAS DA FEIRA DE ITIÚBA (Valmir Simões) - Naquele tempo a feira do sábado era o dia de maior faturamento do comércio itiubense.

HISTÓRICO DA CIDADE DE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em 1600 as terras do antigo território do município de Itiúba pertenciam ás Sesmarias do famoso fidalgo português Garcia D’Ávila - da Casa da Torre - e faziam parte da Freguesia de Jacobina, quando eram habitadas pelos índios pataxós e cariacás.

O PÃO DE ITIÚBA (Ewerton Cerqueira) - Era comum eu ir, com os meus pais, duas ou mais vezes por semana à Itiúba, a cidade. Uma das minhas incumbências era comprar o pão. Tarefa agradabilíssima! Itiúba cheirava pão.

O ESPUMANTE POPULAR (Valmir Simões)) - Naqueles bons tempos, na querida Itiuba, nos dias de sábado, um velho conhecido saía empurrando um enorme carro-de-mão feito de um tipo de madeira possante para suportar o peso da barrica do famoso espumante popular mais conhecido por “Gengibirra”.

ÁGUA ENVENENADA (Dourival Brandão Filho) - Certo dia, em um poço d’água, dentro de uma propriedade rural no município de Itiúba, encontrava-se escrito numa plaqueta de madeira pregada num pedaço de pau enfincado ao redor do poço, a seguinte frase: “Água Envenenada.”

ELEIÇÕES E VOTO DE CABRESTO (Valmir Simões) - Naquele tempo, em época de eleições, a nossa cidade vivia sob o domínio de duas correntes partidárias, PSD E UDN, que disputavam politicamente, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores.

ESCALDANDO A "FUSSURA" (Valmir Simões) - Os mais antigos lembram-se muito bem da falta de higiene da velha matança, um abatedouro de animais a céu aberto, onde urubus, cachorros e até gente, disputavam o mesmo espaço pela sobrevivência.

O BOCA-RICA (Hugo Pinto de Carvalho) - O engraxate com o pomposo apelido de "Boca Rica" foi uma figura muito conhecida na cidade na década de 1950.

OS MAGAREFES DE ITIÚBA (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa velha e querida Itiúba, o Açougue Municipal ficava localizado na principal avenida da cidade, o que não era muito comum em outras localidades.

O RASGA-MORTALHA (Valmir Simões) - O nosso interior é recheado de histórias do outro mundo, tipo Lobisomem, Mula sem Cabeça, Alma Penada, Vampiro etc.

O MANDACARU (Dourival Brandão Filho) - O mandacaru ali, forte, impávido, impar, verde feito um soldado. A murmurar quantas luas eu vi nascer, quantos sóis eu vi se pôr.

QUANDO É SECA EM ITIÚBA (Dourival Brandão Filho) - O sol despontava insistentemente dia após dia sem cessar, e ao abrir a porta ele invadia a casa e varava de fora a fora até o quintal como um rápido relâmpago, era o primeiro hóspede do dia a entrar.

QUANDO CHOVE EM ITIÚBA (Dourival B randão Filho) - E a terra ainda suada dos orvalhos matinais, já se enxugava com o abrasar do sol que surgira feito facho de fogo incandescente por detrás das serras.

ITIUBENSE OU ITIUBANO? (Max Brandão Cirne) - Bem verdade, cremos ilógicos quando empregados os chamados “adjetivos pátrios”.

O QUE LEVA UM VELHO... (Max Brandão Cirne) - O que leva um velho a rememorar o passado e desandar a falar em professores antigos?

CACHAÇA X TIMIDEZ (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Nesta oportunidade, gostaria de relatar fatos sobre as variações no comportamento humano, de acordo com o seu estado de espírito.

RABO DE GALO, A MISTURA (Valmir Simões) - Lá na venda de seu Zé Simões, meu saudoso pai, como assim era conhecido por todos, no linguajar do nosso povo, era um local muito freqüentado pelos apreciadores de uma pinguinha ou misturada com raízes ou folhas.

ILUMINADOS PELA LUZ DA LUA (Valmir Simões) - Naquele tempo, depois das 22hs a maioria da população da nossa velha e amada Itiúba já estava no primeiro sono, no entanto os boêmios, ou aqueles parentes da coruja, nem estavam aí, para o breu da noite.

A FOLHINHA "CORAÇÃO DE JESUS" (Valmir Simões) - Naquele tempo, na nossa querida Itiúba, os agricultores não jogavam uma semente ao solo sem consultar os almanaques ou orientações dos mais velhos. Tudo tinha um segredo com relação a época certa do plantio.

O OURICURIZEIRO DO SERTÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Esta rude palmeira foi abundante no município de Itiúba até a década de 1950, e também muito útil à população, porque dela se aproveitava quase tudo.

SANFONA PÉ-DE-BODE (Hugo Pinto de Carvalho) - Um dos primeiros sanfoneiros da cidade foi o Antônio Conrado, morador da Rua das Piabas, que com sua pequenina sanfona e apenas um tocador de zabumba e um de triangulo, animava muitos bailes de forró em homenagem a São João e a São Pedro, e festejos de casamentos, principalmente nos povoados do município.

NA FRENTE DO TEMPO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Confesso que sempre fui um bom leitor, desde criança, ”sinto a sede do saber”. No ano e 1971, concluí o curso ginasial e como em Itiúba, ainda não existia o 2º grau, fiquei preocupado, com o andamento dos meus estudos.

BULLYING (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Está muito em moda nas manchetes dos jornais e nos noticiários televisivos, a expressão “bullying”, que tem origem na palavra inglesa bully, que significa humilhar ou ridicularizar alguém, isso acontece com maior freqüência, nas escolas.

DINHEIRO CARIMBADO (Valmir Simões) - Naquele tempo, com mais ou menos uns 10 anos de idade, eu ficava pela manhã na escola e a tarde no armazém do meu pai.

DE OLHO NA TITELA (Valmir Simões) - Antigamente, naqueles bons tempos, nos dias de domingo geralmente apareciam um compadre, uma comadre ou, simplesmente, um vizinho que era convidado para pegar um pirãozinho diferente na nossa casa.

CORTINA DE CHITÃO (Valmir Simões) - Conforme relatos anteriores, todos sabem que antigamente a nossa velha e querida Itiúba possuía energia movida a moto e com horário determinado para ligar e desligar as luzes da cidade.

PRATO TÍPICO (Hugo Pinto de Carvalho) - Da espécie de réptil quelônio, o cágado foi um animal abundante em Itiúba em épocas passadas, e sua carne foi até considerada como o “Prato Típico” da cidade por muitos anos.

CARRO DE BOI (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950 o uso deste velho meio de transporte de cargas foi muito utilizado no município principalmente para carregar lenha para as padarias e olarias.

CHUVAS DE VERÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - s trovoadas em Itiúba, até o final da década de 1960, eram regulares e intensas e, às vezes, até causavam transtornos a sua população.

RAIOS RELÂMPAGOS E TROVÕES (Hugo Pinto de Carvalho) - Raio é uma perigosa descarga elétrica que se produz na atmosfera pelo contato entre uma nuvem de chuva e a terra.

GARRAFADA MILAGROSA (Hugo Pinto de Carvalho) - Com uma fórmula oriunda ainda das remotas tribos indígenas, esta beberagem ganhou muitos adeptos em Itiúba, principalmente na zona rural, e era abertamente vendida nas feiras livres em suas coloridas garrafas de vidro.

BOI BRAVO (Hugo Pinto de Carvalho) - Era um costume, em tempos passados, em Itiúba, os fazendeiros dar preferência para o abate ao boi mais bravo e de difícil criação em suas manadas, mas o problema era como conduzi-lo até o matadouro da cidade.

OS CARONAS DO TREM (Hugo Pinto de Carvalho) - Uma perigosa diversão praticada por muitos adolescentes em Itiúba, principalmente pelos que moravam na rua da estação, era “pongar” como eles diziam, no trem em movimento.

TESOUROS ENTERRADOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Antigamente em Itiúba eram comuns as velhas histórias de tesouros enterrados em panelas de barro por fazendeiros abastados para proteger suas jóias, moedas e objetos de ouro e prata.

O CATA-VENTO (Hugo Pinto de Carvalho) - O cata-vento é um mecanismo que por meio de sua hélice aproveita a força dos ventos, chamada de energia eólica.

O APITO DO TREM (Hugo Pinto de Carvalho) - O velho trem que ainda circula por Itiúba teve em seus tempos de grande movimentação e várias peculiaridades que marcaram uma época.

O SHOW DA MEIA-NOITE (Hugo Pinto de Carvalho) - Alguns Parques de Diversões, principalmente os maiores que passavam por Itiúba até a década de 1960, além de suas costumeiras atrações como carrossel, barquinhos, balanços, bambolê, tiro ao alvo, quermesses, e a tradicional roda-gigante, ofereciam também um pequeno show.

O PIÃO E A CARRAPETA (Hugo Pinto de Carvalho) - Dois brinquedos que, no meu tempo de criança em Itiúba, foram muito usados pela gurizada e eram feitos pelo Danduzinho

AS MÃOS DO SULU (Valmir Simões) - Quando a palavra é “Doido” as pessoas ficam assombradas e com medo desse tipo de pessoa.

O PASSADO NÃO É TEMPO MORTO (Valmir Simões) - Quando a palavra é “Doido” as pessoas ficam assombradas e com medo desse tipo de pessoa.

O MERGULHO PROIBIDO (Valmir Simões) - Nós, Itiubenses acostumados com a seca do nosso sertão, tínhamos, na época de chuvas, uma alegria redobrada, principalmente os agricultores e os comerciantes, em razão dos bons resultados das vendas e das colheitas.

NAQUELE TEMPO ERA ASSIM (Valmir Simões) - Como todos sabem, a infância dos meninos daquele tempo não se limitava a ficar em casa apenas brincando no quintal ou na porta da rua.

ESTÁ NO CORAÇÃO DA GENTE (Valmir Simões) - Uma data é motivo de lembrança eterna.

CAIXA DE PANCADA (Valmir Simões) - Às vezes fico imaginando como era o comportamento dos filhos daquela época e que os pais não davam moleza para que eles entrassem no eixo.

BANHO DE SANGUE (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Não me refiro a violência ou guerra, mas sim, a diversão.

ITIÚBA, A TERRA DO BOM CAFÉ (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Como é bem sabido, o melhor café do Brasil é produzido no município de Piatã, na Chapada Diamantina.

O DIA EM QUE A TERRA PAROU (Hugo Pinto de Carvalho) - O título acima é de um velho filme de ficção que aliás, também passou no antigo Cine Itiúba, cuja história emocionou o mundo todo e por isso, ficou associado a acontecimentos raros, inesperados, perigosos ou chocantes.

O ALFAIATE E O PERU (Hugo Pinto de Carvalho) - Apelido em cidade pequena parece praga. Ninguém se livra.

RUAS EXÓTICAS COM NOMES EXÓTICOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Algumas ruas da cidade ganharam nomes exóticos ao longo do tempo.

ÓRGÃO MUSICAL (Hugo Pinto de Carvalho) - No inicio dos anos de 1950, os coronéis Belarmino Pinto e Manoel Barbosa ofereceram um órgão musical - de pedal - a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, para acompanhar os cânticos do coral da igreja.

SERRA VELHA FINANCIADA (Valmir Simões) - Com o passar do tempo a gente vai descobrindo coisas engraçadas da nossa velha e querida Itiúba.

O VELHO TACHO DE COBRE (Valmir Simões) - Ainda hoje tenho boas lembranças de quando eu era criança e entrava naquela cozinha antiga com teto enfumaçado e uma chaminé oval.

O CADERNO DE RECORDAÇÕES (Valmir Simões) - Quem estudou naquele tempo deve lembrar-se de um caderno que passava de mão em mão para os colegas deixarem uma mensagem.

BOLA DE MOLAMBO (Valmir Simões) - Saudades! É, ficam mesmo “só na saudade” as brincadeiras do nosso tempo de menino.

AS CHAVES DE BROCA (Valmir Simões) - Antigamente as residências tinham portas e janelas construídas exclusivamente com madeira de boa qualidade, com espessura grossa e reforçada nas junções das tábuas.

PÉ FRIO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Durante uma campanha política acontecem fatos inusitados.

O MAZZAROPI ITIUBENSE (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Depois do desaparecimento do Zuca Fumeiro, que foi o pioneiro na comercialização de fumo em rolo de Itiúba, o Lindô, líder comunitário do Povoado de Sítio dos Moços, resolveu comercializar fumo em pacote das marcas Sassy e Super Bom, produzidos em Serra Talhada, estado de Pernambuco.

PINTINHO E SEUS PUPILOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Com o fim da orquestra do clube 2 de Julho na década de 1960, em decorrência do grande êxito de seus músicos para a grande São Paulo, as realizações dos tradicionais carnavais da cidade se viram ameaçadas de não serem mais realizadas.

MAPA CURIOSO (Hugo Pinto de Carvalho) - Assim como o mapa da Itália é mundialmente conhecido por seu formato de uma bota, também o mapa do município de Itiúba delimitado ao leste pelo rio Jacurici e ao oeste pelo rio Itapicuru açu, ambos unindo-se ao sul, tem este mesmo curioso formato.

A SERRA DO ENCANTADO (Hugo Pinto de Carvalho) - Com tantas serras circundando a cidade, uma chama mais a atenção, não porque seja mais alta ou mais bonita, mas por seu nome, que parece ter saído dos livros de Contos de Fadas.

OS DINOSSAUROS (Hugo Pinto de Carvalho) - Extintos a mais de 65 milhões de anos, os dinossauros até hoje ainda dão mostras de seu gigantismo com o aparecimento dos mais diversos tipos de fósseis de sua raça em todo o mundo.

O EDIL INVENCÍVEL (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Na história política de Itiúba, existe um fato curioso, só Ricardo Benevides conseguiu se eleger a Vereador do município por sete legislaturas consecutivas.

TELEFONE DE LATA (Valmir Simões) - Naquele tempo muitas brincadeiras eram simples, sem riscos e muito apropriadas para as crianças da época.

AS ROUPAS DOS CORONÉIS (Valmir Simões) - Naquele tempo, mesmo ainda menino, conheci alguns Coronéis, Capitães, ou Majores, todos eles ostentavam títulos oriundos de patentes compradas ou adquiridas por interferências políticas.

NOSSAS BRINCADEIRAS (Valmir Simões) - Todos nós fomos criança um dia e não esquecemos daquele tempo.

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS (Valmir Simões) - As belas recordações jamais serão esquecidas, os momentos que vivi, juntamente com meus amigos, na nossa terra mãe Itiúba.

UM CABO E DOIS MEGANHAS (Valmir Simões) - A nossa Itiúba, naquele tempo, era uma cidade sem violência e os casos que surgiam eram corriqueiros.

PÃO E PÓLVORA (Valmir Simões) - Sempre que se aproxima o mês de junho tenho boas lembranças da minha terra.

OS PALADINOS DA RAINHA (Valmir Simões) - Itiúba dos belos carnavais. Assim era conhecida a nossa terra, lá pelos anos 60.

OS CACHORROS DA MATANÇA (Valmir Simões) - Naquele tempo, o melhor amigo do homem frequentava e batia ponto sem falhar no açougue e na matança.

MERCADORES E BUGIGANGAS (Valmir Simões) - feira é livre, livre para todos e para tudo.

O MATUTO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Em uma das nossas viagens de trem a Salvador, tivemos o desprazer de sermos acompanhados por homem conhecido na região como “Priquitá”.

A VIAGEM (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - As viagens de trem que eu fazia em companhia do meu saudoso pai, Ricardo Benevides, para Salvador, ficaram gravadas em minha memória .

CURIOSIDADES (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Naquela época em Itiúba, existiam algumas pessoas que nos pareciam fora do comum.

OS PREFEITOS DO MUNICÍPIO (Hugo Pinto de Carvalho) - Desde sua fundação em 17 de janeiro de 1935, o município de Itiúba teve os seguintes prefeitos.

FUMO DE ROLO (Hugo Pinto de Carvalho) - A venda do fumo de rolo, ou de corda, como era mais conhecido na região, foi muito intenso em Itiúba em décadas passadas.

O DONO DA CIDADE (Hugo Pinto de Carvalho) - As terras de Itiúba onde hoje, é o seu perímetro urbano, são exatamente as mesmas que formavam a antiga Fazenda Salgada de D. Izabel Simões da Silva Freitas (D. Iaiá Bebé) que deu origem a cidade.

PADARIA SANTO ANTÔNIO (Hugo Pinto de Carvalho) - Na década de 1950, o empresário Almir Ferreira resolveu instalar uma moderna padaria na cidade.

O TREM PAGADOR (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950, todos os funcionários ativos e inativos da velha estrada de ferro, entre as cidades de Alagoinhas e Juazeiro, recebiam seus salários através do conhecido “Trem Pagador”.

CAPITÃO SEM PATENTE (Hugo Pinto de Carvalho) - Na velha cidade em que quase todo mundo tinha um apelido, alguns até que ninguém nem sabia a sua origem, um dos mais conhecidos foi o do jovem Pedrinho, que era chamado de “Capitão”.

CAPITAL FEDERAL (Hugo Pinto de Carvalho) - Brasília, a capital do Brasil, foi inaugurada pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira em 21 der abril de 1960, e o interessante é que na mesma época já vivia em Itiúba uma senhora com o mesmo nome da nova capital.

O PROGRESSO (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, todos os fogões da cidade eram à lenha, não havia água encanada nem telefone, e a energia elétrica era fornecida pela Prefeitura Municipal com um velho motor Caterpillar.

O VEÍCULO QUE NÃO FUNCIONOU (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Desta feita desejo dirimir dúvidas sobre a crônica nº 03, publicada por Bem-te-vi neste site e questionada por Ivan Carvalho na crônica nº 04.

EXAME DE ADMISSÃO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Naquele tempo para o aluno do curso primário ingressar no ginásio, teria que se submeter ao vestibular da época, o “exame de admissão”. E, para se preparar para o tal vestibular.

UM TESOURO NA BOCA (Valmir Simões) - Naquele tempo, na nossa amada Itiúba, era muito comum a presença de ciganos armando suas tendas em áreas da cidade um pouco distante do centro.

QUITUTES E QUITANDAS (Valmir Simões) - Toda pequena cidade do interior, onde falta trabalho para muitas pessoas, é comum a mãe de família procurar meios suficiente para ajudar nas despesas da casa.

OS ENCANTOS DA LUA (Valmir Simões) - Um bom motivo para filmar, fotografar, ou apenas se deslumbrar, com a lua cheia, nascendo entre as serras da nossa querida e amada Itiúba.

A PRIMEIRA POUPANÇA (Valmir Simões) - Antigamente se guardava dinheiro dentro ou embaixo do colchão, principalmente na nossa Itiúba, que naquele tempo não tinha Banco.

A MORTE DO PERU EMBRIAGADO (Valmir Simões) - Ainda garoto, na minha querida Itiúba, sempre testemunhava a morte de galinhas pelas mãos do nosso cozinheiro Ademar.

A TOCA DO CRUZEIRO (Valmir Simões) - Na Sexta Feira Santa quem tinha fôlego subia, quem não tinha ficava espiando.

O NÓ DO GOGÓ (Valmir Simões) - Nesta semana estava verificando os contos que já escrevi para o site da nossa terrinha e comecei a rascunhar alguma coisa que ainda está faltando, e como falta.

MESTRE-CUCA (Hugo Pinto de Carvalho) - Desde tempos remotos a arte de cozinhar foi quase exclusiva das mulheres.

TONHO DO CORREIO (Hugo Pinto de Carvalho) - Ele era conhecido por esse apelido, porque foi criado por Dona Zefinha no antigo casarão onde funcionou a Agencia dos Correios na Rua Góes Calmon, e da qual ela foi chefe por muitos anos.

A PRIMEIRA MÁQUINA DE ESCREVER (Hugo Pinto de Carvalho) - A primeira máquina de escrever ou de datilografia da cidade, foi uma da marca Remington de teclado com letras de marfim, adquirida pelo coronel Belarmino Pinto na década de 1940.

FOLHETO MILITAR (Hugo Pinto de Carvalho) - Na década de 1960 era comum a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, enviarem folhetos gratuitos para as cidades do interior por intermédio dos correios, incentivando os jovens maiores de 18 anos seguir a carreira militar.

ÊXODO (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a fuga dos hebreus, do Egito para a terra prometida, os jovens itiubenses - com a devidas proporções -, nas décadas de 1940 e 1950 migraram quase em massa para a grande São Paulo à procura de melhores dias.

CORDEL ENCANTADO (Hugo Pinto de Carvalho) - A tão conhecida Literatura de Cordel, também teve seus momentos de evidência em Itiúba, cujos livretos em forma de “A.B.C” e expostos nas feiras livres pendurados em um varal na parede lateral da Igreja e presos por prendedores de roupas, foram muito vendidos.

O GAGO E A MÚSICA (Hugo Pinto de Carvalho) - aguez ou tartamudez é uma deficiência da fala de um indivíduo que, se não tiver um tratamento logo após as primeiras manifestações, acarretará em inúmeros transtornos para seus portadores em todos os ramos de atividades.

SURDOS-MUDOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Segundo a medicina moderna, um indivíduo só deve ser considerado “surdo-mudo”, quando nasce com deficiências múltiplas dos órgãos da audição e da fala.

CRIADOR DE MALUCOS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Como diz o ditado popular, cada doido com sua mania.

CAUSA PRIMÁRIA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Uma boa educação doméstica é o primeiro passo para o sucesso de um ser humano.

ABAFABANCA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Até os anos 60 existiam poucas geladeiras nos lares de Itiúba.

MEU PRIMEIRO PINHO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Comprei o meu primeiro violão ao Cezinha, no ano de 1966.

A MALA DA COBRA (Hugo Pinto de Carvalho) = Em tempos passados, foi muito comum em todas as feiras livres da cidade, a figura quase folclórica do vendedor de folhas, ervas e sementes medicinais da região.

CAVALO DESEMBESTADO (Hugo Pinto de Carvalho) - Como era grande a movimentação de animais de montaria no município, até a década de 1950, também era comum presenciar cenas de cavalos mais ariscos fugirem ao controle de seus proprietários ou condutores.

FESTAS JUNINAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Os festejos de São João, Santo Antônio e São Pedro em Itiúba, sempre existiram, porém nunca alcançaram o mesmo sucesso dos carnavais locais.

O EMPRESÁRIO ADOLESCENTE (Hugo Pinto de Carvalho) - Há uma máxima no mundo dos negócios, de que a experiência é sua arma principal e, sem ela, nada prospera.

A MOITA DE GUINÉ (Valmir Simões) - ssim como algumas pessoas colocavam galhos de pinhão-roxo ou espada-de-ogum dentro de garrafas de água para espantar a inveja e o mau olhado, meu pai, lá no armazém, no fundo do quintal, cultivava, com todo carinho, uma moita de guiné.

A MORTE DO TREM (Valmir Simões) - A Rua da Estação era o palco, o trem o artista, os passageiros eram os figurantes.

"CAUSOS" DO JOEL GRANDE (José Carlos Araújo - Zé do Quitu) - Por volta dos anos 90, seu Joel além do enfisema pulmonar, agora, também, estava a queixar-se de queimor e com dificuldade de urinar. Chamou sua filha para combinar sua ida a Bonfim, para uma consulta

BERTINHO 80 ANOS (Fernando Pinto de Carvalho) - Bom filho, bom esposo, bom pai, bom irmão e bom itiubense. Esta é uma definição que mostra o carinho e a dedicação dele para com a família e sua terra natal. Mas a bondade dele não é apenas com os familiares mais próximos. Avós, tios, primos, sobrinhos, colegas, amigos, conhecidos e até desconhecidos também foram ou são merecedores da benevolência e da sua palavra sábia e amiga, quando necessárias.

A PATERNIDADE DO JARAGUÁ (Valmir Simões) - Quando escrevi, há algum tempo, a respeito do Jaraguá (conto 101), não imaginava que fosse tão fácil descobrir a identidade do inventor desta brincadeira que ainda nos dias de hoje faz parte do nosso folclore.

ITIÚBA E OS MUTTI DE CARVALHO (Wilton Pinto de Carvalho) - A biografia de José Mutti de Carvalho foi escrita pelo presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes Neves, sendo publicada em 2009, sob o título: “Mutti de Carvalho, um Líder Nato”.

BARRIGA D'ÁGUA (Humberto Pinto de Carvalho) - De modo geral não percebemos a falta de informações sobre autocrítica.

É SÓ ALGUÉM (Humberto Pinto de Carvalho) - Tempos atrás as cidades de pequeno e médio portes não tinham bancos comerciais.

ENGASGA GATO (Humberto Pinto de Carvalho) - Quem viaja pela estrada de Salvador para Itiúba via Tanquinho, conhece o Antônio do Posto.

NINGUÉM ESQUECE (Humberto Pinto de Carvalho) - A minha primeira viagem por estrada de rodagem e sem asfalto até a Capital do Estado aconteceu na boléia de um caminhão, carregado com sacos de mamona.

ITIÚBA 50 ANOS DEPOIS (Valmir Simões) - Cinco horas da manhã do dia 8 de dezembro, vários fogos pipocavam na Praça da Matriz.

A PRIMA POBRE DO ACORDEON (Valmir Simões) - Naquele tempo nossas festinhas de ponta de rua, em Itiúba, tinha algo de especial. Não sei bem definir o porquê.

UMA VISEIRA COMO PRÊMIO (Valmir Simões) - Naquele tempo a propaganda de medicamentos ou era feita pelo Rádio ou por veículos que cruzavam o país de ponta a ponta, cidade por cidade, levando amostras dos medicamentos como brindes, viseiras , almanaques etc.

OS VENDEDORES DE FUMO DE CORDA (Valmir Simões) - Naquele tempo, bem antes das 5 horas da manhã, os comerciantes da feira livre começavam a arrumar suas barracas para mais um dia de labuta.

A CANA DE BRAÇO (Valmir Simões) - Antigamente existiam muitas brincadeiras que nos dias atuais quase que nós não encontramos mais.

A PEDRA DE MEIO QUILO (Valmir Simões) - As boas lembranças da Feira Livre da nossa querida Itiúba, até hoje carrego comigo, apesar de tantos anos.

O CINE TEATRO IDEAL (hugo Pinto de Carvalho) - A cidade de Itiúba foi uma das primeiras cidades do norte da Bahia a construir um imponente prédio conjugado para cinema e teatro que tinha galerias, côro e até camarotes, inaugurado nos anos de 1935 com o pomposo nome de CINE TEATRO IDEAL.

O SINO DA IGREJA (Hugo Pinto de Carvalho) -O som do sino da igreja de Nossa Senhora da Conceição em Itiúba, importado no século XVII de Lisboa em Portugal, foi muito tempo considerado o mais bonito e harmonioso, superando os de todas as cidades vizinhas, inclusive o da Catedral da cidade de Senhor do Bonfim, que é muito maior.

O SAMBA EM ITIÚBA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - O samba é uma música e dança de origem africana. Como é bem sabido, é na região do Recôncavo da Bahia que mais se pratica essa modalidade de dança, principalmente nos municípios de Santo Amaro da Purificação, Cachoeira e São Francisco do Conde.

FEIRA DO ROLO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Até os anos 80 a feira livre de Itiúba era instalada ao longo da Av. Getúlio Vargas, com inicio nas imediações do Clube 2 de Julho e se estendia até o largo da Igreja Matriz.

O CANTO DOS PÁSSAROS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Desde criança que cultivo e admiro o canto dos pássaros. Em Itiúba, a terra em que nasci, fica situada em uma região que possui uma grande variedade de pássaros silvestres.

O FERRO DE BRASA (Valmir Simões) - O popular ferro de brasa, ou de soprar, era um utensílio doméstico encontrado tanto na casa do rico, como do pobre naquele tempo, na nossa Itiúba.

NO TEMPO DO MATA-BORRÃO (Valmir Simões) - A escola daquele tempo me traz muitas recordações.

GALINHA DE MULHER PARIDA (Valmir Simões) - Antigamente a mulher grávida seguia algumas normas ditadas ou pela mãe ou pela sogra, pois eram mulheres já experientes na arte de parir.

O BUZO E O SERROTE (Valmir Simões) - Naquele tempo, lá pelos anos 60, a famosa brincadeira de mau gosto, chamada de Serra Velha, nunca teve o apoio da Delegacia de Policia local.

O ALVO PREFERIDO (Valmir Simões) - Quando criança sempre ia para as Fazendas, Capoeira e Tatu.

AS VASSOURAS DE GARRANCHOS (Valmir Simões) - No tempo das “Vacas Magras”, a nossa P.M.I. (Prefeitura Municipal de Itiúba) tinha alguns garis que eram contados nos dedos das mãos.

A POUPANÇA DO NOSSO TEMPO (Valmir Simões) - Antigamente Itiúba não possuía sequer uma agencia bancária.

CESTAS COLUMBUS (Valmir Simões) - Naquele tempo, bem antes do final do ano, apareciam, nas cidades do interior, vendedores--viajantes comercializando cestas natalinas.

A CASA MARINA (Valmir Simões) - A nossa pequenina Itiúba dos anos 60 comemorou com alegria a chegada da primeira e única loja de eletrodoméstico da cidade.

HÁBITOS E COSTUMES (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Em toda comunidade existe hábitos e expressões peculiares, em Itiúba, no passado, não era diferente.

O HOMEM MAIS RISONHO DA CIDADE (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - O sorriso é um gesto simples que abre o semblante, faz brilhar os olhos, relaxa a face, o corpo e a mente, desperta a alegria, exterioriza nossa criança interior, melhora a nossa saúde, desopila nosso corpo, nos fortalece, nos deixa a vontade, nos enche de paz, é uma demonstração de amor a nós mesmos.

OS ITIUBENSES QUE VIERAM DE LONGE (Hugo Pinto de Carvalho) - Acredito que poucas cidades podem se orgulhar de sua hospitalidade quanto a nossa velha Itiúba.

A GRANDE ORQUESTRA (Hugo Pinto de Carvalho) - Para a inauguração do “Grande Rink” da Sociedade 2 de julho em 1950, foi convidado o eminente político Luís Regis Pacheco Pereira, então candidato ao governo do estado, que além de aceitar o convite também levou toda sua alta comitiva de campanha e ainda uma orquestra completa como cortesia para o baile inaugural da grande obra.

O HOMEM MAIS ALTO DA CIDADE (Hugo Pinto de Carvalho) - Seu nome era João Lima Lopes, ou “JLL” como ele mesma gostava de dizer, e até gravou estas iniciais com letras bem grandes em vermelho que eram vistas de longe em sua caixa de engraxate.

O COMÉRCIO DE LATAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1970 o consumo de querosene no município de Itiúba foi muito grande, utilizado principalmente como combustível dos candeeiros em toda a zona rural

NOSSAS BRINCADEIRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - No meu tempo de criança em Itiúba, aconteciam as mais variadas brincadeiras, como ainda não existiam televisão, vídeo-game, vídeo-cassete, karaokê, controle remoto, carrinhos eletrônicos, MP3, MP4, telefone fixo e telefone celular, quase tudo era improvisado.

SETE CASAS, A VILA DO AMOR (Valmir Simões) - Quando o Sr. José Cruz, construiu em Itiúba diversas obras, dentre elas, um tipo de abrigo para pessoas carentes e moradores de rua, mesmo pagando aluguéis simbólicos (Conto nº50, pg.139, “As Sete Casas” de Fernando P. de Carvalho), achei a idéia louvável.

O BANHO DE CHUVA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Em Itiúba entre os anos 60 e 70 quando começava o redemoinho e o cheiro de terra molhada, era sinal de que logo viria uma boa chuvarada, esse fenômeno acontecia nos meses de março e setembro, notadamente eram as águas de março e os camboeiros de setembro.

CARONA NOS TRENS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Naquele tempo a Rede Ferroviária Federal Leste Brasileiro estava em plena atividade, os trens passavam regularmente pela nossa saudosa estação de Itiúba.

O METRÔ DA GURIZADA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Existe em Itiúba um enorme canal que recebe as águas das chuvas dos bairros do Calumbi e Galo Assanhado, começa na esquina da Praça do Vaqueiro e se prolonga até à Baixa, hoje, Mercado Municipal Joviniano Carvalho, passando sob o Conjunto Residencial das Sete Casas.

PASSEIO FRUSTRADO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Nos anos 60 do século passado, o Velho Santana possuía uma frota de jumentos que fazia o transporte de enormes adobes, areia e barro para a construção de casas em nossa Itiúba.

MIMOSO Nº 3 (Valmir Simões) - Aqueles de boa memória devem se lembrar daquela velha e útil máquina de moer carnes e grãos para a nossa alimentação.

CHARUTO MATA-RATO (Valmir Simões) - Naquele tempo os bares do Carlos e Zé Dantas eram freqüentados por políticos e pessoas de várias classes sociais.

AS VERDUREIRAS DA SERRA (Valmir Simões) - A nossa abençoada Itiúba está situada dentro de um vale, emoldurada por lindas serras, onde a principal delas oferece o nome a cidade, o clima é saudável, onde se plantando tudo dá.

A COLA DO NOSSO TEMPO (Valmir Simões) - Quem não se lembra da nossa goma arábica, muito usada na escola do nosso tempo, mas que perdura até os dias atuais?

O MACACO CHICÃO (Valmir Simões) - As pessoas daquela época que labutavam no dia a dia enfrentando as velhas estradas encascalhadas e esburacadas da nossa região, conheceram aquela enorme peça de madeira cheia de engrenagens e uma manivela.

BRANCOS, MORENOS E NEGROS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Em nossa amada terra de Itiúba até os anos 60 existiam poucos afro-descendentes.

A ARATACA DO PEDRO CAJÁ (Valmir Simões) - Qual o Itiubense que não conheceu ou ouviu falar do valente caçador de onças, chamado Pedro Cajá?

SOB A LUZ DO FIFÓ (Valmir Simões) -As festa daquele tempo, na nossa Itiúba, sempre aconteciam nos finais de semana.

BARQUINHOS DE PAPEL (Valmir Simões) - Ainda me lembro dos barquinhos de papel que construía e soltava nas enxurradas das chuvas, na minha Itiúba.

O DIA EM QUE LAMPIÃO TREMEU (Valmir Simões) - Segundos os historiadores da época, o sanguinário Lampião pintava miséria em grande parte dos estados nordestinos, roubava dos ricos para matar a fome dos mais necessitados, era como se fosse o Robin Hood da Caatinga.

AS FILARMÔNICAS (Hugo Pinto de Carvalho) - A exemplo de quase todas as cidades do interior, Itiúba também teve duas filarmônicas, ou bandas de música como eram mais conhecidas.

GUERRA DOS MENINOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Parece plágio da música de Roberto Carlos, mas não é não. Em Itiúba sua meninada também promovia suas brincadeiras de guerra.

A CIDADE ESBELTA (Hugo Pinto de Carvalho) - Que eu me lembre, até a década de 1970, época em que por circunstâncias de trabalho deixei a cidade, Itiúba não tinha pessoas obesas

OS HOMENS DA CAPA PRETA (Hugo Pinto de Carvalho) - Os garimpeiros, como eram conhecidos os serventes encarregados da vigilância e manutenção das linhas da velha Estrada de Ferro Federal Leste Brasileiro (EFFLB) em Itiúba, além do fardamento próprio de brim de mescla azul e botas de couro, recebiam também uma legitima capa “Colonial” de cor preta

OS FAROFEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - A quase trezentos quilômetros distante do Oceano Atlântico, é claro que a velha e querida Itiúba não podia ter praia, porém nos anos dourados de 1960 sua animada população jovem improvisou sua própria praia.

PERSONAGENS POPULARES (Hugo Pinto de Carvalho) - Itiúba a exemplo de várias cidades do interior, também teve seus vários e enigmáticos personagens populares.

A MALDIÇÃO DO MANDU (Hugo Pinto de Carvalho) - No meu tempo de criança em Itiúba, existia uma brincadeira para amedrontar ou assustar os menos avisados em noites escuras.

O CINE-ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Entre os inúmeros saudosistas do velho e querido Cine Itiúba, tenho certeza que quase todos têm algum caso particular para contar sobre ele.

AMIGOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Entre as inúmeras recordações de Itiúba estão as lembranças dos amigos de infância.

FACHADAS E PLATIBANDAS (Valmir Simões) - Observando várias fotos da minha cidade (Itiúba-Ba), analisei, com olhar de turista e não como filho da terra, a imensa riqueza arquitetônica das fachadas e platibandas das casas e casarões antigos.

O COITÉ E O JENIPAPO (Valmir Simões) Nas chuvas de trovoadas quem comanda as enchentes nas partes mais baixas de nossa cidade são as águas do Açude do Coité.

O LENÇO BRANCO DO ADEUS (Valmir Simões) - Ainda guardo comigo muitas lembranças dos nossos exuberantes carnavais.

A FAZENDA CAPOEIRA (Valmir Simões) - Ainda garoto montava na garupa de uma mula que sabia de cor e salteado o caminho certinho da Fazenda Capoeira.

A FORMAÇÃO DA CULTURA ITIUBENSE (Fernando Pinto de Carvalho) - As características humanas que não são inatas e sim criadas, aprimoradas e preservadas através da comunicação e cooperação em uma sociedade, formam aquilo que chamamos de cultura.

A PERSONALIDADE DA CIDADE (Fernando Pinto de Carvalho) - As pessoas têm personalidades que as tornam únicas, ou seja, cada indivíduo é diferente do outro não só fisicamente como, também, na sua conduta e na maneira de enfrentar diferentes situações.

SIMPÁTICAS VOVÓS (Humberto Pinto de Carvalho) - Quando se fala de avó beira a uma ação instintiva como guardiã da paciência maxima e desatenção mínima.

ITIÚBA (Antônio Ricardo da Silva Benevides)
Do alto da serra do cruzeiro, te admiro
Observo tuas ruas estreitas
Meu olhar de poeta percorre tuas serras
Inebria-me tua rústica beleza

ITIÚBA E AS COPAS DO MUNDO (Fernando Pinto de Carvalho) - Tenho algumas lembranças das Copas do Mundo acompanhadas em Itiúba, a partir da realizada em 1958

MEU PAI E A KOSMOS CAPITALIZAÇÃO (Fernando Pinto de Carvalho) - A Kosmos Capitalização surgiu em 1937 com o propósito de proporcionar uma maneira programada de poupar dinheiro com prazos e juros previamente determinados

ITIÚBA EM TROVAS (Antônio Ricardo da Silva Benevides):
Itiúba cidade-jardim
rica de paz e de amor,
nela há belezas sem fim,
muita luz, muito esplendor!

CANÇÃO A ITIÚBA (Antônio Ricardo da Silva Benevides):
Nesta minha canção,
vou cantar o amor,
que sinto em minha alma,
e no meu coração,
para te prestar louvor...

A LAPINHA DO NATAL DE ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível.

REFRESCO DE PAPEL (Hildebrando Pinto de Carvalho - Banduca) - Muitos dos itiubenses nascidos nos idos de 1940 com certeza lembram-se do senhor Piroca Sapateiro, que ganhou o apelido de “Dentão”

ITIÚBA (Everton Cerqueira) -
Urubus nos telhados,
Mas um lugar cheiroso, gostoso,
Cidade que cheira pão...
Itiúba, terra minha,
Terra do meu coração!

MORINGAS DE BARRO (Valmir Simões) - Na feira livre que acontecia aos sábados. Em Itiúba, de tudo tinha um pouco, o para ser comercializado.

TAMANCOS E GALOCHAS (Valmir Simões) - Antigamente a nossa velha e querida Itiúba era uma cidade muito carente em infra-estrutura. Quem foi daquela época sabe muito bem como era o nosso torrão.

MORRE LENTAMENTE ITIÚBA DOS MEUS ANTIGOS SONHOS (Egnaldo Paixão) -
Morre lentamente Itiúba de meus sonhos antigos.
Onde estão o Circo do Pedro Coruja e a praça onde
ele ficou armado por três meses entre árvores e pássaros,
que agora é rua fria, sem árvores, sem nada?

A PLACA DE AGRADECIMENTO (Valmir Simões) - Junto à porta da chefia da Estação Ferroviária de Itiúba existia uma placa, em mármore cinza-escuro, onde o comércio e o povo da nossa cidade agradeciam as reformas executadas naquele imóvel.

OS COCHOS DO TANQUE DA NAÇÃO (Valmir Simões) - Naquele tempo, o velho tanque da nação era mais ou menos desta forma.

O CHUÍTE E A NAVALHA (Valmir Simões) - O Chuíte e a navalha. Nos dias atuais esses dois palavrões causam espanto aos mais moços, no entanto, os sessentões da nossa época sabem de pronto, o que era isso. O chuite e a navalha eram os responsáveis pela ligação ou desligamento das luzes das nossas casas.

NA ÉPOCA DO CINEMA (Valmir Simões) - Ainda garotinho naquele tempo, tenho, ainda nos dias de hoje, boas lembranças de muita coisa, desde a confecção das tabelas à chegada dos filmes acondicionados em latas tipo formas de pizzas e dentro de um saco de lona que desembarcavam na Estação da Leste, onde alguém já estava aguardando.

O MOTORZINHO QUEBRA-GALHO (Valmir Simões) - Quando o velho Caterpilar não agüentava o tranco, a nossa velha Itiúba ficava às escuras.

O BANHO DO DEFUNTO (Valmir Simões) - Ainda garoto, morando na minha querida Itiúba, tive a oportunidade de presenciar coisas que até hoje trago na memória.

NÃO VOLTAREMOS... (Egnaldo Paixão) - Não voltaremos a comer piabas no açude e aquela moça, com certeza, com a ação e implacabilidade do tempo, já não é mais a mesma.

QUARADOR DE ROUPAS (Valmir Simões) - Naquele tempo as pessoas mais humildes da nossa cidade, tinham o hábito de lavar as suas próprias roupas ou de terceiros (Lavagem de Ganho), próximo de fontes ou cacimbas

O NOSSO 8 DE DEZEMBRO (Valmir Simões) - No meu tempo era assim, tinha que ter roupa e sapato novo para ir a igreja e a procissão, afinal de contas era o dia da Padroeira da cidade, a Imaculada Conceição Maria Santíssima, uma festa muito importante.

ADEUS ESTAÇÃO DA LESTE (Valmir Simões) - Vimos correr nos trilhos, a Maria-Fumaça, movida à lenha, às vezes, puxando classes com passageiros ou vagões de mercadoria, vimos as antigas máquinas movidas a óleo cru, e, por fim, as locomotivas à diesel, todas desempenhando o mesmo papel.

LEMBRANÇA ESCOLAR (Valmir Simões) - Na parede da sala de visita, a foto do filho estava estampada sob a moldura e o vidro, como destaque entre os quadros da Santa Ceia e do Coração de Jesus, muito usados naquela época.

OS ARTISTAS DE ITIÚBA (Hugo Pinto de Carvalho) - Eles não foram astros de cinema ou teatro, mas eram chamados de “artistas”

VIAGEM A ITIÚBA EM 2008 E LEMBRANÇAS (Fernando Pinto de Carvalho) - Já não moro em Itiúba há quase 40 anos, mas estou sempre indo lá, principalmente nos dias de eleições, pois, até hoje não transferi o título eleitoral.

NASCIDOS NATURALMENTE (Valmir Simões) - As mães daquele tempo sabiam muito bem o que era um parto natural.

O BANHO DE SOPAPO (Valmir Simões) - A nossa velha e querida Itiúba passava por alguns momentos difíceis com o abastecimento de água.

WALDICK SORIANO EM ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - Li, na internet, a notícia sobre a morte, ocorrida hoje (04/09/2008), do cantor e compositor Waldick Soriano e lembrei-me, então, da grande aceitação das músicas dele em Itiúba.

OS CAVALOS DO CAZÉ (Valmir Simões) - Crinas bem aparadas, rabo transformado em trança e popa, pelos lavados e escovados, assim eram os cavalos do Cazé.

NAQUELE TEMPO (Valmir Simões) - Quando eu tinha meus 15 anos, na flor da idade, não passava na minha cabeça nada que lembrasse a velhice, no entanto, os anos passam tão depressa que não percebemos e “Olha ela aí”. por esta razão começo a refletir coisas do passado, vêm as lembranças do tempo de menino, das peraltices.

DEGUSTADOR DE FARINHA (Valmir Simões) - Crinas bem aparadas, rabo transformado em trança e popa, pelos lavados e escovados, assim eram os cavalos do Cazé.

O PADRE SANDRO (Fernando Pinto de Carvalho) -O Padre Sandro era professor de matemática do Ginásio Municipal de Itiúba (Atual Ginásio Antônio Simões Valadares) e eu era Administrador e professor de educação física do referido estabelecimento, por volta do ano de 1970.

LEGIÃO DE MANETAS (Valmir Simões) - Não podemos negar que a plantação do sisal trouxe muitos benefícios para a região do nordeste da Bahia, mormente, para Itiúba

DENTIF´RICIO NATURAL (Valmir Simões) - Ainda tenho boas lembranças do leite quentinho, tirado na hora do peito da vaca, no curral que o Sr. Valadares mantinha ao lado da estação.

CRENDEUSPADRE (Valmir Simões) - Naquele tempo as pessoas, costumavam ficar em frente das suas casas batendo papo, proseando e falando da vida alheia, pois, à noite, nada mais tinham para fazer.

COISAS DE BÊBADO (Valmir Simões) - Lá na venda do meu pai eu presenciava coisas interessantes praticadas pelos “Pingunços”. Como não se vendiam tira-gostos, alguns traziam, às vezes, até pedaços de fígado frito, enrolado em um plástico.

A CAIXINHA DE SEGREDO (Valmir Simões) - Toda vez que se aproximam os festejos juninos lembro-me do meu tempo de criança, na minha querida Itiúba.

O PENTE CATA-PIOLHO (Valmir Simões) - Naquele tempo a feira livre da cidade ocorria aos sábados. Uma infinidade de barracas eram armadas lado a lado e cobertas por lonas. Lá se vendia todo tipo de bugigangas e era o meio de sustento desses comerciantes.

ITIÚBA E OS BALÕES (Hugo Pinto de Carvalho) - Na velha Itiúba, até a década de 1960, era comum a prática de soltar balões dos mais variados tamanhos e cores nos festejos do mês de junho, e, como naqueles tempos as matas da região eram sempre verdes e a cidade não possuía postos de gasolina ou depósitos de qualquer outro produto inflamável, nunca foi registrado nenhum incidente com os bonitos, porém, perigosos artefatos.

O JOGADOR CLEBSON E O SANTO AMARO (Fernando Pinto de Carvalho) - Conheco há muito tempo o seu pai, porém, ele eu não cheguei a conhecê-lo.

O JOGADOR ONÇA EM ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - O jogador Onça, nas décadas de 60 e 70, destacou-se como um dos melhores zagueiros do Brasil, atuando pelo Bahia e pelo Flamengo do Rio de Janeiro.

ABALOS NUNCA DANTES ANUNCIADOS (Humberto Pinto de Carvalho) - Hoje, em qualquer roda de amigos, a conversa predominante é sobre o aquecimento global.

RAIOS, RELÂMPAGOS E CORISCOS (Humberto Pinto de Carvalho) - São bonitos. Eles lá e eu cá. Itiúba que é cercada de serras com a altura média de 600 metros é propicia a esses grandes espetáculos noturnos.

OS TRILHOS DA MEIA-NOITE (Valmir Simões) - Viva aquele tempo em que as coisas aconteciam por debaixo dos panos e o segredo era guardado a sete chaves.

O VASO DA NOITE (Valmir Simões) - Quem foi do meu tempo vai se lembrar muito bem dessa peça valiosa, muito usada por toda a família.

MEU PRIMEIRO SOLA FINA (Valmir Simões) - Naquele tempo era muito comum os pais encomendarem os calçados dos seus filhos aos sapateiros locais.

ENTRE A DAMA E O GAMÃO (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa cidade, eram muito difundidos os jogos de tabuleiros entre eles a Dama e o Gamão.

O LAVA-PÉS NA SEMANA SANTA (Humberto Pinto de Carvalho) - Sempre quis narrar passagens da minha adolescência voltada para a religião praticada por toda minha família. Pensava não ser compreendido por muitos. Hoje acredito que pela proliferação no nosso Município de Templos Religiosos, construídos e freqüentados pelos seus seguidores, o meu receio não cabe nesta realidade

O OSSO CORREDOR "SIM SINHÔ" (Humberto Pinto de Carvalho) - Vou falar de um prato típico do nosso sertão que a maioria dos sessentões de hoje ainda guardam na memória o seu sabor e o cheiro do “pirão feito do osso corredor”.

O CANTOR WANDO EM ITIÚBA (Fernando Pinto de Carvalho) - Há alguns meses meu irmão Bertinho disse numa reunião de aniversário de familiar que alguém havia comentado com ele que o cantor Wando , embora não fosse baiano e sim mineiro, era descendente de itiubense

O SISAL (Humberto Pinto de Carvalho) - Grande parte da região compreendida do nordeste baiano é chamada de caatinga, especialmente a Bacia do Rio Itapicuru-Açu.

SAUDADES DO CINEMA (Valmir Simões) - A única diversão na nossa cidade, naquele tempo, era o “Cine-Itiúba” de propriedade do amigo Bertinho.

POPOZINHA, A NAMORADA DO SULU (Valmir Simões) - O amigo Bertinho retrata muito bem as andanças do Sulu por Itiúba .

O PENTE E O ESPELHO (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa centenária cidade de Itiúba, a maioria dos jovens não se desgrudava do pente flexível marca “Flamengo” ou “Carioca”, aqueles nas cores preta ou marrom claro, ou, às vezes, um pente feito de chifre de boi, muito bom por sinal.

O CAIPORA (Valmir Simões) - Assim como o pescador, o caçador também tem suas histórias. Naquele tempo, ainda garoto, lá prás bandas dos anos 50, tinha precisamente seis anos de idade, quando ouvia falar nessas coisas de Caipora e tudo que fosse mal assombrado, eu ficava de cabelos em pé.

CHUTANDO A BEXIGA DO BOI (Valmir Simões) - Quem não se lembra que a parte mais cobiçada do boi, pela garotada, era a bexiga?

ARRUMANDO A TROUXA (Valmir Simões) - As vezes fico fazendo certas comparações entre o meu tempo de infância e os dias atuais.

A FAMÍLIA (Humberto Pinto de Carvalho) - Os nascidos na década de 1950 ainda guardam, como referencial, os limites e o respeito que os Chefes de Famílias, com sua autoridade criativa, mantinham unidas suas proles.

O CHÁ (Humberto Pinto de Carvalho) - Chá para tratamentos bizarros e diagnósticos mirabolantes sempre existiram.

SOMBRINHAS E CHAMBERLINS (Valmir Simões) - Naquele tempo, as mulheres em Itiúba, tinham o hábito do uso de sombrinhas, mesmo sem chuva

PREÁ OU RATO CABUDO? (Valmir Simões) - Na nossa tradicional e antiga feira livre de Itiúba, de tudo tinha um pouco para vender

MINGAU DE CACHORRO (Valmir Simões) - Naquele tempo, na nossa Itiúba, as pessoas mais antigas não se abatiam por qualquer coisa.

CHUPANDO O DEDO (Valmir Simões) - Quando criança, passando em frente de algumas casas, juntamente com meus pais, pude presenciar crianças sentadas nas portas, descalças, sem camisa e com o dedo polegar enfiado na boca.

ARROZ DOCE E MINGAU DE MILHO (Valmir Simões) - Em uma velha e surrada caderneta espiral D. Maria do Mingau, uma antiga vendedora de várias guloseimas, fazia ponto na Estação da Leste, junto a um velho poste de ferro, na subida da rampa da calçada.

OS GRANDES ENCONTROS DE LAZER (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Gostaria de relembrar os bons momentos de bate-papo, prosa, jogos e diversões vividos por nós itiubenses entre os anos 60 a 90 em nossa velha e querida terra.

ITIÚBA - POEMA DE 1985 (Egnaldo Paixão) -
Em sentido côncavo
é a tua paisagem,
a tua forma
bem brasileira
bem sertaneja...

A ARTE DE FAZER O MELHOR (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Desta feita, citarei nomes de alguns conterrâneos e conterrâneas que dedicaram suas vidas profissionais com muita habilidade, competência e dedicação.

OXENTE GENTE (Humberto Pinto de Carvalho) - Ausente por quarenta anos, sempre me fiz presente nos acontecimentos de Itiúba.

O JUMENTO E A MOTO (Valmir Simões) - Às vezes fico imaginando o que a evolução do tempo é capaz de fazer.

PINTURAS RUPESTRES DE ITIÚBA (Humberto Pinto de Carvalho) - Aqui são colocados os mais variados temas relacionados à nossa jovem e querida Itiúba.

TRAMELAS E TRANCAS (Valmir Simões) - Tudo muito simples. Dois pedaços de madeiras eram a nossa segurança, naqueles tempos.

O NOSSO VELHO FOGÃO A LENHA (Valmir Simões) - Naquele tempo, na nossa querida Itiúba, era muito comum ver jumentos nas ruas da cidade carregados de lenha

NO TEMPO DO CALIFON (Valmir Simões) - Às vezes fico a imaginar quanta transformação ocorreu daquela época até os dias atuais.

APELIDOS DE ITIUBENSES (Diversos) - Iniciamos aqui uma história. Aquela de todos. Vamos escrever para nós todos itiubenses, com forte dose de singeleza, e vamos produzir, em conjunto, um trabalho inédito.

USO DO CHAPÉU (Humberto P. de Carvalho) - Até pouco tempo o chapéu na cabeça de um homem do interior e da capital servia para proteção dos raios solares e chuvas, mas, também, emprestavam “um quê” de elegância nas classes abastadas e entre as celebridades. , na sua parte interna, ficava um caixote, com forma de degrau, para que eu atingisse a altura suficiente para o atendimento da freguesia.

PESCADORES DE PIABAS (Valmir Simões) - Os açudes Coité e Jenipapo e as cacimbas eram os pontos preferidos dos pescadores amadores.

A CIDADE DAS BICAS (Valmir Simões) - No meu tempo em Itiúba era assim, hoje não sei, pois a cidade passou por mudanças administrativas e um filho de Deus lembrou de providenciar água encanada para a sofrida localidade.

AS CORDAS DE CAROÁ (Valmir Simões) - Ainda nos dias de hoje tenho lembranças daqueles vendedores de vassouras e cordas.

AS CHUVAS DE SÃO JOSÉ (Valmir Simões) - O sertanejo itiubense, crente nas suas orações, chega até o dia 19 de março (Dia de São José), apronta a surrada enxada, olha para o céu confiante, cava a cova do milho e planta, na esperança de que no mês de junho terá a colheita garantida.

A MELADINHA (Valmir Simões) - Naquele tempo as famílias mais pobres não tinham muitos recursos para comemorarem o nascimento dos filhos.

A GALINHA DE MOLHO PARDO (Valmir Simões) - No quintal da nossa casa foi construído um enorme poleiro, embaixo de um frondoso pé de Cipreste onde os urubus faziam morada, em razão da altura e da sombra dos seus galhos e folhagens. Composto de caibros, ripões, telhas e telas de arame, com o objetivo de criar galinhas caipiras, uma paixão de meu pai.

A MALHAÇÃO DO JUDAS (Valmir Simões) - Como era feito todos os anos, bem antes da Semana Santa, o festeiro João Martins já passava pelas casas de sua vizinhança, solicitando roupas, calçado, chapéu, camisa e gravata para vestir o Judas do Sábado de Aleluia, não faltando mulambos e sacos de estopa e linhagem para encher o corpo do satânico boneco. Algumas pessoas rejeitavam dar as suas vestes, por mais velhas que fossem, para vestir o Satanás, porque acreditavam que aquele ato lhes trariam agouro para o resto da vida

O PARTO E O BERÇO (Egnaldo Paixão) -
Itiúba nasceu num lugar bem alto
e cresceu num vale.
O parto foi feito no topo
mas o berço embaixo.

O GALO ASSANHADO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Quem viveu em Itiúba nas décadas de 1950 a 1970, conheceu ou ouviu falar do Bairro do Galo Assanhado, também chamado de Rua da Cacimba Funda.

O BECO DE CHAMEGO (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - A Rua dos Artistas, conhecida como o Beco do Chamego, era o local em que vivia e trabalhava a grande maioria dos Artífices de Itiúba.

A FEIRA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Desta vez desejo fazer um breve relato sobre a Feira Livre de Itiúba por volta dos anos 60, 70 e 80.

RÁDIO CULTURAL (Egnaldo Paixão) -
 “E com esta característica musical
entra no ar o serviço de alto-falantes
Rádio Cultural de Itiúba...”

CINE-ITIÚBA (Egnaldo Paixão -
De quarta à domingo
tocava uma sirene.
O filme sempre emendado
deixa a gente com o cérebro enfadado.

CAMINHOS DE ITIÚBA (Egnaldo Paixão) -
Cidade em que para nela se entrar
se descem ladeiras...
Os caminhos apressam o passo,
chega-se mais rápido.
E ai de quem chega.
Se não tiver força fica.

CORETO ANTIGO (Egnaldo Paixão) -
Itiúba tinha um Coreto
no largo da Matriz.
Duas bandas,
8 de dezembro e 2 de julho
não tocavam em dueto
mas animavam a praça
uma após outra.

ITIUBENSES COM COGNOMES EXÓTICOS (Antônio Ricardo da Silva Benevides -
01-Alambique
02-Antônio Berro Grosso
03- Bandeira
04- Bigodão.
..

OS CASARÕES DE ITIÚBA (Valmir Simões) - Pedra, cal, barro, cimento e adobão foram as matérias primas usadas para a construção dos inúmeros casarões da nossa cidade.

O CALUMBI (Antônio Ricardo da Silva Benevides)O Bairro do Calumbi, em Itiúba, sempre foi considerado o local onde mais aconteciam festas, principalmente quando se tratava de um batizado ou de um casamento.

O ALTO DO VINTÉM (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - O Alto do Vintém é o maior e mais populoso bairro de Itiúba e era lá que moravam noventa por cento dos açougueiros que tinham esta atividade como meio de sobrevivência. Os irmãos Zezinho, Antoninho e Manoelinho lideravam o ramo desse negócio.

SAUDADES DO TOUCINHO (Valmir Simões) - Ah! Bons tempos aqueles que ninguém se importava com nada, comia até ficar empachado e depois tomava uma gasosa de limão, arrotava e pronto, quando apresentava azia tomava Magnésia São Pelegrino, aquela que vinha em uma latinha com o santo estampado na tampa.

O SACRISTÃO (Valmir Simões) - Não sei se nos dias de hoje ainda existe este posto eclesiástico, mas antigamente sim. O sacristão era aquela pessoa encarregada de manter o recinto da igreja zelado, limpo e organizado.

AS ARGOLINHAS DE TAMBAQUE (Valmir Simões) - Aos sábados, na feira livre da nossa querida Itiúba, nesse tempo ainda funcionando nas imediações do Açougue Municipal, até o largo em frente à igreja, de tudo se vendia e era comum ver alguns comerciantes que armavam uma banqueta em forma de tripé e sobre ela abria uma maleta de cor preta

A VITROLA DE D. ZIRU (Valmir Simões) - Farmácia e residência pareciam separadas, no entanto, uma larga porta de duas bandas fazia a comunicação nas partes do fundo, chegando à sala de jantar.

A PESTANA DO PÃO (Valmir Simões) - Desde criança sempre gostei do pão fabricado nas padarias de Itiúba, uns de boa qualidade, outros nem tanto.

OUTROS TEMPOS (Humberto Pinto de Carvalho) - Ao narrar essas lembranças ocorridas no ano de 1943, quando, aos treze anos de idade, fui trabalhar como caixeiro no armazém do meu tio Belarmino, que tinha como gerente o senhor Pedro Oliveira, são por mim consideradas como marco na minha vida como adult

O BECO DA FACA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Nos anos 60 do século passado, depois do movimento da feira livre de Itiúba que acontece aos sábados, reuniam–se no Beco da Faca os tipos humanos mais variados. Ao longo do Beco havia dezenas de pequenos estabelecimentos e a grande maioria deles só comercializava bebidas alcoólicas e cigarros.

A BOMBA NA LATA (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - A maioria da garotada da Praça 3 de Outubro, hoje Praça do Vaqueiro, ficava ansiosa para a chegada do mês de Junho, pois, durante as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, aconteciam as fogueiras repletas de frutas variadas e nas suas extremidades uma caixa de segredo.

OS ROMEIROS E OUTROS (Antônio Ricardo da Silva Benevides) - Eu ficava em frente à minha casa e com um pedaço de carvão ia anotando, na calçada, a quantidade de caminhões pau-de-arara que passavam em direção à cidade de Monte Santo, durante a Semana-Santa.

BATEDEIRA, SINUCA E CARURUS (Antônio Ricardo Benevides) - Na esquina da Praça 3 de Outubro com o Beco da Faca, funcionava a batedeira de sisal de Clóvis Pitanga.

NÓS SOMOS ITIÚBA (Egnaldo Paixão) -
Nós somos os primeiros habitantes da montanha verde,
que fica no final da Chapada Diamantina
e que a chamamos de Abelha Dourada
e são suas terras férteis de muitas frutas e águas nascente
s.

LÁ E CÁ (Egnaldo Paixão) -
Por quê Itiúba surgiu exatamente no lugar em que está?
As primeiras casas
a primeira igreja
a Sede da Freguesia
foram fincadas lá cima
no topo na Serra.

PRESÉPIOS DE NATAL (Valmir Simões) - Presépios e lapinhas, dois nomes um só significado.

OS MANUÊS DA VOVÓ IDALINA (Valmir Simões) - Aquelas pessoas mais antigas da nossa Itiúba conheceram, provaram e aprovaram. Por muitas vezes ele fazia parte do café da manhã. Em muitas cidades da nossa região é conhecido por dois nomes: manuê e “engana-fome”.

O REFRESCO DE LIMÃO (Valmir Simões) - Quem não se lembra do saboroso refresco de limão servido lá no antigo Bar Central do Carlos Pires?

O TREM "MARTA ROCHA" (Valmir Simões) - Quem ainda se lembra do antigo trem que rodava em dias específicos da semana fazendo o trajeto Salvador/Juazeiro e vice-versa?

AS CERCAS DE PEDRAS (Valmir Simões) - Quando eu era menino ficava admirado e me perguntando onde conseguiam tantas pedras para fazerem cercas. além do mais, as pedras eram muito bem empilhadas umas sobre as outras, apesar de terem tamanhos e formas diferentes.

OS TEMPOS MUDAM E O CARNAVAL TAMBÉM (Egnaldo Paixão) - Estou convicto de que o carnaval de Itiúba, nasceu da vontade do povo e tudo começou quando a nossa terra era ainda um simples arraial sem brilho.

JIAS, CURURU E CAÇOTE (Humberto Pinto de Carvalho) - Quando chovia regularmente nas nossas Serras de Itiúba, brincávamos de tomar banhos nos riachos. Também dormíamos cedo e acordávamos ao alvorecer. Todos nascidos naquele tempo lembram-se do sapo-cururu que aparecia na rua e, em especial, no corte da linha do trem.

JOSÉ PINTO DE FREITAS - ZECA DA MATINHA (Humberto Pinto de Carvalho) - Lembramos, com carinho e muito respeito, de uma Parada das Escolas Públicas, com a presença do Prefeito Antônio Simões Valadares e de professoras preocupadas com o bom desempenho dos alunos na Festa Cívica, orientando e conduzindo corretamente a garotada.

DE SALGADA À ITIÚBA (Valmir Simões) -
Eu vi tudo como era
Fazenda, sítio e lugar
Os povos que aqui chegaram
Eu também vi prosperar

LUIZ GONZAGA, CIDADÃO ITIUBENSE II (Felix Mendes Dias) - Lendo a crônica " Luiz Gonzaga, cidadão Itiubense" de Fernando Pinto de Carvalho , aqui publicada, lembrei-me de que na mesma época o Rei do Baião também esteve na Camandaroba.

O RÁDIO DO ZEZINHO CEGO (Hugo Pinto de Carvalho) - O velho Zezinho Cego costumava dizer que seu inseparável rádio “am” era tudo para e

O ALFORJE E O SURRÃO (Valmir Simões) -
Duas vasilhas distintas
Servindo ao mesmo senhor
Sobre a sela o alforje
Com seu fiel guardador

CAMANDAROBA (Valmir Simões) - Camandaroba é uma localidade com nome bem diferente.

VISGO DE JACA (Valmir Simões) - A criançada da cidade nem sabe o que é isso.

O GUARANÁ GATINHO (Valmir Simões) - Quem tem boa memória e foi daquela época, anos 60, lembra-se desse tal guaraná de nome bem sugestivo.

O VINHO DE MAÇÃ (Valmir Simões) - O Vinho de Maça era sempre engarrafado em vasilhame de cor escura e isso era um dos segredos da conservação do produto.

AS PEDRAS DE AMOLAR (Valmir Simões) - Naquele tempo, na nossa feira aos sábados, de tudo tinha um pouquinho, em razão de vir comerciantes de toda a redondeza.

QUEM FOI O MELHOR? (Hugo Pinto de Carvalho) - Alguns colaboradores (eu inclusive) já falaram aqui sobre os três melhores jogadores de futebol de Itiúba até a década de 70 que foram o zagueiro ZUCA (José Pereira da Silva), o meia armador BÔCA (Aloísio Martins da Silva) e o centro-avante TOINHO (Antônio Simões de Freitas).

LAMPARINAS DE CARBURETO (Valmir Simões) - Era garoto, tinha meus 10 anos, mas tenho uma lembrança bem viva em minha mente, como era aquela geringonça chamada por uns de lamparina e por outros de candeeiro.

ISQUEIROS MOVIDOS À GASOLINA (Valmir Simões) - Os velhos fumantes de nossa época, se é que ainda existem, devem se lembrar daqueles antigos isqueiros movidos à gasolina.

O FIM DO PANARÍCIO (Valmir Simões) - Ninguém pode imaginar a dor provocada por um panarício.

O GOSTOSO ALFENIN OU PUXA-PUXA (Valmir Simões) - Puxa-Puxa, Alferes, Alfenin, é tudo a mesma coisa, mesmo que mude de nome em determinadas regiões, o sabor é o mesmo, assim como o jeito de fazer.

O PEDRO VELHO E SEU TRANSPORTE (Hugo Pinto de Carvalho) - Ele foi um dos mais ricos e conhecidos açougueiros da cidade, porém, depois que se aposentou em conseqüência de várias enfermidades, inclusive paralisia das pernas, não se conformava em ficar em casa parado esperando o tempo passar, como ele mesmo dizia.

A CIDADE DAS PEDRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Na década de 60 os  itiubenses   Bertinho, João Batista, Burguinhos e Teixeirinha formaram um grupo com a finalidade de descobrir minérios raros e de valor comercial no município.

REPELENTE DE CURRAL (Valmir Simões) - Antigamente, em nossa Itiúba, era comum encontrar pessoas recolhendo esterco seco de gado que, segundo informações, era um santo remédio para espantar muriçocas, pernilongos etc.

HOMENAGEM À DONA FRANCINA (Fernando Pinto de Carvalho) - Ela foi minha professora por dois anos no curso primário e durante todo o curso ginasial. Conhecimento, capacidade, competência, autoridade e generosidade eram alguns dos seus atributos.

PUXANDO FOGO (Valmir Simões) - Sábado, dia de feira na cidade, era também um dia de encontros de todos aqueles que vinham de suas propriedades vender seus produtos e comprar tudo aquilo que estivesse necessitando para a manutenção de seus lares.

CIDADÃO ITIUBENSE (Valmir Simões) -
Aqui nasci e me criei
Aos vinte anos saí
Fora da minha cidade
O mundo desafiei

VIVA O NOSSO TEMPO (Valmir Simões) - Quem não se lembra do seu brinquedo favorito? Aquele que você mais apreciava e com ele se distraía sozinho ou com os amigos?

TEMPOS DE ALEGRIA (Valmir Simões) -
A criança não esquece
As brincadeiras do dia
Cansada, no colo da mãe
Cochila e adormece

A ROÇA DE PALMAS (Fernando Pinto de Carvalho) ´Há 30 metros do quintal da casa do meu pai, onde eu nasci e me criei, ficava o muro da roça do Sr. Augusto Moura.

AS FOTOS DE MONÓCULOS (Valmir Simões) - Era um charme naquele tempo. Lá pelos anos 60 e 70, junto com a penca de chaves presa na cintura, não faltava aquela caixinha plástica composta de lente, slide e, complementando, uma tampinha na cor branca.

OS VELHOS (Egnaldo Paixão)
Oratório de pedras
no âmago da terra
vale em silêncio
fechado entre serras.

REVIVENDO O PASSADO (Valmir Simões) - Certas pessoas não gostam de lembrar do passado, outras adoram, pois faz muito bem revivermos aquela época tão gostosa de nossas vidas.

NO TEMPO DO FIFÓ (Valmir Simões) - Na velha Rua do Chamego existia um funileiro cujo nome não me recordo no momento.

O MATA-MOSQUITO (Valmir Simões) - Uma velha bandeirola era colocada na frente de cada casa visitada.

SONETO DE UM ESTUDANTE (Egnaldo Paixão) -
Cidadezinha, Itiúba agreste,
aqui não fico mais. Eu vou-me embora.
O trem apitou na Estação da Leste,
cidadezinha, estou indo agora...

RENDIÇÃO (Egnaldo Paixão) -
Em minha cidade pequena
morrem de tédio aos domingos
os que não vão às igrejas
ou freqüentam bares.

OS CIGANOS DOS CAMBECAS (Valmir Simões) - Velhas tendas cobertas de lona e rodeadas de chitão, velhos cavalos pangarés, verdadeiros esqueletos em pé, esta era a mercadoria de troca dos antigos ciganos que passavam um bom tempo lá nos Cambecas.

O RÁDIO TRANSISTORIZADO (Valmir Simões) - Em razão da falta de energia durante o dia, os nossos conterrâneos Itiubenses à noite colocavam um aparelho chamado de “Tunga” para carregar as baterias de 6 volts, aquelas usadas em automóveis, para terem energia suficiente para ouvirem músicas e noticiários no decorrer do dia

O ORATÓRIO DOMÉSTICO (Valmir Simões) - Antigamente era muito comum nas residências, ter um cantinho destinado às orações Isso acontecia principalmente nas residências daquelas pessoas que professavam a religião católica.

O APITO DA 501 (Valmir Simões) - Naquele tempo, em razão da seca que assolava a nossa Itiúba, a salvação era a água escaldante que saía da caldeira das velhas Marias-Fumaça

VENCENDO DESAFIOS (Valmir Simões) - Ainda garotos trabalhamos juntos. Acontecia apenas uma vez por semana, mas valia a pena.

PORTA-SALIVA (Valmir Simões) - Ali bem próximo ao Riacho do Béu, morava um senhor por nome Manso, pessoa muito amiga da nossa família.

A CASACA DE BALA DA PEÇA-VOVÓ (Valmir Simões) - Ainda menino, tinha o costume de passar no Hotel Vitória para ver minha Dindinha Chiquinha e Tia Yayá, já que as duas administravam o referido Hotel, que ficava ali coladinho à Sociedade 2 de Julho.

A BRIGA DA GALOS (Valmir Simões) - Meu pai assinou uma rifa daquelas feitas em uma folha de papel pautado, contendo as numerações para concorrer pela loteria federal.

O SAXOFONE DO HÉLIO (Egnaldo Paixão) -
...E quando a lua chegava
até à rua da Estação
lua cheia ou vazia,
lua leve do sertão
lua que até parecia
de tanto que seduzia,
lua de assombração,

VAQUEIRO E TROVADOR (Egnaldo Paixão)
Pedro ele é e foi pedra
arreio e luar.

UMA ÁRVORE A MENOS (Egnaldo Paixão) - Não foi ele quem deu fim às flores,
causando incêndio no mundo inteiro.

RATOS E SAPATOS (Egnaldo Paixão) -
A moda pedia sapatos brilhosos
para combinar com a brilhantina no cabelo
e a roupa engomada de linho branco.

VINGANÇA (Egnaldo Paixão) -
Tabatinga
anilina
xadrez
goma de tapioca
óleo de linhaça
parede bem pintada
nitidez rara.

JAMES DEAN (Egnaldo Paixão) -
Arquétipo de James Dean,
com seu casaco de couro
o nosso profeta Jimes
olhar de peixe morto
cabelo brilhantinado
andar um tanto jocoso

SEU DOUTOR EU SOU ASSIM (Piroca do Lino e Raimundo B. Pinto)
Sou brasileiro de raça
Tudo que na vida passa
É uma lição para mim
Não estudei faculdade
Mas só escrevo a verdade
Seu Doutor eu sou assim

O CINEMA E O JORNAL (Egnaldo Paixão)
Como era assistir a um filme
numa Vila confinada
que só tinha um jornal um cinema
e uma praça acanhada?

O ZÉ DANTAS DO BAR (Egnaldo Paixão)
Ele foi mais que um pai...
a sua guerra foi braba.
E se foi preciso lutar,
ele lutou muito mais,
E lutou quase sem armas.

AS BICICLETAS DO ESPIRRO (Egnaldo Paixão)
Nítida memória
guarda a história
de minha infância

MARIA PUREZA (Egnaldo Paixão)
Três meses
maridos perdendo as mulheres
namorados namoradas
meninos se masturbando
antes do tempo
cinema fechando
cidade excitada
ninguém na rua
noite parada
que fenômeno é esse?
Três meses.

O CARPINTEIRO (Egnaldo Paixão)
O ofício de carpinteiro deu-lhe mansidão,
e um jeito de viver pouco imitado.

OS BÊBADOS PENITENTES (Egnaldo Paixão) - Itiúba tem uma serra alta
e no topo uma cruz..

HOMENAGEM AO MOTOR DA LUZ (Valmir Simões) - O velho Caterpillar ficava adormecido durante o dia sobre o leito formado por grossas bases de cimento reforçado, atracado por enormes parafusos, sem condições de fugir daquele lugar.

O BOLO DA CACIMBA FUNDA (Egnaldo Paixão) - Só os entendidos podiam dizer se eram águas
do mesmo veio subterrâneo rebentadas.

EMBAIXO NÃO (Egnaldo Paixão) - O povoado
nasceu antes e parou.

A BICICLETA DO TEIA (Egnaldo Paixão) - Dos filhos do Coronel Belarmino
Edmar era o que mais agradava desde menino.

BIENVENIDO ITIUBENSE (Egnaldo Paixão) - Quem o conheceu pode dizer
que foi um precursor
da clonagem

MARIETA E MARIÁ (Egnaldo Paixão) - Duas irmãs
em tudo iguais
eram amigas
não eram rivais.

CANÇÃO PARA AS MENINAS DAS 7 CASAS (Egnaldo Paixão) - A lua mandava um clarão discreto
sobre as meninas que roçavam na grama
tomadas todas de alguns pileques.

UM VIOLINO E O CARNAVAL (Egnaldo Paixão) - Cinqüenta anos ou mais
de invenções em laboratórios
pesquisas descobertas inacreditáveis,
inaugura-se um mundo ensurdecedor
de barulho nas ruas casas comércios viadutos
barulho nas águas no ar na superfície
e dentro da terra e do homem.

O TRATADOR DO HIPOPÓTAMO (Egnaldo Paixão) - Era um motor Caterpillar
lembrando um hipopótamo
que causava incômodo.

ITIÚBA (Egnaldo Paixão) - A cidade é um vale transmudado em cruz..
Da Piaba à Rua do Fato
o mastro.

CASSIANO ÚNICO (Egnaldo Paixão) - Os loucos se tornaram tantos
que não se destacam mais nem na cidade grande
nem nos burgos pequenos e são transeuntes
despercebidos como todos nós.

ESQUECEU DO PASSADO (Valmir Simões) - Um amigo que saiu da velha Itiúba há muitos anos, quando as coisas não iam muito bem, primeiro pela falta de emprego que a cidade não oferecia aos jovens daquela época, e, também, por saudades dos seus familiares que residiam bem distantes de lá.

DE VOLTA AO PASSADO (Valmir Simões) - O nosso carnaval sempre mereceu um destaque todo especial para os visitantes e nossos conterrâneos que residiam em Salvador não trocavam esta data por nada. Era pura alegria ao som dessas marchinhas

A CAMA PATENTE (Valmir Simões) - Antigamente a cama mais usada nas residências era a famosa Cama Patente Faixa Azul.

VENDEDORES ANÔNIMOS (Valmir Simões) - Chegada do trem na velha estação ferroviária: passageiros desembarcando, outros se despedindo dos seus familiares e entrando nas classes procurando a melhor acomodação. Alguns passageiros, com a cabeça na janela, chamavam: - Ô do mingau! Quanto é? Muitos vendedores corriam ao encontro do freguês, oferecendo, também, as saborosas pinhas de Itiúba, mingau de milho, tapioca, arroz-doce, etc.

O CAMINHÃO DO QUINCA (Valmir Simões) - Era sábado e logo cedinho os comerciantes que ocupavam os seus espaços já determinados começavam a armar as suas barracas com grandes cavaletes e tabuleiros para acondicionar suas mercadorias.

A APOSTA DE PALITINHOS (Valmir Simões) - Naquele tempo era muito comum a brincadeira do palitinho que, na maioria das vezes, não acabava bem, pois existiam muitos espertalhões que usavam vários artifícios para esconder ou aparecer com palitos a mais, em uma das mãos.

RÁDIO DAS MOÇAS (Valmir Simões) - Rádio das Moças. Era esse o nome de uma cartela de rifa muito usada naquele tempo, contendo diversos nomes femininos.

O HÁBITO DE COMPRAR FIADO (Valmir Simões) - Muitos armazéns de nossa cidade vendiam fiado, quem não vendesse, a sua clientela era muito reduzida.

A ROUPA DO DOMINGO (Valmir Simões) - Naquele tempo era comum, aos domingos, as pessoas se vestirem com uma roupa melhor, ou seja, mais adequada para o dia, para encontrar a namorada, ir a casa de amigos, compadres et

A PECHINCHA (ValmirSimões) - Nas feiras livre do nosso interior o freguês tinha o hábito de pechinchar o preço oferecendo sempre um valor abaixo daquele que o feirante pedia.

O SABOROSO ARATICUM (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa caatinga, era muito comum encontrar o araticum, fruta de um sabor exótico, muito apreciada e conhecida, também, como fruta-do-conde.

TANQUE DA NAÇÃO (Valmir Simões) - Faz parte dos cartões postais de nossa cidade e é uma referência de localização.

PUXADOR DE FOLE (Valmir Simões) - Bem alí em frente a um robusto tamarineiro da Praça Nova, em uma antiga casa construída de adobão, com uma porta e uma janela, era o endereço do profissional mais conceituado, na arte de moldar o ferro e o aço na nossa cidade.

VENDEDORES DE ANGICO (Valmir Simões) - A caatinga, naquela época, era uma enorme fonte de renda.

A PADARIA DO LEITINHO (Valmir Simões) - Os mais antigos lembram-se muito bem dele. Sorridente, bom-papo, um amigão de meu pai com quem sempre trocava idéias sobre o comércio, apesar de terem ramos comercias diferentes.

CACHORRO-PELADO (Valmir Simões) - Nome estranho, mas muito conhecido de todos nós Itiubenses.

CARNAVAL COM POTÓ (Valmir Simões) - Como todos sabem, outrora o nosso carnaval era uma beleza, reinava paz e alegria. De Salvador, vinham os filhos da terra que lá moravam ou estudavam e sempre traziam alguns amigos.

A GUERRA DE CARRAPICHOS (Valmir Simões) - Quando criança, estudando na Escola Góes Calmon (Itiúba), ali bem próximo da Estação Férrea, convivia com uma infinidade de colegas da mesma classe e quase todos do mesmo tamanho.

O COMÉRCIO DE PELES (Valmir Simões) - Naquele tempo a nossa cidade mantinha um forte comércio de compra e venda de produtos da região, que eram remetidos por via férrea para a capital do estado.

O LACERDINHA (Valmir Simões) - Quem não se lembra do lacerdinha, terrível inseto que assolou as árvores fícus que margeavam as calçadas de nossa Itiúba, nos anos 60?

FENÔMENO (Hugo Pinto de Carvalho) - Na Fazenda Cajá, ainda vive até hoje, uma uma bondosa senhora com mais de oitenta anos de idade que é imune ao veneno de cobras.

UM PRESENTE DE DEUS (Valmir Simões) - Quem conhece a nossa Itiúba fica encantado com suas belezas naturais e seus contrastes.

OS SERIADOS DO CINE-ITIÚBA (Valmir Simões) - Quem se lembra dos famosos seriados lá no Cine Itiúba?

O MASCA FUMO (Valmir Simões) - Os mais antigos lembram-se de pessoas que tinham o vício de usar capas de fumo de corda para mascar.

A NOSSA CULINÁRIA (Valmir Simões) - Antigamente era comum ir até a feira livre, aos sábados, em nossa querida Itiúba, e encontrar todo tipo de caça moqueada exposta para a venda e é claro que naquela época nem se falava em IBAMA.

A CAÇATINGA MAL-ASSOMBRADA (Valmir Simões) - Meu pai, José Simões, costumava contar-me algumas das suas proezas da época de solteiro.

O PAU DE SEBO (Hugo Pinto de Carvalho) - Nos festejos do São João em Itiúba, por muitos anos houve uma brincadeira que antecedia a queima da fogueira e que consistia em premiar quem conseguisse subir em um alto tronco de madeira, liso e sem casca, fincado no meio da praça e cuidadosamente lambuzado de uma mistura com sebo e óleo, para dificultar a subida.

ÁGUA QUENTE (Hugo Pinto de Carvalho) - Como já foi comentado aqui em alguns contos dos conterrâneos, a cidade sempre sofreu com  a grande falta de água potável, principamente em décadas passadas. 

ESPANTALHO (Hugo Pinto de Carvalho) - Boneco de pano e madeira que se põe no campo para afugentar aves predadoras das plantações, principalmente de milho, não teve sucesso em Itiúba. 

IRMÃOS DE LEITE (Valmir Simões) - Antigamente no interior, quando nascia uma crianca e a mãe não dispunha de leite suficiente para amamentá-la, entrava em cena a segunda mãe, geralmente uma pessoa conhecida, saudável e que também estava amamentando o seu filho recém-nascido.

VENDEDORES DE BUGIGANGAS (Valmir Simões) - Em tempos passados, na feira de Itiúba, era costume se ver tipos um tanto engraçados, vendendo de tudo, na defesa do pão de cada dia.

A CALÇADA DE PEDRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como todas as estradas da região há tempos atrás eram de barro, a grande e íngrime ladeira na saída para Cansanção teve que ser totalmente revestida de pedras rústicas na década de 1930 para facilitar a subida dos poucos carros, carroças e carros-de-bois nos períodos chuvosos, daí o nome "Ladeira da Calçada de Pedras."

OS AGUADEIROS (Valmir Simões) - Itiúba, por estar localizada em uma região extremamente seca, sofre com constantes estiagens. Naquele tempo apesar de existirem os mesmos recursos hídricos (Açudes), nenhuma água era aproveitada em quantidade suficiente para sua população.

O SUCESSO DA BINACA (Valmir Simões) - Antigamente, na nossa juventude, ao aproximar-se de uma garota, amiga ou namorada, quem não queria ter um bom hálito?

CAVALETE DE MULUNGU (Valmir Simões) - Muitas recordacões daquele tempo, principalmente aos domingos e com o Açude do Jenipapo sangrando.

A HIGIENE DOS COPOS (Valmir Simões) - Todos os estabelecimentos comerciais que, naquela época vendiam bebidas alcoólicas, conservavam em um cantinho do balcão, aquela tradicional bacia de esmalte, na cor branca, para o uso exclusivo de mergulhar os copos e tirar imediatamente para servir a bebida ao freguês.

A VOLTA DO PANGARÉ (Hugo Pinto de Carvalho) - O Sr Antônio de Castro, comerciante e fazendeiro em Itiúba, possuía um velho cavalo da raça "pangaré", o qual, por motivo de sua avançada idade, já não era utilizado para nada e vivia solto pelas ruas da cidade tornando-se bastante conhecido pela população que lhe dera o apelido de "Polidoro".

O COMBOIO DESGARRADO (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960 era intensa a movimentação de trens de cargas e de passageiros pela cidade e, consequentemente, sempre ocorriam avarias e descarrilhamentos, porém, nunca foi registrado nenhum acidente grave em Itiúba.

PAGADORES DE PROMESSAS (Valmir Simões) - Madrugada do dia primeiro de novembro, mais ou menos 3 horas da manhã, fui acordado por minha mãe para fazer uma viagem para pagar uma promessa a Santa Cruz de Monte Santo.

O ZELOSO TÕEZIM (Valmir Simões) - Era esse o nome de um zeloso servidor municipal que de janeiro a dezembro exercia uma função um tanto estranha

CIRCO MULAMBO (Valmir Simões) - Antigamente perambulava pelas pequenas cidades do interior da Bahia, Circos que possuíam uma estrutura mínima para a sua sobrevivência.

APRENDIZ DE ALFAIATE (Valmir Simões) - Antigamente a profissão de alfaiate era vista no interior com bons olhos, pois não existiam lojas que vendessem roupas masculinas prontas, tudo era feito por alfaiates ou exïmias costureiras da cidade.

O BAMBOLÊ (Hugo Pinto de Carvalho) - Quando um dos costumeiros Parques de Diversões passou por Itiúba,  pela década de 60, trazia uma novidade que logo chamou a atenção de todo mundo, principalmente de seus fiéis frequentadores.

A DISPARADA (Hugo Pinto de Carvalho) - O Sr. Antônio Casé, conhecido e rico pecuarista da cidade, mantinha um grande e bonito cavalo de pelos reluzentes da raça "Mangalarga" de seu uso exclusivo, no qual ele visitava e inspecionava suas fazendas.

ANIVERSÁRIO LUCRATIVO (Hugo Pinto de Carvalho) - Por muitos anos viveu em Itiúba um idosa senhora que adorava comemorar todo ano o seu aniversário, porém, sua preocupação mesmo era com as leis comerciais. 

ÍNDIA (Hugo Pinto de Carvalho) - As duas músicas paraguaias de estrondosos sucessos, INDIA e MEU PRIMEIRO AMOR, de autoria de Manuel Ortiz Ferreira e J. Assuncion Flores, lançadas no Brasil pela dupla Cascatinha & Inhana ,foram tocadas em Itiúba pela primeira vez em julho do ano de 1953 pelo Serviço de Alto Falantes do Cine Itiúba quando este ainda funcionava no velho prédio do outrora Cine Teatro Ideal.

MURO DE ARRIMO (Hugo Pinto de Carvalho) - Entre os muitos pedreiros que surgiram no município, uns foram competentes e criativos, porém, outros nem tanto.

O MECÂNICO CONSTRUTOR (Hugo Pinto de Carvalho) - Com o advento da construção do grande Açude de Camandaroba a partir dos anos de 1950, vários profissionais, principalmente caminhoneiros e mecânicos de outras regiões, se transferiram, inclusive com suas famílias, para Itiúba, onde, na época, a chance de emprego oferecido pelo velho Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (D.N.O.C.S)  foi grande.

O CIRCO DE TOURADAS (Hugo Pinto de Carvalho) O Sr. Antônio Mota, além de mecânico e encarregado da manutenção do velho motor Caterpillar que gerava  a energia elétrica da cidade, também era um um grande amante da música, tocando seu reluzente e bem cuidado violino nas horas de lazer.

UM VIOLINO NO CARNAVAL (Hugo Pinto de Carvalho) O Sr. Antônio Mota, além de mecânico e encarregado da manutenção do velho motor Caterpillar que gerava  a energia elétrica da cidade, também era um um grande amante da música, tocando seu reluzente e bem cuidado violino nas horas de lazer.

O INIMIGO DA ONÇA (Hugo Pinto de Carvalho) - Ao contrário do célebre personagem do cartunista Péricles da antiga revista "O Cruzeiro", o fazendeiro itiubense Pedro Cajá não era amigo da onça.

A FOGUEIRA DE SÃO JOÃO (Valmir Simões) - As festas juninas, no interior, despertam o interesse de muitas pessoas.

OS QUEBRADORES DE PEDRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - A hoje Praça dos vaqueiros, até o final da década de 50 ainda se chamava  Praça 3 de Outubro e despertava a atenção por ter várias e grandes pedreiras no local que dificultavam sua urbanização.

CARURU, BREDO E PEGA-PINTO (Valmir Simões) - Qual a criança que não gosta da festa de Cosme e Damião? Em Itiúba não era diferente.

APRENDENDO A NADAR (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba até os anos de 1950, os garotos para aprender a nadar criaram uma inusitada maneira de boiar.

O BAILE DA PIMENTA (Hugo Pinto de Carvalho) - Como os antigos dirigentes da outrora Sociedade União 2 de julho não permitiam festas animadas com sanfona, os bailes em homenagem ao São João no mês de junho eram realizados na Prefeitura Municipal.

OS EXPLORADORES DE CAVERNAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Pelos anos de 1960 vários amigos com espírito de aventura e com muita coragem resolveram formar um grupo para explorar algumas cavernas e grutas existentes no alto das serras que circundam a cidade.

O DEDÉ SOLDADO E O CINEMA MEXICANO (Hugo Pinto de Carvalho) - Quando o nosso amigo Dedé esteve participando de treinamentos militares em Salvador, no final da década de 1950, coincidiu que a grande Companhia PELMEX, do México, estava rodando várias cenas de mais um de seus filmes,  com a famosa dançarina de rumbas NINON SEVILLA, no bairro de Itapuã, quando o diretor pediu a Corporação da Policia militar da Bahia alguns soldados, à paisana, para atuar como figurantes e foi justamente o batalhão em que o Dedé estava servindo que foi cedido.

USOS E COSTUMES DAQUELES TEMPOS (Valmir Simões) - As pessoas, antigamente, tinham procedimentos que, nos dias de hoje, seriam considerados uma tremenda aberração.

A SANDÁLIA SALGABUNDA ( Valmir Simões) - Prática, leve eforte era aquela sandália feita de couro cru, ou de sola, que tinha duas peças que saiam do solado e se encontravam junto ao dedão do pé, amarrada por uma pequena tira de couro.

O AÇOUGUE MUNICIPAL (Valmir Simões) - Antigamente não existia Vigilância Sanitária nas cidades do interior. Tudo era feito ao gosto do dono e no açougue de nossa cidade não era diferente.

ÁGUA DE GATO (Valmir Simões) - Como todos sabem, a nossa Itiúba sempre foi muito carente no que diz respeito a água potável, por isso todos os habitantes da cidade, naquele tempo, possuíam enormes bicas, rodeando toda a residência, com a finalidade de aparar as águas das chuvas em tonéis ou tanques, pois eram os locais de armazenamento do precioso líquido.

A FANTASIA DE CAÇADOR (Hugo Pinto de Carvalho) - Nos bailes dos velhos carnavais da Sociedade 2 de julho era comum aparecer algumas pessoas fantasiadas com alguns temas carecterísticos. Não eram muitas, porém, as que surgiam eram o suficiente para colorir e animar a festa.

OS CORONÉIS ITIUBENSES (Humberto Pinto de Carvalho) - Os coronéis foram frutos da necessidade da sociedade iletrada, com raízes na época do Imperador D. Pedro II, que se expandiu Brasil afora contagiando o ambiente onde atuavam e não foram os únicos culpados pelas dificuldades existentes ou remanescentes.

O CAFÉ AMARGO (Hugo Pinto de Carvalho) Dino foi um garoto que morava em um improvisado barraco à beira da estrada de ferro no final da rua do corte, onde passava o dia inteiro sozinho esperando por sua mãe que sempre saía bem cedo para trabalhar só voltando à noite, e não se sabe, se por esquecimento ou mesmo por falta de alimentos, deixava o próprio coitado muitas vezes sem comer nada. 

O CONQUISTADOR SORTUDO (Hildebrando Pinto de Carvalho) - Em todas as pequenas e médias cidades sempre vai existir um cara sem pinta de ator de televisão, normalmente de estatura baixa, de pouca conversa, que para o lado de conquistar a mulherada, deixa muito bonitão sem vez. Em Itiúba o sortudo tinha como lema: “do céu urubu do chão cururu” e, sem nenhum compromisso, levava um vidão de D. Juan.

O BILHAR E A SINUCA (Hugo Pinto de Carvalho) - Esses dois jogos foram muito difundidos em Itiúba, principalmente entre os anos de 1950 a 1970.

A EXTINÇÃO DOS MARRECOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960, mais ou menos, era grande a presença de marrecos - ave anseriforme - nos açudes do Coité e do Jenipapo, onde procriavam.

O CAÇADOR DE PREÁS (Hugo Pinto de Carvalho) - Havia em itiúba um esperto caçador, cuja preferência era o abate de preá, uma espécie de roedor que se alimenta de gramíneas e era muito abundante nas pastagens que se formavam nas encostas das serras.

O BARATEIRO ( Hugo Pinto de Carvalho) - Apelido quando pega não há quem tire,nem o tempo.

O PEZINHO DE NOSSA SENHORA (Valmir Simões) - Quando garoto, colocava no pescoço o meu badoque e, com alguns amigos, saía atirando nos alvos que apareciam pela nossa frente.

CULTIVO DE MAÇÃS (Fernando Pinto de Carvalho) - Li, no Correio da Bahia de hoje (21/05/2007) que a Bahia colherá, neste ano, a sua primeira safra comercial de maçãs, na Chapada Diamantina, passando, assim, a fazer parte do rol dos estados brasileiros produtores da deliciosa fruta. Na reportagem diz “que o cultivo da maçã na Bahia está sendo possível graças a um trabalho de seleção que resultou na utilização da variedade chamada de Eva, adaptável a um clima mais próximo da região baiana”.

LOMBO VOADOR (Valmir Simões) - Um amigo do meu pai costumava acompanhar as apurações eleitorais em Queimadas-Ba, quando estas eram realizadas ainda naquela Comarca.

MOSQUITINHO (Valmir Simões) - Antigamente existia uma brincadeira de mau gosto que geralmente acabava em briga ou em uma série de xingamentos que ofendiam toda a cadeia sucessória da família.

DENTES DE LEITE (Valmir Simões) - Mourão, mourão toma teu dente podre e dê cá meu são. Toda criança daquela nossa época sempre ouvia essas palavras, dentre outras proferidas por nossos pais.

PAR OU ÍMPAR (Hugo Pinto de Carvalho) - Eu próprio, já falei aqui em outro conto, que em anos passados era difícil para a garotada conseguir brinquedos prontos, e, por isto, tinham que improvisar.

UMBUZEIRO, A ÁRVORE SÍMBOLO DA BAHIA (Humberto Pinto de Carvalho) - Ano passado o umbuzeiro obteve reconhecimento popular e oficial através da Secretaria de Meio Ambiente do nosso estado. Numa pesquisa de opinião obteve o primeiro lugar como a árvore símbolo da Bahia, deixando em segundo o jacarandá, em terceiro o jiquitibá, em quarto o buriti, em quinto o juazeiro e em ultimo e sexto o piqui.

A FEIRA DAS GULOSEIMAS (Valmir Simões) - Feira livre em cidades do interior é bom de se ver e de se comprar. Realizada, na maioria das vezes, no dia de sábado, nela encontramos uma variedade muito grande de produtos que enchem os olhos dos visitantes.

O MASCATE (Valmir Simões) - Lembro-me de quando eu era um garoto e conhecia um senhor que durante a semana percorria a cidade de ponta a ponta, oferecendo as suas mercadorias: chapéus de palha, esteiras, abanadores, vassouras, espanadores de fibra de sisal, rosários feitos de ouricurí, bocapios. Na cabeça ele levava vários chapéus, uns sobre os outros, nos ombros os cabos de vassouras enfiados nas alças dos bocapios, algumas esteiras enroladas e amarradas ao meio por uma corda de caroá transpassada nas costas, abanadores e espanadores nas mãos e, em um dos braços, um monte de rosários de ouricurí que eram vendidos para a meninada.

O HOMEM NA LUA (Hugo Pinto de Carvalho) - Em 20 de julho de 1969 o mundo todo festejou com entusiasmo a chegada do astronauto americano Neil Armstgrong a lua, porém, em Itiúba, o acontecimento passou quase despercebido.

O VOTO DE CHAPINHA (Valmir Simões) - Antigamente as eleições em Itiúba eram muito diferentes das realizadas nos dias de hoje.

ITIUBENSE DA GEMA (Valmir Simões) No site Itiúba do Meu Tempo, sempre estou acompanhando a opinião do leitor, onde tenho verificado declarações de Itiubenses, por todo este Brasil de Norte a Sul.

CARETA MALAGUETA (Valmir Simões) - Nos antigos carnavais se brincava com mais liberdade, as músicas possuíam belas letras, soavam bem aos nossos ouvidos, as brincadeiras nos salões de dança eram mais respeitosas, as fantasias eram belas sem o exagero da nudez dos dias de hoje.

AS REZADEIRAS ( Valmir Simões) - Em toda cidade do interior existem aquelas pessoas que, por razões que não sei explicar, possuem algo a mais que as outras.

RUÍNAS MAL-ASSOMBRADAS ( Hugo Pinto de Carvalho) - No povoado da Tapera, a seis quilômetros do centro da cidade, ainda hoje existem as ruínas do Palácio do Padre Severo que, segundo a história do município, teria sido construído nos anos de 1835 pelo rico religioso filho da terra que se ordenara na cidade de Coimbra em Portugal.

OS CIGANOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Descendentes de turcos, eles foram muitos, formando grupos   que percorriam as cidades do interior viajando em lombs de cavalos. Em Itiúba onde sempre acampavam nos arredores da cidade em tendas e barracas de lona, ficaram muito conhecidos

OS ANIVERSÁRIOS ( Fernando Pinto de Carvalho) - As comemorações de aniversários, naquele tempo, não eram muitas. Nelas não podiam faltar o chocolate líquido quentinho no bule e servido em xícaras de café, o suco de frutas e o bolo, tudo feito em casa.

O ZEZITO DO CINEMA II (Hugo Pinto de Carvalho) - Seu nome era José Andrade da Silva, porém, era mesmo conhecido por Zezito. Nascido e criado em Itiúba, foi uma figura inteligente e criativa e que adorava sua terra.

O CHOCALHO DO URUBU (Hugo Pinto de Carvalho) - A cidade sempre teve muitos urubus, talvez até pelo grande número de cavernas e grutas nas serras que facilitam sua procriação. Grandes auxiliares da limpeza pública, que não cobram nada por seus serviços, nem por isto deixavam de ser alvo de brincadeiras jocosas de algumas pessoas, além da "pecha" de azarento.

O TOCADOR DE REALEJO (Hugo Pinto de Carvalho) - Festas com orquestra e sanfona todo mundo conhece. Porém, ao som de realejo de boca, acredito que só em Itiúba tenha acontecido.

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS ( Humberto Pinto de Carvalho) - Vamos tentar relembrar um episódio arriscado repleto de emoções, que se passa em meados de 1950.

ADEMAR, O COZINHEIRO (Herbert Pinto de Carvalho) - Todos as pessoas prendadas, em especial do sexo masculino, por suas habilidades se destacam nas suas tarefas, quando são tradicionalmente executadas por mulheres. Nossa Itiúba nos idos de 1950 conheceu o Ademar uma dessas criaturas, cozinheiro, rapaz alegre, alto, de boa aparência, que tinha uns trejeitos ao fala

A ESCOLA GOES CALMON V (Fernando Pinto de Carvalho) - O Hugo, o Ivan, o Valmir e o Humberto já escreveram crônicas sobre a Escola Goes Calmon, aqui publicadas (veja links abaixo). Eu também quero escrever alguma coisa sobre a escola que muito ajudou na minha formação e na de muitos outros itiubenses que por lá passaram.

FILMES "SÓ PARA HOMENS" (Fernando Pinto de Carvalho) - O Cine-Itiúba pouquíssimas vezes exibiu filmes pornô, mesmo porque eles não eram muito comuns naquele tempo. Lembro-me de duas ou três exibições desses filmes que eram chamados de “Só para Homens”.

BRINQUEDOS DE CRIANÇAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como no meu tempo de criança em itiúba, ainda não existiam brinquedos manufaturados, a não ser bonecas para as meninas, os garotos tinham que improvisar e até "fabricar" seus próprios passatempos se quisessem se divertir.

OS RESERVADOS DOS BARES (Valmir Simões) - Os dois maiores bares de nossa terra, na época, tinham uma área restrita, separada das demais por uma ou duas largas divisórias de madeira formando quadradinhos como se fosse treliças. Por trás dela ficavam aqueles senhores que, por algum motivo, não desejavam serem vistos só ou acompanhados.

OBEDIÊNCIA AOS MAIS VELHOS (Valmir Simões) - Naquele nosso tempo as pessoas mais velhas eram merecedoras de muito respeito, eram tratadas de senhor ou senhora.

O SOLDADO PACIENTE (Valmir Simões) - Quem foi do nosso tempo lembra-se muito bem daquele soldado educado, atencioso e por demais paciente. O mundo podia se acabar em sua volta e ele nem estava aí.

A BARATINHA DO VALADARES (Valmir Simões) - Nem todo mundo de Itiúba a conheceu. Ela ficava, na maioria das vezes, dentro de uma grande garagem no quintal da residência do seu proprietário.

CARPINTEIROS E MARCENEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - Foram muitos os profissionais que exerceram esta arte em Itiúba, numa época em que a indústria de móveis ainda não havia chegado ao município.

ALAFAIATES E COSTUREIRAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a indústria de confecções de roupas demorou a chegar à cidade, os alfaiates e as costureiras formaram uma próspera e rendosa profissão por muito tempo.

COUROS E PELES (Hugo Pinto de Carvalho) - Antes da concorrência com os derivados do plásticos, o município se beneficiou muito com a exportação de couros e peles de animais, e, ao contrário do que se pensa, os danos  à fauna local não foram muito significativos porque embora fossem negociados couros de jibóias, teiús, onças suçuaranas, e veados campeiros, o volume maior era  mesmo de couros de boi e carneiros abatidos para o consumo.

AS CESTAS DE PALHA (Hugo Pinto de Carvalho) -Por longos anos a cidade manteve uma boa fonte de renda para a população de baixa renda, principalmente para as mulheres, com a fabricação artesanal de cestas e bolsas de palha de ouricurizeiro, um tipo de palmeira da família das palmáceas muito comum na região.

OS VELHOS MEDICAMENTOS (Hugo Pinto de /carvalho) - No meu tempo de criança em Itiúba, quando existia apenas a Farmácia Combate de Dona Ziru, e não havia nenhum médico residente na cidade, a auto-medicação era bastante praticada pela população.

A RAPADURA (Hugo Pinto de Carvalho) - O município já foi um grande consumidor da popular RAPADURA, um produto originário das cidades do recôncavo baiano, derivado do melaço da cana de açúcar, em formato de tijolos e em vários tamanhos.

A FARINHA DE MANDIOCA (Hugo Pinto de Carvalho) - Itiúba já foi um grande produtor de farinha de mandioca, notadamente no povoado da Pindoba, cuja produção chegava a ultrapassar os limites do consumo local, dando-se ao luxo de exportar o excedente para os muncípios vizinhos.

A FACA DE MOLA (Valmir Simões) - Eu residia em uma casa que ficava nas proximidades da Praça Nova, onde, na época, estava armado o Circo do Pedro Coruja. Junto a nossa residência foi alugado um imóvel para acolher o pessoal do circo pelo período de sua estadia em Itiúba.

PACOTE SURPRESA (Valmir Simões) - Criança faz estripulias do cão, fica matutando, inventando o que fazer.

O MANDACARU (Humberto Pinto de Carvalho) - Chuvas em ocasiões certas ou irrigação regular são certezas para dias melhores do lavrador da terra no sertão de Itiúba. Sofrer impassível ou abandonar tudo que resta como sua casa, sua roça e seus parentes em busca de alternativas de sobrevivência é a terceira.

ABELHAS AFRICANAS (Humberto Pinto de Carvalho) - Elas chegaram de mansinho vindo do “não sei de onde”. Escolheram e se concentraram nas pequenas cavidades, buracos de tatu e ocos de arvores existentes nas encostas das serras de Itiúba. Eram vistos com curiosidade os enxames em pleno vôo ou quando paravam para descansar da longa viagem. Logo se espalharam por todo município.

A SERRA DO CRUZEIRO (Hugo Pinto de Carvalho) - Durante as comemorações da semana santa, principalmente na sexta-feira da paixão, a cidade teve como costume formar inúmeros grupos de pessoas para a subida da serra até o seu topo, onde ainda hoje existem dois velhos cruzeiros de madeira sem nenhuma inscrição ou referência de quem os colocou alí.

AÇUDE JENIPAPO (Hugo Pinto de Carvalho) - Construído em 1921 no governo do Presidente Epitácio Pessoa, com a finalidade de amenizar a falta de água na cidade devido as grandes estiagens da época, o velho açude se revelou um enorme fracasso, considerando que suas águas logo se mostraram impróprias para o consumo humano por causa de seu do alto teor de sal.

AS ANDORINHAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Por muitos anos a torre da Igreja Católica serviu de abrigo para os vários bandos de andorinhas que viviam tranquilamente na cidade sem que fossem pertubadas, nem mesmo pelos "badogueiros" que as respeitavam.

AS PINHAS DA VELHA PRETA (Hugo Pinto de Carvalho) - No morro do saquinho morava uma senhora conhecida por "Velha Preta," dona de um pequeno terreno cercado por varas trançadas e pontiagudas onde ela cultivava  pinhas para vender. Como o terreno era muito seco ela o molhava constantemente com a água tirada em latas de um grande caldeirão de pedra,próximo, e, assim,. conseguia produzir suas frutas e ganhar alguns trocados a mais.

O JARAGUÁ 2 (Hugo Pinto de Carvalho) - Personagem fantástico do Bumba-meu-boi, segundo o mestre Aurélio, o Jaraguá foi por muito tempo uma figura constante em Itiúba, tanto nas festas de Reis (6 de janeiro) como nos carnavais de rua.

AS CARROÇAS ( Hugo Pinto de Carvalho) - Por muitos anos as carroças puxadas a burro faziam todo tipo de carretos e transportes no município, até mesmo mudanças.

OS PONGUISTAS ( Hugo Pinto de Carvalho) - Até os anos de 1960, mais ou menos, como era grande a movimentação de trens na cidade, os garotos desenvolveram uma perigosa brincadeira de "pongar" como eles diziam, que consistia em correr paralelo ao comboio e com uma mão agarrar-se ao corrimão de uma escada de aço existente em todos os vagões da época e, rapidamente, pular para o primeiro degrau.

A CACHAÇA ( Hugo Pinto de Carvalho) - Como o município não produzia cachaça e a procura era grande pelos amantes da "pinga", logo surgiram alguns depósitos que compravam a "branquinha" nas cidades de Cachoeira e Santo Amaro em grandes barricas de aduelas que chegavam transportadas de trem. Eram, então, engarrafadas com a vantagem de se colocar o nome que quisesse.

O BADOGUE (Humberto Pinto de Carvalho) - Nós que nascemos no sertão baiano e em especial em Itiúba, até hoje pronunciamos BADOGUE para identificar uma peça, com uma forquilha de madeira, em forma de Y, que se prende duas tiras de borracha, cortadas de câmara de ar automóvel ou caminhão, com um pequeno pedaço de couro preso nas extremidades, com finas fitas da mesma borracha.

AQUECIMENTO GLOBAL (Humberto Pinto de Carvalho) - Hoje ouvimos em rodas de amigos e lemos em jornais e revistas que o “efeito estufa” ou “mudanças climáticas” ameaçam e encurtam a vida de tudo e de todos na Terra. Algumas pessoas têm consciência do perigo.

FRUTAS DE PALMA (Humberto Pinto de Carvalho) - Itiúba sempre experimentou grandes estiagens com secas de dois e três anos.

ARRAIAS (Humberto Pinto de Carvalho) - Beleza, encantamento, lendas, símbolo e mito são algumas palavras que descrevem este objeto voador preso numa linha e com poderes para libertar a imaginação de homens, mulheres e crianças do meu tempo.

O PIÃO NA UNHA (Humberto Pinto de Carvalho) - Jogar pião é diversão e ao mesmo tempo pura arte. Vamos tentar descrever como é jogado.

OS GANSOS DE "DONA" MAROCAS (Hugo Pinto de Carvalho) - "Dona" Marocas, mãe do Sr. Antônio Valadares, morava em um casarão que ficava nas proximidades da estação ferroviária e que era rodeado por um grande pomar onde existia uma enorme variedade de frutas que despertavam a curiosidade e o apetite da meninada da Escola Goes Calmon, localizada nas suas imediações, e os garotos mais afoitos não mediam as dificuldades para pular a cerca de arame-farpado para pegá-las.

A MATANÇA DOS PORCOS (Hugo Pinto de Carvalho) - O Código de Postura do Município que vigorou no período de 1950 a 1960 determinava que os animais que fossem encontrados soltos nas ruas da cidade seriam recolhidos a um grande terreno cercado pertencente a Prefeitura e que seriam devolvidos posteriormente aos seus donos mediante o pagamento de uma taxa e que se não fossem procurados num prazo de 30 dias seriam leiloados.

OS APELIDOS DOS AMIGOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a cidade era pequena todo mundo era amigo de todo mundo e era fácil colocar apelidos uns nos outros.

PROGRAMAS DA RÁDIO CULTURAL ( Hugo Pinto de Carvalho) - No auge da Rádio Cultural foram criados alguns programas de auditório, entre eles "A Hora da Criança" e "Desfile de Calouros", onde cada um mostrava suas habilidades.

O RIACHO DO COITÉ (Hugo Pinto de Carvalho) - Invariavelmente, durante as fortes chuvas de verão que se iniciavam entre os meses de outubro e dezembro da cada ano, o Açude do Coité, ao sul da cidade, enchia com as correntezas do alto da Serra da Itiúba e transbordava jogando suas águas no leito do riacho que também se chamava Coité e aí iniciava uma carreira de mais de seis quilômetros até chegar ao Açude do Jenipapo, na zona norte.

O HOMEM QUE AS COBRAS TEMIAM (Hugo Pinto de Carvalho) - Até os anos de 1950 viveu em Itiúba um cidadão filho da terra, pai de família, trabalhador respeitado por todos e que morava na Rua da Estação e tinha um forte e inexplicável poder sobre as cobras, fossem venenosas ou não.

O PÁSSARO QUE CANTAVA O HINO NACIONAL (Hugo Pinto de Carvalho) - O Sr. Pombinho Pinto, velho comerciante, pecuarista e político da cidade, criava um lindo pássaro de penugem vermelha, amarela e preta, conhecido como "sofrer", muito comum na região.

O JACARÉ DO TANQUE DA NAÇÃO (Hugo Pinto de Carvalho) - Por algum tempo habitou as águas do velho Tanque da Nação um pequeno e misterioso jacaré que ninguém sabia explicar de onde teria vindo e quem o colocara ali.

OS VELHOS MOTORISTAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1950 apenas dois motoristas e dois velhos caminhões existiam no município.

O MORTO ENTERRADO 3 VEZES (Carlos Pires - Bentevi) - Contam que um sargento morreu na regão do Povoado de Picos e foi enterrado com a sua farda de gala.

O TRIO ELÉTRICO IMPROVISADO (Hugo Pinto de Carvalho) - Os velhos carnavais de rua da cidade eram animados pela mesma orquestra que tocava à noite nos bailes do Clube e isto era muito cansativo para para os músicos.

O BOLACHÃO DO 'SEU' JOÃO DE CASTRO (Valmir Simões) ´- A crônica As Padarias, escrita por Hugo P. Carvalho, fez-me rememorar a minha infância quando ajudava meu pai no seu armazém onde, sobre um dos cantos do balcão, tinha um expositor com vidros dos lados e uma portinhola que dava para a parte interna onde eram acondicionados pães e bolachões fornecidos pelo seu primo João de Castro e o pagamento era feito ás sextas-feiras.

GOLEIRO, SAPATEIRO E PANDEIRISTA (Valmir Simões) - Amigo de velhos tempos, sorridente, sempre o tratei pelo apelido, assim como muitos itiubenses.

OS DELEGADOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Foram muitos os delegados que colocaram ordem na cidade numa época em que nem remunerados eram, pois aceitavam o cargo unicamente pensando na cidade e para colaborar com os prefeitos e cumpriam sua missão com dignidade e justiça, muitas vezes até em prejuizos de suas atividades comerciais.

OS MÉDICOS (Hugo Pinto de Carvalho) - Entre alguns médicos que residiram em Itiúba dois merecem destaques aqui pela competência, dedicação e assistência que prestram à população, praticamente sem exigir pagamentos dos mais necessitados numa época em que a cidade passava por dificuldades por causa das secas que a assolavam gerando muitas doenças epidêmicas.

OS VEREADORES (Hugo Pinto de Carvalho) - Em Itiúba a política sempre foi polêmica e até a década de 1960.

OS CORONÉIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como toda cidade do interior, Itiúba também teve os seus coronéis políticos e, o que é melhor, todos eles voltados para o progresso da terra e não em benefícios próprios, coisa rara.

A VERDADEIRA TAMPA-DE-CAPUCO (Valmir Simões) - A verdadeira aguardente é aquela que é fabricada nos engenhos de cana e possui certificação de sua pureza e qualidade superior, com sabor agradável e teor alcoólico dentro dos padrões estabelecidos por órgãos oficiais.

A DUPLA COSME E DAMIÃO (Valmir Simões) - Itiúba vivia momentos de terror. Duas famílias tradicionais do município brigavam entre si pelas divisões de terras em determinada região, chegando ao ponto de um dos senhores ser atingido com um tiro que, por pouco, não lhe custou a vida.

ENTERRARAM A SERRA-VELHA (Valmir Simões) - Em razão de tanto tempo ausente de minha terra natal, tenho conhecimento do que ocorre por lá somente através dos amigos que sempre me avisam: - Estou indo pra terrinha hoje. Com o coração apertado mando lembranças para os amigos itiubenses.

AS PANELEIRAS DA TAPERA (Valmir Simões) - A região da Tapera sempre se destacou na fabricação de utensílios de barro, principalmente panelas, potes, frigideiras,aribés, moringas, etc.

A DUPLA DESAFINADA (Valmir Simões) - Naquele tempo, mais ou menos em 1961, com os meus 17 anos de idade, eu ainda residia em Itiúba e tinha um grande círculo de amizades, entre primos e amigos.

A VEZ DOS CÁGADOS (Valmir Simões) - Naquela parte do reservado do Bar Central, próximo as mesas de snooker, o amigo Edvaldo Andrade explicava para alguns como alimentava a sua criação de cágados e os cuidados que dispensava aos bichinhos para que desenvolvessem um bom tamanho.

OS FERREIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - Num tempo em que pouca coisa pronta ou manufaturada era encontrada na cidade, a presença dos ferreiros era indispensável e em Itiúba moraram alguns representantes desta difícil (e quente) profissão.

OS GARIS (Hugo Pinto de Carvalho) - Como a cidade sempre foi pobre, a limpeza das ruas e coleta do lixo eram feitas por apenas um gari contratado pela Prefeitura. Eu me lembro que o mais conhecido e o que mais tempo permaneceu no cargo foi o "Tonho Véio".

O CONFESSIONÁRIO (Humberto P. de Carvalho) - Quem teme a Deus não esquece o Confessionário. Um móvel de madeira trabalhada, com uma cadeira no seu interior para o Padre sentar e ouvir, através de uma pequena janela, as confissões dos pecadores e pecadoras

O BOM ARTUR (Valmir Simões) - Conheci um amigo do meu pai que todos os dias ia ao nosso armazém para tomar uns goles de uma bebida com infusão de raízes que era apreciada pelos fregueses e que diziam servir para muitos males.

ATO DE VANDALISMO (Valmir Simões) - Aconteceu entre os anos de 1962/63. Alguns jovens Itiubenses, revoltados com uma decisão de um forte político local, resolveram fazer um protesto por não aceitar o que foi determinado.

OS FOGUETEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - A cidade teve muitos fogueteiros justamente numa época em que além dos festejos juninos também as festas de largo promovidas pela Igreja eram efusivamente comemorados com muitos fogos de artifício.

OS SAPATEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - A cidade teve muitos fogueteiros justamente numa época em que além dos festejos juninos também as festas de largo promovidas pela Igreja eram efusivamente comemorados com muitos fogos de artifício.

A PRAÇA NOVA (Valmir Simões) - Criança não esquece de nada, o tempo passa mas, na sua memória, fica tudo registrado. Da mais tenra idade até a velhice as lembranças permanecem. A Praça Nova, pelo seu próprio nome, nunca envelhece, continua nova, se transforma com o decorrer do tempo, mas quem por lá brincou, tem um filme na sua mente e as lembranças são infinitas.

A FARINHA DE BRÓ (Valmir Simões) - Meu filho abra sua mão, vou mostrar-lhe uma coisa que você nunca viu na sua vida. Colocou a mão dentro de uma mochila e tirou um pequeno pacote, abriu e começou a despejar, levemente, algo que mais parecia serragem na cor de ferrugem.

O DINHEIRO (Humberto P. de Carvalho) - Estamos escrevendo cada um contando a sua história ou o seu momento inesquecível. Vamos abordar o assunto dinheiro que sempre foi a preocupação do rico e do pobre e que pode enriquecer o Projeto Memória de Itiúba quando algum itiubense lembrar de qualquer episódio relacionado a este assunto.

A ESCOLA GOES CALMON IV (Humberto P. de Carvalho) - Sempre recordo o tempo que estudei na Escola Góes Calmon que desde 1926 funciona no mesmo prédio, na antiga Rua da Estação. Lembro dos colegas e das Professoras, em especial D. Celina e D. Hilda Mendonça, minhas únicas professoras que além de bem ensinar, não esqueciam os seus ex-alunos.

A HISTÓRIA DE CADA UM (Humberto P. de Carvalho) - Vamos garimpar nossas histórias. Esta iniciativa não tem dono. É de todos nós itiubenses. É um Projeto para esta e outras gerações. Cabe agora a partida de maneira efetiva para escrever, falar, copiar, fotografar, enfim tudo que se puder saber para ser divulgado através do Site www.itiuba.kit.net/itiuba e resguardo da Ong Serra de Itiúba.

O ABECÊ (Humberto P. de Carvalho) - O assunto é antigo e sempre diverte o desocupado, a dona de casa, o letrado das feiras livres de todo nordeste brasileiro. Acompanhou o “pau-de-arara” ou retirante para os puritanos, quando do êxodo para os estados de São Paulo e Paraná.

A ANTENA DE TV 2 (Hugo Pinto de Carvalho) - Na crônica 123 o Valmir Simões relatou a experiência do Zanoni tentando captar o sinal da TV na cidade com uma antena em cima da Pedra Montada e que só pegou "chuvisco".

O BUMBA MEU BOI (Herbert Pinto de Carvalho) - Quando menino sempre acompanhava a festa do Bumba Meu Boi em Itiúba. Não sabia separar o profano do sagrado, bem como o que significava as danças do Rei e seus comandados, todos vestidos com roupas que imitavam a Corte Imperial e usavam espadas de madeira como armas, porém, entendia o Vaqueiro Mateuzinho e seus assistentes, tão bem caracterizados. Todos os componentes eram moradores da Fazenda Tapera.

MEU PAI E SEUS CACHORROS (Fernando Pinto de Carvalho) - Meu pai criou vários cachorros em nossa casa. Eles eram os seus inseparáveis e confiáveis companheiros em suas caçadas noturnas e diurnas.

OS VENDEDORES DE OURO (Fernando Pinto de Carvalho) - Não há a mínima possibilidade da atividade deles ser executada hoje em dia. A insegurança atual não permite. Estou falando dos Vendedores de Ouro, pessoas que iam de casa em casa para vender relógios, anéis, pulseiras, brincos, argolas, correntes, crucifixos, medalhas e outras jóias. Sempre bem vestidos e carregando uma enorme e pesada pasta de couro que tinha várias divisórias e compartimentos onde eles acomodavam, cuidadosamente, as suas valiosas mercadorias.

OS BORRACHEIROS (Hugo Pinto de Carvalho) - omo até o ano de 1981 a cidade não tinha energia elétrica durante o dia, a vida dos dois borracheiros, PEDRO GROSSO e PRETINHO, não era nada fácil.

FESTINHAS AO SOM DE DISCOS DE VINIL (Hugo Pinto de Carvalho) - Na Itiúba do meu tempo, como era difícil conseguir dinheiro para as festas, os rapazes (eu inclusive) e as moças, criaram a ASSOCIAÇÃO JUVENTUDE ITIUBENSE que, entre outras atividades, servia para promover festinhas dançantes em casas de familias tradicionais da cidade.

AS PADARIAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960 existiam três padarias na cidade, todas com fornos aquecidos à lenha.

NOTÍCIAS VELHAS (Hugo Pinto de Carvalho - No meu tempo de adolescente em Itiúba não se tinha telefone, televisão, nem banca de jornais. Energia elétrica só à noite com o velho motor da Prefeitura Municipal e somente das 18h às 22h. às 21h30min o Jovininho Eletricista dava um "sinal", apagando e acendendo rapidamente a luz, e todo mundo ficava sabendo que meia hora depois seria só escuridão.

JOAQUIM BANDEIRA (Hugo Pinto de Carvalho) - Até a década de 1960 toda cidade do interior tinha sua bandinha e em Itiúba não foi diferente.

AS FILARMÔNICAS (Hugo Pinto de Carvalho) - Até os anos de 1960 perambulou pela cidade um pedinte cujo apelido era Joaquim Bandeira.

TIPOS DIFERENTES E ENGRAÇADOS II (Hugo Pinto de Carvalho) - Na página 4 deste site o Fernando falou, de forma bem interessante, sobre alguns tipos engraçados que habitaram a nossa querida Itiúba, porém, como alguns ficaram de fora estou citando mais três:

ASES DO FUTEBOL ITIUBENSE (Hugo Pinto de Carvalho) - Eles não tiveram chances, porém, poderiam ter jogado em qualquer time profissional. Nas décadas de 50 e 60, principalmente, a cidade viu surgir os seus maiores jogadores de futebol, coincidentemente com a criação do Grêmio da Associação Juventude Itiubense, cuja sede ficava anexa ao prédio da Sociedade União 2 de Julho. Como foram muitos vou citar apenas os três melhores dos melhores, ou seja, os fora-de-série.

O LOLOTINHA E O CINEMA (Hugo Pinto de Carvalho)O valmir Simões já falou aqui sobre o Lolotinha e sua disputa com o Adelino do Ló para ver quem era mais rápido no carrinho de mão, porém achando que o assunto sobre o moço ainda não se esgotou aí vai mais um caso.

O CHULÉ DO SANFONEIRO (Valmir Simões) - Meu pai me contava como era sua vida de solteiro em Itiúba. Tocava trompete em uma filarmônica daquela época sem ganhar nenhum tostão, era festeiro e muito namorador.

O CASTIGO DO ENTERRADO (Hugo Pinto de Carvalho) - O Fernando já escreveu uma historinha aquí sobre o Zequinha, que por ter o pescoço curto tinha o apelido de "Enterrado", porém, como o moço era mesmo irrequieto, aí vai mais esta: era costume do nosso amigo tomar banho de chuva nos fortes aguaceiros de verão, principalmente depois de tomar uns pileques.

PIROCA DO LINO (Humberto P. de Carvalho) - Nossa Itiúba, do início do Século passado até a descoberta dos antibióticos, ganhou fama como refúgio para os doentes da tísica (tuberculose pulmonar) que aqui desembarcavam desenganados pelos médicos. Talvez, juntos, o ar puro das serras, o cheiro da chuva e a tranqüilidade tenham contribuído para esse milagre.

A NOSSA LINDA JUVENTUDE (Valmir Simões) - Em Itiúba, os dias de sábado e domingo eram especiais para o namoro em razão das festinhas, bailes etc. Às vezes, faço certas comparações entre o ontem e o hoje e as diferenças são gritantes, principalmente quanto ao relacionamento das pessoas.

O NAMORO DE ANTIGAMENTE (Valmir Simões) - Sei muito bem o que é isto, pois quando falamos ou escrevemos a respeito da nossa querida Itiúba, aqueles que viveram na nossa época sentem um aperto no peito, cheio de saudades e recordações, por tudo que fizemos e pelos bons amigos que conquistamos em um relacionamento sadio.

UM CAMANDAROBENSE EM SÃO PAULO ( José Jorge Junqueira) - O ano era 1967, eu tinha 11 anos de idade, quando minha mãe resolveu me levar para São Paulo para ir morar com os meus tios que já estavam por lá fazia alguns anos. Tempos difíceis aqueles. Eu morava na Camandaroba. O açude estava quase seco, os peixes morrendo e a água já não era mais potável. Seca das brabas que já durava difíceis longos anos. A água para beber tínhamos que buscar muito longe, umas duas a três léguas distante de onde morávamos. Era uma época em que se lavava somente os pés para dormir.

A BALAUSTRADA DA PREFEITURA (Fernando Pinto de Carvalho) -Acredito que a balaustrada foi construída juntamente com o prédio da Prefeitura. Não tenho certeza disso, mas prometo que vou fazer uma pesquisa sobre o assunto. O que eu sei mesmo é que ela sempre foi o ponto de encontros noturnos da juventude itiubense.

O ZÉ DO QUEBRA-QUEIXO (Fernando Pinto de Carvalho) - Há dois anos, numa das viagens que fiz a Itiúba, vi o Zé do Quebra-queixo vendendo, do mesmo jeito que fazia há quase cinquenta anos, o seu quebra-queixo feito de rapadura e coco, na Avenida Getúlio Vargas.

GRUTAS E CAVERNAS 2 - (Humberto P. de Carvalho) - Esta é continuação dos relatos já escritos e que fazem parte do acervo “Lembranças do meu tempo”. Como explicamos anteriormente trata-se de um registro e também um apelo para salvarmos o que temos escondidos no interior das montanhas itiubenses.

GRUTAS E CAVERNAS 1 - (Humberto P. de Carvalho) - Sem nenhuma intenção de vandalismo, os jovens audaciosos, sem entender do assunto, se revestem de atitudes pesquisadoras em busca dos objetivos das manifestações e temores aos lugares escuros, morada do bem-escondido, ou mesmo por pavor dos seres invisíveis, sem noção de perigo e com sobra de coragem acima do limite do encantamento dos amadores. Prevalecia o desejo da descoberta.

O INFERNO 17 - (Valmir Simões) - Para os jovens da Itiúba de hoje o título acima causa espanto, mas, naquela época, Inferno 17 era o local onde a galera se reunia para degustar as galinhas assadas surrupiadas dos quintais alheios, após as noitadas de serestas em vários locais da cidade.

ARMAMENTO CAMUFLADO - (Valmir Simões) - Eu tinha mais ou menos meus 14 anos de idade e não esqueço daquele espaço na nossa residência que servia para guardar uma infinidade de armas de todos os tipos e calibres, todas lubrificadas engraxadas e enroladas em papel manteiga.

UM DIA DE SUFOCO - (Valmir Simões) - Certo dia, como de costume, estavam vários amigos na frente do nosso armazém batendo papo, jogando conversa fora, contando as proezas de cada um, sorrindo e, às vezes, dando enormes gargalhadas em razão dos casos relatados.

IDOSO NÃO É VELHO (Humberto P. de Carvalho) - Na historia do tempo nem tudo agrada, mas, sem alternativa, temos que apelar para os mais idosos e, quem sabe, pedir para administrarem a crescente população interiorana, sem esquecer que os jovens serão os donos do futuro.

O PAPAFIGO (Valmir Simões) - Papafigo era como chamavam em Itiúba uma figura lendária. As mães faziam questão de repassar as estripulias dessa estranha criatura às crianças, com o objetivo de amedrontá-las para não saírem para a rua.

O LAMBE-LAMBE (Valmir Simões) - Acredito que nos dias de hoje seja uma profissão em extinção, mas, antigamente, na nossa querida Itiúba, ali bem pertinho, na praça da igreja, era comum a presença dessa figura tão popular na época.

A LITERATURA DE CORDEL NA FEIRA DE ITIÚBA (Valmir Simões) - Nas pequenas cidades do nordeste as feiras livres sempre foram o palco para a difusão da Literatura de Cordel. Na nossa terra não podia ser diferente.

O CARRO-DE-BOI DO SINHOZÃO (Valmir Simões) - Ainda garoto, com idade em torno de 10 anos, eu morava vizinho à casa do Sinhozão e lembro-me que, por causa de uma chuvarada intensa, o muro de adobão que dividia os quintais não resistiu e foi ao chão ficando, desta forma, sem divisão entre uma propriedade e outra, facilitando o trânsito da criançada de um lado para o outro.

EXPERIÊNCIA SOFRIDA (Humberto P. de Carvalho) - Este é um relato sobre o modo de vida, esticado ao limite, num painel das diversidades presentes no dia-a-dia de um jovem itiubense, fadado ao óbvio comparado e exigido hoje.

O PEDINTE (Valmir Simões) - Eu era bem moço, mas, lembro-me das coisas daquele tempo, como se fosse hoje.

O GRAMOFONE DO SEU ANTÔNIO (Valmir Simões) - Sobre aquele balcão estava sempre uma verdadeira relíquia com vários discos 78 rotações ao lado.

A MULINHA DO JOÃO MARTINS (Valmir Simões) - Carnaval e futebol eram duas paixões do saudoso João Martins, pessoa que conheci bem de perto por trabalhar na Leste, próximo a minha residência.

O SUMIÇO DO PINTO (Humberto P. de Carvalho) - Conheci um garoto nascido no Pará, que veio morar em caráter definitivo em Itiúba na década de 1940, quando seu pai, aposentado como Juiz de Direito, resolveu retornar a terra aonde nasceu.

A LOJA ELEGANTE (Valmir Simões) - Era, sem dúvida, a loja mais completa da cidade.

A SEMANA SANTA (Valmir Simões) - Itiúba se envolvia num clima de tristeza quando chegava a semana santa que lembrava os sofrimentos que Jesus Cristo, passou há 2000 anos.

OS ENGRAXATES II (Valmir Simões) - A escolha do ponto era primordial para ganhar a freguesia e não sei como conseguiam se manter apenas, engraxando sapatos.

FAROESTE EM QUADRINHOS (Valmir Simões) - Na entrada do nosso Cine-Itiúba, junto daquela imensa porta de ferro, ficava a garotada vendendo ou trocando revistas de faroeste em quadrinhos, com ou sem capa, não importava a capa e sim o conteúdo.

O AMOLADOR DE TESOURAS (Valmir Simões) - Hoje em dia é coisa difícil de ver, mas naquele tempo era muito comum aquele homem atravessando as ruas da nossa cidade, soprando o seu realejo de onde saia um som agradável para os nossos ouvidos.

REVISTA SELEÇÕES (Valmir Simões) - Quem não se lembra da revista Seleções que chegava às mãos dos leitores Itiubenses através do correio.

CACHORRO DOIDO (Hugo Pinto de Carvalho) - Havia uma crença na cidade de que cachorros arruinados não morriam de tiros e a morte deles só poderia ser provocada por meio de muitas pancadas nos sofredores animais

REVISTA "O CRUZEIRO" (Fernando Pinto de Carvalho) - Durante muitos anos da década de 60, a revista “O Cruzeiro” foi a principal, talvez a única, fonte de informações exteriores confiáveis da cidade. Semanalmente, cerca de 40 exemplares da revista chegavam pelo correio para o meu irmão Bertinho, Agente Distribuidor autorizado, e eram entregues às famílias assinantes, por meio de meninos remunerados para isso.

ALMANAQUE DO PENSAMENTO (Fernando Pinto de Carvalho) - Lendo a crônica “Almanaque Capivarol” do meu amigo Valmir Simões, publicada neste site, lembrei-me do famosíssimo “Almanaque do Pensamento”, publicação anual, cuja aquisição não era gratuita como a dos almanaques Capivarol e Biotônico Fontoura, citados por ele.

ALMANAQUE CAPIVAROL (Valmir Simões) -O Almanque Capivarol era um livrinho que tratava de vários assuntos como: datas festivas, feriados, luas, indicações úteis, trechos de literatura, poesias, anedotas e datas certas para o plantio.

CORAÇÃO DE BIZUNGA (Valmir Simões) - A meninada da minha época gostava de caçar com badogue.

NO TEMPO DO ROSKOF (Valmir Simões) - Aqueles amigos da minha época lembram muito bem dos antigos relógios de bolso movidos a corda.

O CAUBOI ITIUBENSE (Humberto Pinto de Carvalho) - Tudo começou quando nos idos de 1935 a nossa querida Itiúba, tão bela nas formas de relevos serranos, se desligava do domínio político de Queimadas.

O DIAROLOU (Valmir Simões) - O nome é confuso, uns chamam Diarolou, outros Diabolô, só sei dizer que era uma brincadeira engraçada e que todos que a assistiam admiravam a destreza de quem participava.

NOMES DESGASTADOS PELO TEMPO (Herbert e Hildebrando Pinto de Carvalho) - Hoje todos os itiubenses que estão na fase dos “entas” lembrarão com saudade as palavras usadas nos colóquios diários nos tempos da vovó. Para esta fase deste trabalho contamos com colaboração de poucos.

RETALHOS (Raimundo Barreto de Freitas - Teixeirinha) - Os carnavais do passado eram, sem dúvida, mais animados do que os de hoje.

O PUNHAL DO JAGUNÇO (Valmir Simões) - Certo dia dois amigos do meu pai que residiam na região da Pedra Solta, ao chegarem à cidade, foram a nossa venda e o chamaram para ir até o depósito, pois queriam mostrar uma verdadeira relíquia que traziam enrolada em um saco de calhamaço, dentro de um boca-pio, pois se tratava de uma arma proibida.

A ASSOMBRAÇÃO DO OUTRO MUNDO (Valmir Simões) - Naquela velha estação ferroviária de Itiúba, quando não tinha mais movimento nos horários dos trens, ficavam várias pessoas conversando, junto ao janelão da frente.

TRÊS VERDADES (Humberto Pinto de Carvalho) - Quando afirmamos que entre os vales e planaltos da Serra de Itiúba não existem mentirosos, poucos acreditam e muitos acham que é exagero.

OS ESCOVADORES (Valmir Simões) - Realmente o Teia tinha razão ao dizer que, naquele tempo, quando um rapaz estava namorando com certo exagero estava “escovando”, como o meu amigo Fernando escreveu no conto “O Teia”, com muita propriedade.

O CAXIXE (Valmir Simões) - Itiúba possuia um distrito, naquela época, por nome Picos, muito famoso e bastante conhecido pela produção de uma fruta do sertão chamada de umbu ou imbu.

A CACHAÇA DE BARRIL (Valmir Simões) - O Arrecadação (Trem de Carga) vinha de Salvador para Juazeiro e, como o próprio nome já dizia, tudo arrecadava nas estações que passava.

AS BALAS JOTA-JOTA (Valmir Simões) - Quem foi daquele tempo ainda se lembra daquelas balas em forma de batom vendidas em todos os cantos de Itiúba e que a meninada adorava, pois vinha enrolada com uma notinha de dinheiro falso.

A BOMBA DE NOVELO (Valmir Simões) - A história aconteceu com os açougueiros que vendiam carnes no antigo Açougue Municipal de Itiúba. Não sei se ele ainda existe e se as instalações ainda são as mesmas.

O BAZAR POPULAR (Valmir Simões) - Quem conheceu o Bazar Popular lembra-se muito bem dele. Era considerado o maior estabelecimento comercial da cidade. Na sua diversificação de mercadorias, a variedade era tamanha que um funcionário novo na casa ficava atordoado sem saber se tinha ou não a mercadoria que o freguês desejava e não sabia se procurava embaixo do balcão, no teto, ou nas prateleiras.

NO TEMPO DA PENICILINA (Valmir Simões) - Quem foi daquela época tem muitas histórias para contar.

USOS E COSTUMES (Hildebrando Pinto de Carvalho - Banduca) - Vou contar uma das passagens da minha infância, porém, devo ressalvar que não quero ironizar os costumes e figuras públicas da época, apenas contribuir com mais uma verdade comum na nossa querida Itiúba, nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial.

CONTADORES DE HISTÓRIAS (Herbert Pinto de Carvalho) - Tenho que começar explicando que entre o conversador e o mentiroso existe diferenças sutis. O primeiro quer apenas matar o tempo. O segundo quer demonstrar que é bom de prosa e não liga para as horas gastas com causos supostamente verdadeiros.

PRIMEIRA VEZ NO CINEMA (Humberto Pinto de Carvalho) - O cinema quanto visto por quem entende pode e deve ser descrito como a “Sétima Arte”, contudo, há quem descreva a sua primeira vez no cinema assim...

O MELHOR DIA DA SEMANA (Valmir Simões) - O Domingo era, sem dúvida, o melhor dia da semana para uma cidade pequena como a nossa.

O CARNAVAL DAQUELE TEMPO (Valmir Simões) - O carnaval, em tempos passados, era comemorado com brincadeiras um tanto violentas.

MANOEL PINTO PRIMO, O PIONEIRO (Enock da Silva Pinto) - Em dezenove de fevereiro de mil oitocentos e noventa e cinco nascia no Povoado de Itapicuru, que fica localizado na confluência dos rios Itapicuru-mirim e Cariacá, o cidadão Manoel Pinto Primo, filho de D. Luiza Pinto de Azeredo e irmão de D. Maria Pinto de Carvalho e Belarmino Pinto de Azeredo.

O BOM "ABAFABANCA" (Valmir Simões) - Entre o Bar Central do Carlos Pires e a Alfaiataria do Joãozinho existia um cômodo com duas ou três portas de frente e cuja área construída e coberta não media mais do que 30 m2.

A BICICLETA DE MOÇA (Valmir Simões) - Tenho uma nítida lembrança do local onde se alugava bicicletas em Itiúba. Além de ser um estabelecimento comercial de gêneros alimenticios, servia, também, como oficina para consertos de pneus furados e aros tortos. O próprio dono cuidava de tudo.

O TREM-DE-FERRO (Hugo Pinto de Carvalho) - A casa onde nasci e me criei, em Itiúba, ficava às margens da velha estrada de ferro da "Rede Ferroviária Federal Leste Brasileiro" que liga Salvador a Juazeiro. Para ser mais exato, o trem passava apenas a quinze metros da calçada.

O TREM DA LESTE (Humberto Pinto de Carvalho) - Poucos jovens são capazes de associar o significado do título acima a uma bela lembrança vivida por seus pais e avós. Muitos que estão na chamada Terceira Idade, também, denominada “pé-na-cova” sentem saudades das viagens de trem puxado por máquina a vapor, que sussurrava “CAFÉ COM PÃO BULACHA NÃO” para si mesma, como se soubesse o seu fim envolto na fumaça preta, produzida ao queimar lenha verde, seu combustível.

ITIÚBA A TERRA EM QUE NASCI (Hugo Pinto de Carvalho) - Com a intenção apenas de relembrar a velha e querida cidade da qual eu, assim como inúmeros conterrâneos que por algum motivo tivemos de deixá-la um dia, tive a idéia de criar um DVD onde fosse mostrada alguma coisa sobre suas belezas naturais, costumes, pessoas importantes, antigos coronéis, políticos, história, estatística, curiosidades, esportes, informações, fauna, flora, enfim, tudo que fizesse lembrar a terra. Assim, com uma idéia na cabeça e um computador na mão e com a cooperação dos irmãos Humberto, Hildebrando, Herbert, Fernando e Wilton que providenciaram as fotos e ajudaram nas pesquisas, criei, em outubro de 2004, o DVD "ITIÚBA - a terra em que nasci," com duração de 30 minutos e apenas 15 cópias distribuidas gratuitamente entre os familiares.

A MATANÇA (Idelson José Carneiro) - Quando olhava os esboços que fiz para o carro do Ló, a pedido do Bertinho, lembrei-me de uma reportagem, apresentada na televisão, com pecuaristas dos Estados Unidos da América.

BONS TEMPOS AQUELES (Idelson José Carneiro) --Era o começo dos anos cinqüenta. Eu, como toda a rapaziada na faixa dos 16-17 anos, levava aquela vidinha, sem perspectiva, sem ter absolutamente nada para fazer naqueles longos dias. Itiúba tinha, naquela época, acho que oito ou 10 mil habitantes. A grande novidade era o cinema, uma coisa fascinante que estava chegando à cidade graças à coragem empreendedora do itiubense Bertinho. Esse nosso conterrâneo “bancou” o Cine-Itiúba, por alguns anos, por ser um grande entusiasta do cinema e por amor à sua terra.

A MODA DA NOSSA ÉPOCA (Valmir Simões) - Verificando uma foto existente no site de fotos de Itiúba (www.itiubadomeutempo.kit.net) de uma comemoração em frente ao antigo Bar Central, onde eu e muitos amigos ali presentes estávamos usando as famosas Sandálias Japonesas, lembrei-me de que, na década de 60, elas estavam na moda e toda a juventude queria curti-las, em qualquer ambiente. Moda é definida como uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar, se vestir ou pentear, pois é, essa definição reflete bem aquela época.

O CAÇADOR CHORÃO (Valmir Simões) - Naquele tempo não existia Ibama e não tenho nenhuma lembrança de proibição de nenhum tipo de caça. Na feira livre, aos sábados, era muito comum encontrar animais silvestres sendo vendidos vivos ou abatidos, moqueados ou não. Era uma infinidade, tais como: veados, cotias, tatus, perdizes, juritis, etc.

O MENINO NU (Herbert P. de Carvalho) - A rígida sociedade dos anos 50 exigia que todos os filhos pobres ou remediados ajudassem nos serviços caseiros. Meninos faziam entregas, eram aprendizes de alfaiates, sapateiros, marceneiros ou ajudavam em armazém ou loja de tecidos. Os pais não exigiam remuneração.

 

CRENDICES, REZAS E CHÁS (Valmir Simões) - As mães têm um cuidado todo especial quando nasce o primeiro filho. Comigo não foi diferente. Muito paparicado pelos meus avós, afinal de contas fui o segundo neto da familia, não tomava nenhum remédio de farmácia sem que, antes, os meus pais consultassem as pessoas mais idosas, já acostumadas ao traquejo de tratar os seus filhos com raizes, rezas e mandingas. Médico só como último recurso. Fui crescendo e habituando-me a essas coisas dos mais antigos. Vejamos alguns remédios, chás e mandingas muito utilizados na época para as doenças corriqueiras e tratadas em casa. Eu experimentei vários, alguns eram até muito engraçados e jamais, nos dias de hoje, eu usaria ou indicaria os mesmos para meus filhos e netos:

O JOÃOZINHO E SUA ALFAIATARIA (Fernando P. de Carvalho) - A Alfaiataria do Joãozinho ficava ao lado do Bar Central do Carlos Pires, logo após a casa de Dona Pombinha, parente da Celidônia. Na frente tinha apenas duas portas de madeira e nenhuma janela. No fundo, um amplo quintal com um portão que dava para a Rua Cel. João Antônio. Na sala de trabalho, que ficava logo na entrada, tinha uma mesa de madeira com armários sob o tampo, onde o Joãozinho cortava as calças e paletós dos fregueses, e várias cadeiras e tamboretes. Era um ponto de encontro da turma, pois lá trabalhavam o Pedrinho Capitão e seus irmãos.

O SABÃO PINTADO E O ALCOOLISMO (Valmir Simões) - Conheci um senhor em Itiúba que, logo cedo da manhã, passava no armazém de meu pai e, antes de começar o seu trabalho, tomava uma dose de Conhaque S. João da Barra e, como tira gosto, mastigava um dente de cravo e um pedaço de papel manilhinha que ficava sobre o balcão, para embrulhar mercadorias. E eu, ainda garoto, ficava intrigado com aquele comportamento tão diferente para ocultar o cheiro da bebida.

A FEIRA DE ITIÚBA (Humberto P. de Carvalho) - Todas as feiras do sertão começaram ou num caminho ou em frente à Capela. Pensamos que a nossa nasceu para valer quando o primeiro trem de ferro chegou à Fazenda Salgada em 15 de abril de 1887. Os trabalhadores, mestres de obras e engenheiros da construção da ferrovia, certamente, foram os primeiros fregueses. Pelos depoimentos das pessoas de idades avançadas, as primeiras barracas foram instaladas em frente da Igreja de N.S. da Conceição, a chamada Praça da Matriz.

A QUEIMA DO JUDAS (Hugo P. de Carvalho) - Nas comemorações da semana santa na cidade, era costume, na noite do sábado de aleluia, a realização da "queima do Judas". Um boneco muito bem feito, de pano com enchimento de palha e algodão para facilitar a propagação do fogo e recheado de bombas, muitas bombas de vários calibres, tudo feito cuidadosamente pelo melhor fogueteiro da região, o Sr. Horácio Pinto, que morava na Rua dos Artistas. Enquanto o Judas rodava em seu pedestal fumegante, cada parte de seu corpo ia explodindo, uma de cada vez, proporcionando um espetáculo pirotécnico que chamava a atenção e era aplaudido por todos , na Praça da Igreja.

MEDIDA EM "MILIMIS" (Herbert P. de Carvalho) - Quando jovens somos aventureiros e destemidos. Assim eu e o primo Tonho Chapéu não perdíamos festas nas fazendas próximas. Quase sempre eram realizadas nos sábados. Comemorava-se tudo, desde casamentos, nascimentos, batizados ou mesmo a volta de um parente ao seio da família. Normalmente não havia convite. Essas festas eram iluminadas com o famoso “candeeiro placa” alimentado a querosene e que dispunha de uma lâmina metálica como refletor de luz.

 

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Itiúba do meu Tempo - Fernando P. de Carvalho

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